quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Preconceito Não É Bem Vindo Aqui!







Olá meninas!
Vim aqui dizer para vocês uma coisa que tem chamado minha atenção desde que surgiu o rumor de que certa cantora seria lésbica! Nada sei da vida dela, não a conheço e não vou afirmar nada porque simplesmente não é da minha conta!
Estou completamente chocada com o número crescente de comentários no poste do vídeo dela aqui neste blog. Nunca vi tanto preconceito na minha vida.
Vocês vão me desculpar, mas a vida pessoal das pessoas não tem porque ser atacada assim! Parei até de aprovar os comentários porque de fato eles são escandalosamente agressivos.
Isto é homofobia pura! Agora me nego a acreditar que estes comentários estão sendo feitos por lésbicas. Isto é coisa de gente que não aceita o homossexualismo.  Acredito que vocês vão entender que sou homossexual assumida e não vou aprovar a prática da homofobia justamente aqui.
O título deste blog é Homossexualidade e Vida! Vocês repararam nisto?
Não me interessa saber se as cantoras são homossexuais ou heterossexuais.
Não me interessa o que elas fazem nas suas vidas pessoais, com quem namoram, se elas são bonitas ou se são feias.
É cantora? Canta bonito? Arrasa? Pois vou escutar sim e postar aqui com toda certeza.
A verdade é que quem faz sucesso incomoda muito! Se for bonita incomoda muito mais!
Se for comigo, se apontarem o dedo falando que sou lésbica eu vou bater palmas! Quer ganhar meus aplausos? Pois me chame de lésbica! Não fico decepcionada, fico é muito honrada!
Ser lésbica não é vergonha! Jamais será!
Agora vocês chamam de “Joãozinho?” Cada uma pode ver como bem quiser. Os apelidos são do tamanho do preconceito de quem ataca.
Sapatão? Que coisa mais antiga! Nem usam mais isto. O que eu sei, o que conheço de mulheres é que muitas lésbicas são muito mais mulheres na intimidade do que muita gente imagina.
Nunca conheci nenhum “Joãozinho”, por isto não sei direito o tipo a que se referem naqueles comentários. Eu sei que lésbicas gostam de mulheres, o resto fica para tradução de vocês.
Se for para comentar de forma grosseira e com ataques de homofobia os comentários não serão aprovados. Sinto muito, mas não passei minha vida inteira lutando contra o preconceito para aceitar essa deselegância nesta altura da minha vida. Não aceito e não aceito mesmo! Digo de novo, pouco me importa se as cantoras são heterossexuais ou homossexuais.
Só me interessa o talento delas! Só me interessa a voz delas. Só me interessa o canto delas!
Não entendo o que pessoas preconceituosas, que nos odeiam, estão fazendo num blog assumidamente homossexual!
Todas as pessoas que forem heterossexuais e que frequentam este espaço, serão bem vindas e respeitadas desde que não tenham ataques homofóbicos!
Muito obrigada por entenderem que homofobia nós dispensamos por aqui!
Astridy Gurgel



