Estava apaixonada
por Fabiana! É lógico que estava apaixonada por ela! Soube desde a primeira vez
que a viu que as coisas que sentia não eram sensações passageiras. Aquele
sentimento foi aumentado e crescendo a tal ponto que perdeu o controle.
Fabiana abriu a
pequenina caixa olhando com interesse para o seu conteúdo. Ela ficou por algum
tempo contemplado o que havia ali dentro sem se mover. Percebendo o momento
especial que ela parecia estar vivendo, todos os presentes desviaram os olhos
para deixá-la mais à-vontade. Seus olhos
se desprenderam do objeto para mirar Sara neste instante. Um sorriso lindo e
iluminado brilhou em seus lábios. Ela não falou e as duas ficaram se olhando
encantadas.
Carina que
observava atenta a troca de olhares das duas, cutucou a mãe perguntando
curiosa.
- O que tem na
caixinha? Será o que estou pensando? Um anel?
- Eu daria tudo
para saber também, mas temos que ser discretas.
- Seja o que for
Sara colocou um sorriso iluminado no rosto de Fabiana. Acho que agora elas se
acertam.
- Sua irmã é
muito teimosa. Foi fugir do amor e olha no que deu. Esta irremediavelmente
apaixonada. A velha história se repete: “O Amor sempre vence.” Não sei por que
escrevem livros ou fazem filmes com final triste, afinal nada é mais forte do que
o amor.
- Nossa mãe, a
senhora ficou tão moderna! Duas filhas lésbicas e encara assim...
- O Amor nos
transforma Carina e seu pai me fez entender que nada é mais importante que a
felicidade sua e de Sara. Se vocês amam mulheres é um problema de vocês.
- Adoro você
assim mamãe! Aiiiii! Está me dando comichão de curiosidade. Vou perguntar o que
tem naquela caixinha!
- Não vai não!
- Vou sim!
- Não vai não!
- Tô louca de
curiosidade!
- Deixa elas
Carina!
Neste momento
Fabiana fechou a pequena caixa guardando sem deixar de sorrir dentro de sua
bolsa.
Aquele foi um
jantar perfeito! O clima estava delicioso e Sara se divertiu como há muito não
fazia. Relaxada, sentia a todo instante o olhar amoroso de Fabiana. Surpresa
deu-se conta que estava feliz. Na verdade estava explodindo de felicidade. Estava
com a família e diante da mulher que já não podia afastar de sua vida. Não
sabia como iria ser conviver com aqueles novos sentimentos. Teria que aprender
sobre aquela nova expectativa de vida.
Logo que a sobremesa
foi servida, viu Carina despedindo-se da mãe. Depois ela se despediu de todos e
desapareceu com Julia. Sara voltou os olhos para o pai e recebeu dele um aperto
de mão afetuoso e um beijo no rosto.
- Isto é amor e
me faz lembrar os meus tempos! – Ele comentou sorrindo saudoso.
- Para o senhor o
amor que eu e Carina sentimos não um amor diferente? – Ela perguntou olhando-o
profundamente. Realmente sentia um grande orgulho de ter um pai igual a ele.
- O amor é sempre
amor, é o que penso. Não existe amor diferente, só existe amor e independente
de você e sua irmã amarem mulheres, não quer dizer que vocês amem diferente. A
vida fica insuportável quando nos perdemos em perguntas. Eu me considero um
homem feliz, porque amo minhas filhas e sei aceitá-las como são. “Um filho é
sempre um filho”, independente dos caminhos que escolhe percorrer. Com nossa
ajuda e apoio, Carina ficará bem, estou certo disto.
- Pai? Você é o
máximo, sabia? Mas tenho tanto orgulho do Senhor.
- Minha filha eu
tenho o mesmo orgulho de você. Por ser essa filha maravilhosa que você é. Por
ser essa pessoa integra, correta e justa. Por ser a médica dedicada e
atenciosa. E por ter toda a paciência do mundo com sua mãe. Nós, os pais sempre
achamos que sabemos o que é melhor para nossos filhos. No meu caso, não
concordo com isto. Só você pode saber o que é melhor para sua vida. É por isto
que eu não me meto e nem dou palpites. Basta para mim que você se permita ser
feliz.