Conto - Chega de traição! - Capítulo II





Daniela sentiu que não podia ficar tão afetada. Se ergueu, ainda sentindo as pernas bambas. Vanda se voltou com um vestido bonito mostrando-o para ela.
            - Este aqui é lindo não acha?
            - Ah …
            - Bem vou atender o Senhor Mauro. Veio saber se Cássia vai pegar a causa. Está tão tenso, coitado!
            - Sei.
            Daniela era assim. Nunca na vida, algo a afetou tanto quanto aquela situação. Não conseguia conceber o que estava acontecendo. Não conseguia nem dormir, imaginando se devia deixar aquele emprego, ou protestar sendo dura com Cássia. Dura não conseguia ser com ninguém. E deixar o emprego, seria o mesmo que desistir da sua carreira. Qualquer estudante de direito, daria tudo para fazer um estágio com Cássia Bastos. Então, sabia que não jogaria tudo para o alto. Só não sabia o que faria para fugir daquela situação, que já transformava sua vida num completo pesadelo.
            Daniela pôde perceber que no final do dia, Cássia parecia nem se lembrar do ocorrido. Ficou feliz e suspirou aliviada quando foi para sua casa. Parecia de repente que ela iria parar com aquelas ideias absurdas.
Mas os dias que se seguiram ao beijo, não foram tão tranquilos. Cássia agora a devorava com os olhos descaradamente. Toda a vez que se aproximava muito de Daniela, ela encolhia, imaginando que seria agarrada ou beijada. Mas nada acontecia e Daniela não dormia, sobressaltada com o que poderia acontecer no dia seguinte.
Foi numa sexta-feira, quando se preparava para ir embora que seu coração voltou a dar saltos. Estava ajeitando sua mesa para ir embora, quando a porta abriu e Cássia entrou indo direto até ela. Daniela parou olhando-a sem entender o que queria.
- Não toma um drinque comigo hoje?
- Bem, é tarde …
- É sempre tarde para você estar comigo Daniela – Queixou aproximando mais dela.
- Não, é só que tenho compromissos. Os trabalhos, minha família …
- Não quero saber de nada. São desculpas, sei bem que são.
Daniela encolheu percebendo que agora, Cássia estava quase colada nela. Cássia só precisou puxá-la para seus braços. Daniela viu a boca vindo em busca da sua sem reagir. Sentiu a língua entrando. Desvendando e acariciando o interior de sua boca. Somente um beijo. Um beijo que nunca terminava. Um beijo eterno que fazia queimar o corpo inteiro, despertando desejos incompreensíveis. Daniela estava com os braços caídos ao longo do corpo. Só Cássia, apertava sua cintura com força, enquanto sua boca enlouquecia a de Daniela, com aqueles beijos profundos e experientes. Daniela nem acreditou quando ela se afastou, olhando-a no fundo dos olhos.
- Vê o que é? Entende o que acontece, quando a vejo?
- …
- Você tem um efeito devastador sobre mim. Tem que saber disto, Daniela!
Não tinha que saber de nada. Pensou, afastando-se dela o quanto antes. Seu corpo estava descontrolado e o coração era de repente, uma bomba que iria explodir sem que pudesse detê-la. Chegou até a porta, mas Cássia agarrou seu braço voltando-a para si.
- Você não diz nada? Será que não percebe o que sinto?
Daniela achou que ela estava desesperada e sentiu pena. Mas o que podia fazer? Aquilo não era certo. Não tinha razão de ser. Tinha que esquecer o quanto antes ou iriam cometer loucuras que certamente não podiam cometer.
- Você sabe e se cala. Por que faz assim? Quero que me ajude …
Daniela se voltou abrindo a porta.
- Espera – Pediu, apertando o braço dela – O que mais preciso dizer para que me entenda? Você me acha suja? Pensa que sou nojenta por estar fazendo isto?
- Preciso ir – Foi a resposta num tom baixo. A voz estava trêmula, enquanto os olhos fugiam medrosos. 
            - Não tem que ter medo.
            - …
            - Não quer tomar um drinque antes de ir? Podemos conversar. Preciso saber o que pensa de mim – Implorou, agarrando o rosto dela – Meu Deus, você está me ouvindo? Preciso que me ajude.
            Daniela a ouvia. Sentia tudo com intensidade. Não pensava mal dela. Mas precisava fugir daqueles olhos que lhe imploravam uma compreensão que não podia ter. Porque aquilo não era certo para ela. Era uma mulher. Sobre todas as coisas era uma mulher e não entendia aquilo normalmente como ela entendia.
            - Gosto de você. Acha que sou louca?
            Daniela virou o rosto para não ver seus olhos obscenos dela.
             - Daniela, me diga alguma coisa.
            - …
            - Vai contar para suas amigas? Que te beijei? Que te quero?
            Estava delirando, não tinha amigas. Sua amiga era sua irmã, e nem para ela podia expor aquilo.
            - O que vou fazer com você, Daniela? – Gemeu puxando-a para o seu corpo com força. Apertou seu corpo junto ao seu com desespero – Preciso de você. Tenho que sentir seu corpo, beijar sua boca …
            Daniela se afastou passando pela porta como um raio. Tinha que fugir dali, antes que aquela mulher perdesse a cabeça. Era ela a louca. Era ela a devassa, a inconsequente. Ganhou a rua. Entrou em seu carro e saiu feito uma louca pela rua movimentada.



            Cássia bebia seu drinque naquela noite ouvindo a ladainha dos irmãos. Mas só conseguia se lembrar da boca quente de Daniela. Do seu corpo trêmulo. De seus olhos assustados. O que podia fazer? Precisava dela. Queria aquela mulher com toda a intensidade. Se a magoava, estava acima de suas forças. Seu corpo ia para o dela como um imã. Precisava daquele calor ou ficaria louca. Nunca outra tinha tido aquele poder sobre ela. Nem atendia mais aos telefonemas. Era uma fixação que não saía de sua mente.
            - … Ainda vou quebrar este telefone – Gritava Valdo, olhando a irmã com irritação – Pode me dar atenção?
            - Me deixe em paz – Respondeu indo até o bar para encher o copo novamente.
            - Cássia? Não posso ajuda-la? - Perguntou Mara, acercando-se da irmã com cautela – O que está acontecendo com você? Está sofrendo …
            - Não é problema seu, Mara. Deixe-me com minhas dores – Pediu saindo da sala.
           