Sara abriu um
largo sorriso ao ouvir novamente aquelas palavras enternecedoras que o pai
sempre dizia para ela.
O jantar terminou
quando todos se despediram diante do restaurante.
Sara tomou seu
carro, seguindo rápido para casa. Uma emoção nova, desconhecida e deliciosa
enchia seu peito.
Meia hora depois,
entrou em casa sentando no sofá com as pernas bambas.
Ela iria chegar.
O que faria? O que diria? Começou a andar pela sala. Os olhos buscavam o
relógio várias vezes. Até que ouviu o som do carro e correu para a janela
ansiosa.
Ficou olhando-a
saltar do carro. Fabiana caminhou para sua casa com o mesmo sorriso iluminado
no rosto.
Sara ficou
olhando a porta sendo destrancada e ela apareceu retirando a chave de ouro que
ganhará de presente dela. Trancou a porta por dentro se voltando e falando
radiante.
- Me senti realizada
por usar essa chave Sara. Foi o presente mais maravilhoso que já ganhei na
minha vida.
- Achei que seria
ridículo você ficar tocando a campainha sempre que chegar aqui. – Sara comentou
aproximando dela.
- Nisto você tem
toda a razão. Tive que levar Marcela em casa. Demorei muito?
- Não. – Mentiu
caminhando para o barzinho agitada – Na verdade demorou demais, mas tudo bem! Aceita
um drinque?
- Sim, obrigada!
Enquanto servia o
drinque percebeu o olhar dela devorando eu corpo. Sara se aproximou olhando-a
ansiosa.
- Você contou
para minha mãe sobre nós?
- Sua mãe me
perguntou se eu estava interessada em você.
- E você disse a
verdade. – Concluiu séria.
- Não sei mentir.
- Entendo. –
Falou olhando em volta – Devia ter me contado do seu aniversário. Precisei
comprar seus presentes as pressas.
- Pensei que não
queria me ver mais.
- Imagine! -
Respondeu rindo bobamente – Imagine se eu não iria querer ver você novamente. Estou
completamente desnorteada por sua causa. Como isto seria possível?
- Você sabe que
nunca sei como você vai reagir comigo.
- Tem razão, sou
um tanto difícil. Quero dizer era, deixei de ser!
- Hoje, por
exemplo: Pensei que nem me deixaria entrar em sua casa. Aí você me dá a chave
da sua casa de presente. Quase desmaiei quando vi o que era dentro daquela
caixinha minúscula.
- Bem, é um dia
especial, seu aniversário. Achei que te dar a chave justamente hoje
simbolizaria algo especial.
- Como um pedido
de casamento? – Fabiana pediu com os olhos brilhando intensamente.
- Você quer que
eu verbalize este pedido? – Sara perguntou olhando-a encantada.
Seus olhos se
encontraram e Fabiana sorriu estendendo a mão até tocar os cabelos dela
suavemente.
- Quer saber por
que toquei seu coração naquele dia na casa de seus pais?
Os olhos de Sara
brilharam de curiosidade.
- Tem uma razão
especial?
- Para mim sim.
Meu pai costumava dizer que se você tocar o coração de uma mulher terá o amor
dela para sempre. Foi assim que ele conquistou minha mãe.
- Ah!
- Você ficou tão
furiosa que temi ter estragado tudo.
- Achei muita audácia
de sua parte, não nos conhecíamos, foi só por isto que fiquei chocada.
Ouviram som de
uma porta se abrindo e Carina apareceu só de camiseta.
- Oi gente! Vou
pegar água na cozinha. Não me vejam, sou invisível. Ah, me desculpem, o que
tinha naquela caixinha? “A curiosidade matou o gato”, mas sou só uma gatinha
curiosa. Conta? Conta Fabiana?
As duas riram sem
dizer nada. Sara ficou balançando a perna cruzada com um ar distante, mas não
estava distante. Tinha total consciência da presença de Fabiana ao seu lado.