            Daniela estava vestindo sua camisola neste instante. Deitada em sua cama, estava Samanta falando sem parar. Nem a ouvia. Olhava seu corpo no espelho. Via as mãos de Cássia em sua cintura e estremecia.
            - … Sempre que você não vive. Isto é tão estranho. Você está entre nós e nem nos vê. Pensa em quê? Vamos, no que pensa que nem nos ouve?    
            Daniela se voltou para a irmã com um suspiro.
            - Estou cansada.
            - Porque trabalha e estuda como uma doida. Veja isto, seu quarto tem livros por todos os lados. Parece uma louca, vaga pela casa de madrugada com livros nas mãos. Não sonha, não vive, não vibra nos braços de um homem como devia fazer. Todas as moças fazem isto.
            Daniela estremeceu com a última recriminação. A irmã estava certa. Ou não estaria? O que sabia Samanta de sua vida? Que sabia ela dos seus dias cheios de temores ao lado daquela mulher desconcertante?
            - Você tem que sair comigo. Vou apresenta-la a homens que vão leva-la ao céu minha irmã. Isto de se matar por um ideal é para quem não tem a fortuna que temos. Você nem gasta dinheiro. Olhe suas roupas, nem tem tempo para renovar seu guarda-roupa.
            Daniela sentou na cama acendendo um cigarro. Abriu um livro, sem encarar a irmã. Parecia que se enfrentasse seus olhos ela iria descobrir tudo no mesmo instante. Por isso, deixava que ela falasse o que era melhor para ela.
            - Mamãe está preocupada. Todos nós nos ressentimos por vê-la tão apática. Só pensa em Direito, come Direito, vive Direito e tenho minhas dúvidas se goza lendo estes...
            - Samanta!!
            - Diga para mim, sem fugir! Sente prazer com isto? – Insistiu atirando um livro longe. - Goza lendo estas coisas?
            Daniela caiu na cama desolada. Por que faziam aquilo com ela? Por que não a deixavam lutar por seus sonhos em paz?
            - Vinte anos e nem sabe beijar. Deixe-me levá-la para um mundo novo, mana. Olhe para mim – Pediu, deitando ao lado dela – Tem que viver mais. Sabe sexo é necessário.
            - Sei disto.
            - Sabe? Mas não parece. Vamos sair. Tenho uma festa e vou apresenta-la a …
            - Não irei a festa alguma. Quero dormir, me deixe em paz, Samanta – Pediu puxando as cobertas.
            - Está bem. Mas não pense que vou deixá-la viver sua vida em vão.
            - Ah!
            - Vai ter que entender, Daniela, vai ter – Prometeu saindo chateada do quarto.
Daniela sentou na cama, pegando um livro de Direito. Abriu na página marcada e fechou os olhos. O que iria fazer? Samanta não lhe daria paz! Conhecia a irmã muito bem, para saber que iria insistir naquele ideia de apresentar homens para ela. E Cássia… Cássia por outro lado, não a deixava respirar. Precisava de ar e sentia que estava sufocando cada vez mais. Ficou ali de olhos fechados e com uma terrível dor de cabeça.



            Cássia observou o abatimento de Daniela, quando ela sentou diante dela na segunda-feira. Daniela abriu sua agenda decidida. Se lembrava dos últimos acontecimentos nem dava mostra.
            - Terminei a revisão do caso Dalton. Suas chances são excelentes. Está mais do que claro que houve falsificação de documentos, quando os terrenos foram adquiridos. Toda a documentação original está anexada ao processo. As testemunhas estão marcadas e a audiência será em duas semanas.
            - Fez um excelente trabalho. Estava certa que ganharia a causa quando a peguei. São os melhores casos para se defender. Vá aprendendo para quando se formar. Fuja dos divórcios …
            - Mas você os faz …
            - Sim, porque gosto de ajudar casais em dificuldade conjugal – Falou, erguendo-se de repente – Mesmo assim, peso muito antes de aceitar.
            - Já percebi – Falou se erguendo também – A audiência de hoje foi cancelada. Pensei em sair mais cedo e ir à faculdade …
            - Pensou sobre nós?
            Daniela estremeceu, fugindo de seus olhos rapidamente. Cássia se aproximou prendendo seus braços com força.
            - Você pensou, não foi?
            - Por favor Cássia …
            - Não está em mim. É mais forte que a minha vontade – Gemeu mergulhando a boca na dela com desespero. Era aquilo que matava Daniela. Aqueles beijos já eram constantes e começavam a despertar prazeres, que não aceitava sentir com uma mulher. Não se afastou. Quando ela se afastou, abaixou os olhos. Ficou ali, como se estivesse presa ao chão.
            Cássia encostou na mesa, fitando-a longamente.
            - Eu quero você, Daniela. Pense sobre isto.
            Daniela, deu um giro fugindo da sala apavorada.



            As coisas estavam piores. Samanta apertava a pressão. Cássia andava quieta, apenas medindo o terreno. Daniela fugia cada vez mais. Foi o pior mês de sua vida. Ganharam o caso Dalton. Ganharam também outros, nas audiências que se apresentaram durante aquele mês. Até ali, diante de todos os juízes e o público Daniela sentia aqueles olhos negros em seu corpo.
Pelo menos na faculdade tudo ia bem. Suas notas continuavam ótimas e logo terminaria aquele semestre com sucesso. Um mês tinha se passado, desde a última conversa intima entre elas. Ou não teria sido uma conversa? Claro que não. Nunca falava. Não tinha o que dizer sobre aquela loucura absurda. Aquele mês foi um tormento, mas acabou e Daniela suspirou aliviada.

Mas não conseguiu se livrar dos olhares obscenos. No final da primeira semana do mês, novamente numa sexta-feira estava para ir embora, quando Cássia a cercou na cozinha.
- Já vai?
            - É, parece que vai chover – Disse olhando pela janela.
            - Primeiro quero saber se pensou no que lhe pedi tempos atrás – Começou aproximando-se dela.
            Daniela deu um passo para trás, colando-se à parede. Cássia se aproximou lentamente.
            - Pensou?
            Claro que não! Tinha pensado, mas seria sempre não a sua resposta! O que ela estava pensando? Que era alguma louca? Tarada? Inconsequente?
            - Não pensei – Disse num fio de voz.
            - Talvez porque pensar em mim seja muito penoso, não? – Perguntou, erguendo a mão até seu pescoço. Ali as carícias começaram suaves, até que a mão se deteu sobre um dos seios. Daniela arregalou os olhos presa à parede. Cássia agora sorria. Um sorriso triste e misterioso – Mas eu pensei. Muito mesmo. Em nós, no meu desejo por você. Isto é importante, é mais importante do que tudo. Se não pensa, penso por nós.
            Sua mão agora acariciava os seios, sem se importar com o tremor descontrolado do corpo de Daniela. Bastava para Cássia, poder sentir aquele corpo. Bastava que suas mãos estivessem tocando naqueles seios lindos e sensíveis. Foi se aproximando mais até seus corpos se colarem. Aquele silêncio de Daniela a excitava mais do que qualquer palavra. Porque não falava, mas também não fugia. Porque certamente a queria com a mesma intensidade. Então sua boca buscou a de Daniela sem esconder a fome e o desejo de tê-la. Um beijo diferente. Um beijo mais calmo, mais profundo do que todos os outros. Um beijo que significava claramente a posse. Os lábios enlouquecidos enquanto as mãos experientes de Cássia, iam livrando o corpo das roupas. Daniela nada fazia. Sua mente gritava não e seu corpo aceitava pacificamente aquelas carícias. Percebia que estava quase nua e nada fazia. Cássia também se despiu. Daniela sentiu aquele corpo nu colando-se ao seu. Mil sensações invadiam seu coração. Doía o peito infinitamente. Enquanto aquelas mãos vagavam por todo o seu corpo levando-a ao delírio. Era incrível como podia ser aquilo. Não queria e seu corpo se entregava completamente. Sem reagir, sem retribuir. Simplesmente aceitava todos aqueles toques. Quando a mão chegou no ponto crucial, quase gritou. Uma sensação maravilhosa invadiu seu corpo. Parecia mais uma descarga eléctrica que nem ela nem ninguém, poderia deter. Achava que aquela mão era mágica, por despertar tanto prazer. E os lábios que sugavam seus seios … Que loucura! Os olhos estavam fechados e o corpo em chamas. Não podia acreditar que estava ali se entregando silenciosamente. Sentiu Cássia deslizando para o chão. Sentiu quando ela abriu suas pernas e sua língua mergulhou sedenta em sua vagina. Daniela fechou os olhos sem acreditar naquele prazer. A língua dela chupava sua vagina de uma maneira incrível. Ela prendia seu clítoris mordendo-o delicadamente e soltando para voltar a lamber incansável toda a região da vagina. Foi aí que veio a explosão maravilhosa. Daniela não conseguiu conter um gemido final. Então apertou a mão virando o rosto com vergonha. Cássia se afastou, ficando diante dela. Daniela teve forças para recolher sua roupa caída a seus pés e vestiu-se com urgência, sem coragem de olhá-la nos olhos. Não teve coragem de olhar o corpo que sabia ser lindo à sua frente. Não podia achar bonito aquele corpo e nem queria. Então fugiu para não ter que olhar nos olhos dela.

            Estava jantando, novamente com a família. Nesta noite em especial, sentia seu corpo vibrando a cada lembrança. As mãos estavam em seu corpo. Entre suas pernas, algo se passava. Lembrava e se excitava sem controle. Era incrível como o corpo podia ser tão fraco. Agora sabia. Sabia do prazer que Samanta pregava. Conhecia o prazer que ela prometia ajudá-la a encontrar nos braços de um homem. Se soubesse que ela o encontrou com uma mulher, ficaria horrorizada. Não aceitaria. Ninguém aceitaria aquilo.
            - Não me escuta, filha?
            - Sim, mamãe – Respondeu encarando a mãe.
        - Não acha que deveria deixar este emprego? Não é mais a mesma, está sempre longe – Falou, segurando sua mão – Acha que vale a pena, assim?

Continua…

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Novo conto para a venda.



Boa tarde leitoras!