Sentia o perfume que se desprendia dela. Também ouvia Carina mexendo na
cozinha. Suas emoções estavam à flor da pele. Logo a irmã passou silenciosa
desaparecendo de uma vez.
Fabiana sorriu
comentando baixo:
- Elas parecem
muito apaixonadas.
- Estão sim. –
Concordou voltando os olhos pra ela – Como nós, eu acho.
- Sara...
- “Ninguém foge
da paixão”, não é Fabiana? Mais dia menos dia, acaba acontecendo.
- Tem certeza
Sara?
- É melhor irmos
lá pra dentro. – Falou se erguendo – Essas duas transam a noite toda pela casa!
- Claro!
No quarto Sara
acendeu a luz, indo para o banheiro. Fabiana andou pelo quarto dela observando
cada detalhe. Um sorriso surgiu em seus lábios ao lembrar que pensou que nunca
chegaria até ali. Sara havia deixado claro que não queria que viesse à sua
casa. De repente olhou em volta confusa. O que devia fazer agora? Será que
devia tirar a roupa? Pegou um cigarro tragando agitada. O que Sara estaria
esperando dela? E se fizesse tudo errado? Ela tinha acabado de admitir que
estava apaixonada. Por que será que era assim tão contida? Devia dar tempo a
ela, claro. Mas dar tempo para Sara era só o que vinha fazendo desde que
começaram aquele caso. Vivia se armando de paciência para não perder a cabeça
com ela. Se dependesse de querer, ela obviamente nunca teria se apaixonado.
Ouviu barulho da
torneira fechando. A porta abriu e Sara surgiu usando uma linda camisola preta.
Fabiana percorreu o corpo dela com os olhos sem esconder seu desejo.
- O banheiro. –
Sara falou apontando a porta – Não quer usar?
- Sim, eu...
Desculpe, mas não trouxe minha escova de dente. Talvez possa pedir uma nestas
farmácias vinte e quatro que entregam em casa. – Falou e olhou para o telefone.
Sara pegou a
escova de cabelo parando diante do espelho.
- Pegue uma no
armário do banheiro. Tenho montes delas. Tenho mania de estocar certas coisas.
Agora que vai dormir aqui é bom já ir sabendo das minhas manias. Certamente dormirá
muitas noites comigo. Talvez você decida por ficar morando comigo, assim
espero! – Completou olhando profundamente nos olhos dela.
- Tudo bem,
também espero ficar morando com você Sara. Só que...
- Sim? Só que o
quê?
- Não posso
trazer minha irmã com um bebê para cá. Temos que resolver sobre isto.
- A sua casa é
maior e se você achar melhor, eu me mudo para lá. Mas vou manter essa casa.
Aqui será o nosso cantinho especial e secreto. Gosta mais assim?
- Gosto com
certeza. Eu não demoro, já volto!
Fabiana
desapareceu no banheiro, fechando a porta. Sara escovou os cabelos, lembrando
de uma amiga de Vilma que tinha dito que quando a escova de dente dela cruzou
com a da namorada a vida delas passou a ser um inferno. A verdade é que todos
diziam aquilo. Que a intimidade era o fim do amor.
Deixou a escova de
cabelo sentando na cama. Ficou pensando no quanto sua vida tinha mudado. Tudo
que acreditava tinha caído por terra. Nada fazia sentido sem Fabiana. Estava
amando pela primeira vez em sua vida.
Um sorriso surgiu
em seus lábios. Quando iria pensar que um dia estaria numa situação como
aquela? Sorrindo assim, ela abriu a gaveta do criado ao lado da cama pegando
uma minúscula caixinha forrada com veludo preto. Tirou o objeto de lá, deitando
na cama de uma vez.
A porta do
banheiro se abriu e Fabiana apareceu. Sara apagou a luz central acendendo a do
abajur.
Ficou olhando
enquanto ela se despia, ajeitando as roupas com cuidado numa cadeira. Quando
ela veio para a cama, deixou seus olhos vagarem pelo corpo maravilhoso dela.