Vim fazer o lançamento do novo A Cantora!
Sinopse do conto:

A cantora Vanessa Bernini conhece Janett Monteiro durante suas férias. Entre uma dança e outra ela conquista pouco a pouco o coração da moça tímida.

Quem não quer ter uma professora como Vanessa Bernini que com delicadeza, carinho e paciência abre as portas do prazer para a jovem ingênua?
Janett não consegue resistir à sedução deliciosa da cantora, entregando-se completamente a essa paixão.
Por esse Amor Janett muda toda sua vida, seus conceitos e seu destino.
AG


Primeiro comentário sobre o conto:

Astridy,

Adorei o seu conto "A Cantora". Sua escrita simples e intensa o tornou uma história envolvente, recheada de ingredientes como o desejo, a paixão, a sedução. Ah, sedução esta arte sutil, esta espécie de diálogo sem palavras, involuntário, mas que revela tão bem todos os desejos de uma pessoa. Assim, é a personagem Vanessa Bernini, uma mulher extremamente delicada que possui a capacidade de encantar, atrair e se apaixonar pela "pura" Janett a quem despertou os mais íntimos desejos e modificou toda a sua vida. Ocorre-me concluir que por mais contrariedade a vida possa ter, o amor incondicional vence tudo. Nota 10. Beijo!

Maria Luisa Martins

Quem se interessar é só fazer o depósito utilizando os dados da conta e enviar para o e-mail:
Astridy24gel@hotmail.com

Caixa Econômica Federal

Astridy Gurgel
Agência: 0134

Operação: 013

Conta: 00079284-6
Valor: 15,00

Desde já agradeço.
Astridy Gurgel

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Conto - Chega de traição! - Capítulo I


Sinopse

A advogada Cássia Bastos não sabe o que é o amor. As mulheres passam por sua vida, como as nuvens passam no céu. Conquistadora incorrigível, quando quer uma mulher não sossega até conquistá-la.
A estudante de Direito, Daniela Teles acaba indo estagiar justamente no escritório desta conquistadora.  A jovem de apenas vinte anos se vê envolvida numa sedução que ela jamais imaginou viver.
Este conto é uma viagem ao mundo lésbico. Sentimentos diversos, a conquista, a paixão, o amor e a triste realidade do estrago que a traição causa a um relacionamento, vão estar presentes a partir desta quarta-feira aqui no blog.
O conto é simplesmente uma história de amor. Não é um Livro de Direito!
Entretanto as personagens terão as suas profissões bem definidas dentro da história.
Espero não cometer erros. Se cometer, almejo que eles não comprometam toda história no julgamento de vocês.
Muito obrigada e tenham uma ótima leitura!
Se alguém desejar fazer algum comentário mais específico sobre a história, pode escrever diretamente para este e-mail: astridy24gel@hotmail.com  que responderei com todo o prazer.

Astridy Gurgel

  


  
Cássia Bastos balançou a cabeça, afastando os olhos do corpo maravilhoso de sua assistente de advocacia. Voltou a se concentrar na pasta que expunha a situação da empresa Matos. Aquela causa não seria difícil de ganhar no tribunal, isto desde que pudesse se concentrar nos fatos. Pensando assim, ergueu os olhos para Daniela Teles novamente. Admirou o corpo que sem dúvida nenhuma, era uma coisa de louco. A saia justa, acompanhada de uma blusa fina de javanesa, a deixava muito elegante.
Cássia engoliu em seco, quando seus olhos se detiveram no decote dos seios e mais abaixo no racho da saia provocante.
Daniela estava trabalhando com ela há dois meses. No dia em que a viu pela primeira vez, levou um grande choque. Quando solicitou à sua amiga, que lecionava na faculdade de Direito, que lhe conseguisse uma estudante de direito para trabalhar com ela, não imaginou uma mulher como Daniela. Ela tinha vinte anos, estava no segundo ano da faculdade. Era extremamente dedicada e atenciosa. Mas tinha aquela beleza espetacular que enlouquecia Cássia, a cada dia. Cássia não sabia bem porquê, mas desde o primeiro encontro desejou beijar aquela boca cheia, bonita e apetitosa, que tinha sempre um sorriso pra ela. Quando Daniela sorria, Cássia estremecia, e fugia sempre, pensando: “Ela só tem vinte anos”. Só este pensamento bastava para cair em si, e voltar a mergulhar no trabalho. Isto porém, não era muito fácil, já que Daniela tinha o péssimo hábito, de passar a maior parte do tempo em pé na sala. Embora tivessem salas separadas, ficavam uma boa parte do dia juntas trabalhando nos casos dos clientes.
Cássia suspirou, quando olhou para o relógio percebendo que passava das seis. Fechou a pasta encarando Daniela, que parecia esquecida de tudo enquanto estudava o caso Dalton.
            - Já passa das seis Daniela, vamos descansar.
            - Ah?
            - Daniela? – Chamou se erguendo.
            - O que foi? – Perguntou ela se voltando, lentamente. Cássia estremeceu novamente, quando encontrou aqueles olhos verdes. Só ela sabia como aquela mulher estava se infiltrando em sua vida sem ao menos se dar conta.
            - Vamos embora. Você veio de carro?
            - Sim. Mas ainda é cedo, não? – Perguntou e olhou para o relógio levando um susto ao ver as horas – Oh, é tarde! Preciso terminar um trabalho para amanhã ainda…
            - Pensei em convidá-la para um drinque.
            - Desculpe, Cássia, mas hoje é impossível – Sorriu vestindo seu bleizer rapidamente – O tempo tem sido pouco para fazer tudo que preciso. Vai descer comigo?
            - Sim – Respondeu abrindo a porta para que ela saísse – Vanda? Nós já vamos. Até amanhã!
            - Até amanhã, doutora! Até amanhã, Daniela.
            - Até amanhã, Vanda – Falou Daniela, entrando no elevador ao lado de Cássia.
Foi ali, que Daniela sentiu-se pequena e desconcertada. No elevador espaçoso, Cássia encostou num canto, deixando os olhos correrem soltos pelo corpo de Daniela. Muito sem jeito, Daniela manteve os olhos fixos nos botões do elevador, até que a porta se abriu, e as duas desceram juntas, saindo para a rua. Neste momento, Cássia segurou seu braço, perguntando num tom perturbado:
            - Não quer mesmo tomar um drinque antes de ir para casa?
            - Não posso mesmo, mas obrigada. Te vejo amanhã. – Falou rapidamente, atravessando depressa. Logo entrava no carro e desaparecia rua abaixo.


Daniela jantava nesta noite num silêncio completo. Ouvia sua irmã Samanta, falando do desfile daquela tarde. Depois Pedro, seu irmão e sua mãe, Mónica. Em sua casa era assim. Discutiam todos os assuntos na hora das refeições, pois era quando se reuniam sagradamente. Samanta encarou a irmã comentando curiosa:
- Você anda muito silenciosa, mana. Algum problema?
            Sim, havia um problema. Os olhos de Cássia sobre seu corpo era o seu grande problema. Quando o percebeu? No primeiro dia. Sim! Foi quando sentiu aqueles olhos negros descendo por seu corpo de maneira inquietante. Era um sonho trabalhar com a renomada Cássia Bastos. Era uma advogada famosa e muito experiente. O ideal para uma estudante que adorava a advocacia como Daniela. Mas jamais pensou, que aquela mulher era tão desconcertante. Todos os dias inventava uma desculpa para não sair com ela. Os convites eram constantes, mas Daniela sentia um medo estranho. Não sabia o que poderia acontecer caso saísse com Cássia. Só sabia dos comentários que ouvia. Estes comentários a deixavam cada dia mais assustada com aquela mulher fantástica. Isto, porque Cássia era o modelo de perfeição  de uma advogada que Daniela desejava seguir. Na faculdade, seu nome era sempre comentado. Era uma advogada respeitada por todos. Cada causa que ganhava, não surpreendia mais ninguém. Todos sabiam que Cássia Bastos dificilmente perdia uma causa que pegava para defender.
- Então você não percebeu que depois que arrumou este emprego ela vive no mundo da lua? – Perguntou Pedro, servindo vinho em sua taça – Quer ver só uma coisa samanta? – Falou, encarando a irmã muito sério – Daniela, você ainda é virgem?
Daniela levou a taça de vinho à boca lentamente. Achava que estava agindo certo em relação à Cássia. Era melhor manter aquela distância para evitar problemas futuros. Talvez aqueles olhos que devoravam seu corpo fossem inocentes. Talvez Cássia fosse assim mesmo. Por outro lado ninguém podia ser condenado apenas porque gostava de mulher. Se ela tinha suas preferências, não era assunto para ser comentado por ninguém. Achava péssimo quando ouvia fofocas envolvendo seu nome na faculdade. Cássia era um prato cheio. Não escapava um só movimento seu aos olhos de todos. Pelo menos em sua faculdade, era assim…
Daniela continuava perdida em seus pensamentos, sem perceber que sua família estava quieta, observando-a atentamente. Nem ouviu a voz suave da mãe chamando-a baixinho:
- Filha?
Daniela permaneceu pensativa, sem ouvir a mãe.
- Daniela? Minha filha, você está me ouvindo? – Chamou Mónica, novamente, mas desta vez tocou seu braço com carinho.
- Sim, mamãe – Falou, voltando-se para ela com um sorriso.
- Você está bem?
- Claro, estou muito bem – Sorriu, voltando a comer a comida já que estava gelada em seu prato.
Isto seguia assim, a cada novo dia. Durante o dia, Daniela sentia os olhos de Cássia em seu corpo. A noite, jantava com sua família, perdida em mil pensamentos. Não percebia os olhos sempre voltados em sua direção e nem escutava os comentários que faziam sobre ela na sua frente. Pensava nos casos que defendia com Cássia e simplesmente, em Cássia. Achava a advogada desconcertante. Não conseguia ser tão natural com ela como era com os outros.
Assim Daniela completou três meses de trabalho com Cássia. Era um trabalho bom, que lhe ia dando muita experiência. Não perdia um julgamento e absorvia tudo que podia aprender de sua grande professora.