Estendeu a mão, puxando-a para seus braços de uma vez.
- Você é linda,
sabia Fabiana? A primeira vez que a vi, pensei que ia ser minha perdição.
- A primeira vez
que te vi, jurei que você seria minha um dia Sara.
Sara sorriu docemente
roçando os lábios dela. Suas bocas se encontraram num beijo cheio de amor. As
mãos de ambas vagavam enlouquecidas em carícias que as faziam tremer de desejo.
- Eu quero casar
com você Sara – Fabiana confessou entre os lábios dela.
- Eu também quero
amor...
- Vou colocar uma
aliança no seu dedo Sara.
- Seu aniversário
ainda não acabou e o seu presente está no meu jardim.
- Como? Mas você
já me deu a chave. Tem outro presente seu para mim no jardim lá fora?
- Não! Lá fora
não, no jardim do meu corpo – Sara explicou roçando o corpo contra o dela.
Buscou os lábios de Fabiana beijando-a enlouquecida e mordiscando-os confessou excitada
– Quero dar para você. Vem que eu sou sua mulher.
Fabiana gemeu
descendo a boca pelo pescoço dela. Beijando suavemente a pele macia e cheirosa.
Sua boca chegou aos seios, onde sugou um a um encantada. Depois foi descendo a
língua excitada e quente pela pele deliciosa de Sara. Ela entreabriu as pernas
de Sara enfiando-se entre elas. Excitada mergulhou a língua na bucetinha
completamente faminta. Assim que passou a língua colheu com ela um objeto de
metal. Fabiana parou se afastando e tirando o anel da boca. Olhou-o sem
acreditar e ouviu o sorriso sedutor de Sara neste instante e a pergunta dela.
- Quer casar
comigo Fabiana?
- Sara! Meu Deus!
É uma aliança? Meu Deus! Quase que a engulo. Que loucura Sara...
- É sim Fabiana,
minha loucura de amor por você! Achei que gostaria de encontrá-la no seu jardim
– Sara explicou sorrindo feliz.
- Ora, então o
jardim é essa grutinha linda – Fabiana comentou surpresa começando a rir com
ela.
- É sim, agora
continua, vem, preciso da sua língua. Dá ela para mim...
Fabiana não disse
mais nada. Enfiou a aliança no dedo voltando a mergulhar a língua na grutinha
encharcada de Sara. Lambeu e sugou o clitóris quase em transe. Sara gemia se
contorcendo de prazer.
Para que
palavras? Para que, se podiam dizer tudo que sentiam se amando? Por isto, se
amaram por mais de uma hora, deixando o passado para trás. Assim que explodiram
juntas, Fabiana buscou os olhos dela, confessando:
- Não entendo,
porque não consigo parar de te desejar. Quanto mais fazemos amor, mais quero te
amar!
- Hum... Isto é
bom! – Sara respondeu sorrindo relaxada nos braços dela.
- Você me quer
tanto quanto eu te quero?
Sara ergueu os
olhos mergulhando-nos dela afetuosa:
- Tenho que
despir minha alma para você Fabiana?
- Só preciso
ouvir o quanto você me quer.
- Não disse há
pouco?
- Repita. – Pediu
encantada.
- Eu estou
completamente apaixonada por você Fabiana. Eu te amo! Quero me casar com você.
O toque do
telefone fez com que Sara deixasse seus braços. Ela atendeu logo.
- Alô?
- Sara? Temos uma
emergência. Pode vir o mais rápido que puder para o hospital?
- Sim.
Desligou saltando
da cama.
- Uma emergência
no hospital. – Falou abrindo o armário e pegando uma roupa – Vou passar uma
água no corpo e preciso ir.
- Mas...
- Desculpe, mas
acho que não pensou no que pode ser a vida ao lado uma médica! – Falou já
correndo para o banheiro.
- Não pensei e
nem vou pensar Sara, eu te amo!
- Que maravilha!
- Respondeu já de baixo do chuveiro – Eu também te amo Fabiana!