Cássia jogou o casaco sobre o sofá, indo até o bar servir um drinque. Neste momento, os dois irmãos entraram juntos na sala. Depois de beijarem a irmã, Mara falou, enquanto servia dois drinques:
- Solange ligou novamente para você hoje.
- Esta mulher não sai do meu pé – Reclamou se jogando no sofá.
- Você parecia muito interessada, há alguns meses atrás – Criticou Valdo sentando ao lado dela – Vivo lhe dizendo para pegar uma destas moças que vivem pulando em sua cama. Você tem que ter alguém fixo. Um amor, entende? Tem que parar com estes casos passageiros, que não levam a nada. Este telefone, toca o dia todo para você. Estas mulheres, parecem que enlouquecem depois de uma noite em sua companhia.
- Valdo tem razão, Cássia. Você precisa encontrar uma moça que você goste. Leve-a para morar com você e deixe esta vida vazia.
            - Vida vazia? – Perguntou admirada – Vocês são meus irmãos e não meus pais. Não entendem nada do que estão falando.
            - Entendo que ninguém é feliz assim – Criticou Valdo nervoso – Malditas mulheres assanhadas. Se pelo menos não fossem tão fáceis…
            - Ora pelo amor de Deus. O mundo evoluiu e isto é normal!
            - Existe uma cara nova, não existe?
            - Valdo? Não se meta em minha vida – Reclamou tensa.
            - Sei que é isto. Você anda tensa de uns tempos para cá. Vê o que lhe digo? Já se cansou de todas as outras, porque conheceu uma nova, não é? Isto não é vida…
            - Vou sair – Falou, se erguendo e deixando os dois sozinhos na sala.
            Valdo voltou-se para Mara, inconformado:
            - Viu isto?
            - Temos que ir com calma.
            - Não consigo entender Cássia, não consigo mesmo.
            - Falarei com ela outro dia.

           
Daniela pegou sua pasta com os processos pendentes e seguiu para a sala de Cássia. Tinha sido um duro dia e não via a hora de chegar em casa e tomar um banho. Também naquele dia, notou que Cássia estava mais nervosa do que de costume. Entrou, e se aproximou, colocando a pasta na mesa dela. Cássia ergueu os olhos, encarando-a muito séria:
            - O que acha de jantar comigo esta noite?
            - Não posso mesmo, temos visita em casa – Justificou sorrindo – Num outro dia. Bem, boa noite!
            - Talvez mais tarde? – Insistiu se erguendo de um salto.
            - Sinto muito, mas …
            - Será que nunca tem um tempinho em sua vida?
            - Sinceramente é muito difícil.
            - E amanhã?
            - Os trabalhos da faculdade são muitos, nem estou dando conta …
            - Posso ajudá-la com alguns trabalhos, se quiser, mas …
            - Se deixar você cuidar de meus trabalhos, não irei aprender minha matéria – Rebateu baixo – Agora preciso ir …
            Cássia passou por ela, para barrar a porta, mas Daniela já estava abrindo-a. Ficaram próximas e seus corpos se roçaram.
            - Escute – Pediu Cássia, segurando o braço dela sufocada. Daniela se deteu, respirando com dificuldade.
            Cássia fechou a porta, fazendo-a voltar-se para si.
            - É só um jantar – Falou, buscando os olhos dela profundamente – Me daria muito prazer tê-la ao meu lado.
            - Não posso, sinto muito.
            - Quem sabe no sábado? Afinal, não pode viver sem um minuto de descanso.
            - Talvez. Pensarei com carinho. Agora tenho que ir …
            - Daniela? – Chamou segurando a mão dela. Daniela ficou mais confusa. Olhou para a mão que retinha a sua sem saber o que fazer. Bem diante de seus olhos, Cássia levou sua mão aos lábios, depositando ali um beijo molhado, que a fez estremecer dos pés à cabeça – Pense mesmo com carinho – E soltou sua mão, voltando à mesa rapidamente.
Novamente Daniela comia distraída. Sentia ainda, o calor dos lábios de Cássia em sua mão. Estava agitada e tensa. Aquilo era real. Cássia tinha beijado sua mão olhando-a no fundo dos olhos. Aquele gesto falou mais do que qualquer explicação. Desde o início, sentia que não estava louca. Cássia de fato a cobiçava. Aquele pensamento causou um estremecimento em seu corpo. Ela empurrou o prato e se ergueu dizendo que iria estudar em seu quarto.