Sara voltou ao
quarto sete minutos depois. Vestiu-se rapidamente, pegou sua bolsa e sorriu
indo até a cama e beijando Fabiana longamente.
– Sinto sair
assim. – Seus olhos caíram-nos dela e as mãos subiram pelos seios com desejo –
Daria tudo para não ter que sair daqui agora. Quero de novo e agora já não
estou sabendo esperar! Vou tentar voltar antes de o dia clarear, tá?
- Ta bom.
Mas só conseguiu
voltar há uma da tarde do sábado. Quando chegou encontrou Carina, Julia e
Fabiana preparando o almoço na cozinha. Elas estavam tomando cerveja comendo
azeitonas, aspargos e peixe frito.
- Oi meninas! A
festa parece estar boa! – Cumprimentou se aproximando de Fabiana – Desculpe,
não consegui sair antes.
Assim caiu nos
braços dela, beijando-a longamente. Então se afastou, fitando Carina e Julia.
- Vão nos desculpar,
mas vamos matar as saudades um pouquinho.
- Fiquem à
vontade. – Carina riu, piscando feliz para elas.
- Essa nova
mulher que estou conhecendo está me enlouquecendo!
- É? Pois se
cuide, que ainda não viu nada!
- Sara? Você
gosta do jeito que faço amor com você?
- Eu adoro
Fabiana. Por que essa pergunta agora?
- É que preciso
saber, é nossa intimidade amor.
- Sim, eu sei –
Sorriu beijando a boca dela cheia de saudade. - Então me deixa te contar uma
coisa. Estava no hospital e estava operando. Fiz três cirurgias e a única coisa
em que conseguia pensar era em voltar para os seus braços.
- Que bom saber
disto.
- Sabe o que mais
gosto?
- Do que?
- Dos seus
beijos. Quando começa a me beijar eu fico louca para te jogar na cama e te amar
muito.
- Foi bom saber...
- Depois adoro
quando você começa a beijar meu corpo todo. Quando sua boca chega aos meus
seios, beija e chupa meus biquinhos.
- Ta esquentando
– Fabiana sorriu acariciando a cintura dela e prendendo-a mais ao seu corpo.
- Mas adoro mais
quando desce sua boca, escorregando seus lábios pela minha pele, entreabre
minhas pernas e passa a língua na minha bucetinha com aquela vontade. Aliás, a
sua língua é maravilhosa, quase enlouqueço quando você me chupa. Você chupa
gostoso demais. Já te falaram isto?
- Esqueci meu
passado depois que me apaixonei por você.
- Esqueceu não é?
Sei!
- Ora amor! Quer que eu fale de outras
mulheres?
- Nem pensar! Só perguntei se alguém elogiou
a sua língua, só isto.
- É amor, já
ganhei nota dez por ela.
- Ah nota dez?
Está certo, eu dou nota mil – Respondeu beijando-a longamente.
- Você é a mulher
mais quente que já conheci Sara.
- Não foi por
isto que você se apaixonou por mim, não é mesmo? Não só porque eu sou quente,
afinal Adriana é muito quente também e você não se apaixonou por ela.
- Eu me apaixonei
porque você iluminou minha vida Sara. É a única certeza que tenho.
- Você também
iluminou a minha vida. Aliás, depois que coloquei os olhos em você minha vida
ganhou outro sentido.
- Não sabe como
fico feliz por ouvir isto Sara.
- Já vou logo
avisando que não quero saber de você indo conhecer jardim de mulher nenhuma.
- Jardim? Mas se
só conheço o seu Sara – Fabiana comentou começando a rir dela.
- É, mas Vilma te
convidou para conhecer o dela, ela me contou.
- Mas eu recusei!
E Adriana me contou que você não esteve na casa dela.
Sara sorriu acariciando
os cabelos dela neste instante.
- Ela te contou? Pois
é, imaginei que ela pudesse te contar. Bem, foi uma mentirinha boba, desculpe
amor! Foi a minha última tentativa de fugir de você. Depois que você saiu naquela
noite eu quase enlouqueci querendo correr atrás de você.