            A semana transcorreu tranquila. Daniela fazia de conta, que nem se lembrava da promessa. E Cássia, tirando os olhares, não tinha voltado a tocar no assunto. Mas na sexta-feira, estavam discutindo um caso de um cliente que acabara de sair, quando Cássia se aproximou erguendo seu queixo com delicadeza.
            - Então, vai jantar comigo amanhã?
            - Acho que …
            - Acho que você tem medo de mim.
            - Não, não mesmo.
            - Você vai?
            - Eu … Não sei ainda … Eu …
            - Porque está tão assustada? – Perguntou ficando mais perto dela. Seus dedos acariciavam o queixo de Daniel delicadamente.
            - Não … Não estou assustada …
            - Um jantar apenas – Falou, subindo os dedos para a boca carnuda – Depois prometo que voltamos para casa, como duas boas moças.
            - Eu … Não posso mesmo – Respondeu criando coragem – Outro dia – Falou, afastando-se muito abalada. Nem percebeu que Cássia estava parada no mesmo lugar. Só precisou estender a mão para tocar seu ombro. Daniela pensou que iria gritar, mas ficou quieta e Cássia colou seu corpo ao dela. Foi apenas isto. Ficou encostada nela por alguns minutos, e se afastou comentando:
            - O caso de divórcio do Senhor Santos pode ser aceito. Entre em contato com ele, na segunda, por favor! Você mesmo poderá cuidar de tudo até a audiência. Pena que ainda não possa enfrentar o grande Júri. Mas seu dia vai chegar.
            - É, nem acredito que vai chegar! – Sorriu relaxando – Vou ao tribunal assistir à audiência das quatro. Vejo você na segunda.
            - Sim, até segunda – Respondeu sem se voltar.


            Depois de um fim de semana cansativo, Daniela voltou ao escritório na segunda. Ocupavam um andar inteiro. Tinha uma sala de espera confortável. Sua sala, a sala de Cássia, dois banheiros, uma cozinha pequena e mais uma sala ao lado da de Cássia que foi transformada em quarto. Cássia explicou, logo que Daniela foi trabalhar ali, que às vezes ficava até mais tarde estudando algum processo. Então, se sentia sono, preferia dormir ali mesmo.
Nesta tarde, Daniela entrou há uma da tarde, seu horário de pegar serviço. Estudava pela manhã. Aquele emprego de meio horário só servia mesmo como experiência, já que sua família possuia uma situação financeira confortável. Entrou em sua sala deixando a bolsa. Saiu novamente passando pela mesa da secretária. Ali pegou algumas correspondências e levou para a sala de Cássia como sempre fazia. Separou algumas, levando para sua mesa.
Então foi até a cozinha, passando pela porta do quarto onde Cássia costumava dormir. Foi neste instante, que a porta abriu e Cássia surgiu usando um robe curto aberto na altura dos seios. Daniela olhou confusa para os seios expostos forçando um sorriso tranquilidade que estava longe de sentir.
            - Olá! Não sabia que estava aí.
            - É! Tive um fim de semana terrível! – Suspirou enquanto seus olhos desciam pelo bonito conjunto esporte que Daniela usava. O conjunto de saia e blusa, acentuava suas formas, tornando-a mais sensual do que de costume – Tem um excelente gosto para se vestir, sabia? Acho-a muito elegante.
            - Obrigada – Sorriu sem se mover do lugar.
            - Poderia escolher algo para mim? Tenho poucas roupas aqui, mas não estou disposta a escolher nada em especial hoje.
            - Claro – Concordou, entrando no quarto. Abriu o armário sentindo que Cássia estava ali, observando de perto. E tinha razão. Sentiu sua mão tocar sua cintura e ficou quieta. Estava muda e assustada.
            - Você é linda!
            A voz dela estava rouca, trémula e sensual. Daniela respirava com dificuldade sem saber o que fazer.
            - Seu corpo é lindo.
            - …
            - Fico excitada sempre que a vejo.
            Daniela suspirou, sentindo o corpo reagindo violentamente àquelas palavras comprometedoras, íntimas e pecadoras.
            - Você foge e só me excita mais agindo assim.
            Suas mãos apertaram a cintura delgada, puxando-a mais para si. Então, Daniela sentiu a boca deslizando por sua nuca, até que a língua penetrou seu ouvido delicadamente. Suava frio. Sentia as pernas bambas e sentia que estava a ponto de desmaiar. Foi aí que Cássia virou seu corpo, mergulhando a língua morna em sua boca. Foi só um beijo que durou uma eternidade. Depois, Daniela a viu deixar o quarto rapidamente. Daniela caiu sentada na cama. Seu corpo tremia tanto, que segurou os joelhos apavorada. Neste momento, Vanda surgiu na porta com um sorriso.
            - Precisa de ajuda para escolher a roupa de Cássia?
            - Oh …
            - Ela é muito exigente – Sorriu, entrando e indo até o armário tranquilamente – Na verdade, só deixa aqui as roupas que mais gosta de usar.
            - ….
            - É muito precavida, neste aspecto …

Continua …