- Nossa Sara, vou
te falar uma coisa, você me deu uma canseira. Meu Deus! Se não estivesse tão
apaixonada por você eu teria desistido.
- Se tivesse
desistido é porque não me amava de verdade.
- É, mas esse
amor foi uma prova de fogo. Olha, vou te falar uma coisa, o seu pai foi muito
importante neste processo. Ele me deu uma força que eu vou te contar, que sogro
maravilhoso!
- Meu pai? Mas
não foi minha mãe quem te ajudou?
- A sua mãe
também, mas sua mãe achava que eu estava fazendo tudo errado com você. Ela
achava que você acabaria fugindo de mim. Mas seu pai não. Ele dizia sempre:
“Tenha paciência, ela está aprendendo a te amar, não é fácil para ela.”
- Meu pai te
dizia isto? – Sara perguntou encantada e surpresa.
- Dizia sim. Ele é
tão sensato, tão calmo e positivo. Todas as sextas-feiras após o trabalho íamos
tomar um drinque. Ele me falava de você, do seu jeito, do quanto você era
especial, mas muito difícil emocionalmente. Ele te conhece tanto Sara! Você não
faz nem idéia do pai que tem.
- Ah eu faço sim!
Sei o quanto ele é maravilhoso. Ele sempre foi meu maior amigo. Foi ele que
mudou a cabeça de minha mãe. Sorte de Carina, do contrário mamãe estaria
crucificando a vida dela agora.
- Isto é verdade!
Você sabe, a relação com os pais é muito importante. Quando eles aceitam as
coisas ficam muito mais fáceis. Meu pai não me aceitava. Porém Marcela sempre
aceitou e me apoiou. Cada um tem uma cabeça.
- É verdade amor.
- Sara?
- Oi amor?
- Você não tem
mais medo não é?
- De te amar?
- É, de me amar.
- Não! Não tenho
mais medo não. Estou imensamente feliz e segura dos meus sentimentos. Estava
certíssima do que queria quando mandei fazer aquela chave da porta e comprei
essa aliança – Comentou pegando a mão dela – Eu sabia a medida do seu dedo
certinha. Não me pergunte como, apenas sabia. São coisas que só o amor explica
– Contou beijando a mão dela – Eu te amo Fabiana!
- Ah Sara, não
estou acreditando em tanta felicidade. Como a gente sofre até conquistar o
coração da mulher que amamos! Ô sina essa! Agora vem cá, estou louca de saudade
de você – Contou beijando-a profundamente na boca.
Sara rolou com
ela na cama, deitando sobre Fabiana. Sua boca desceu pelo corpo dela arrancando
gemidos deliciosos de prazer dos lábios dela. A língua bailava pela pele quando
Fabiana a virou na cama passando a beijar as costas dela. Neste instante Sara
sentiu o que ela queria, arrebitando os quadris e provocando-a excitada.
- Você não sabe
pedir, mas eu te dou Fabiana.
- Preciso pedir
amor? Preciso pedir o que é meu? – Fabiana perguntou excitada roçando a vagina
nos quadris dela.
- Esse seu
convencimento me mata de tesão sabia?
- O que te mata
de tesão é isto aqui – Respondeu deslizando para dentro dela. Sara gemeu
rebolando entregue. Fabiana levou a outra mão até o clitóris dela passando a
enlouquecê-lo com os dedos ágeis.
- Ahhh... Ai
Fabiana... Safada!
- Sou sua mulher
safada! Que adora te comer! Te lamber bem gostoso. Te comer a toda hora, assim,
está sentindo? – Perguntou enquanto a possuía desvairada.
- Ohohhhhhhhhhhh...
- Assim! Geme que
seus gemidos me enlouquecem. Rebola para mim, me mostra o quanto me quer Sara.
Vai gozar para mim agora? Vai me lambuzar? Me lambuza que quero te chupar toda.
- Eu vou, eu vou,
eu vou, aiiii...
- Isto! Agora
explode para mim! Goza! Dá...
- Ai eu dou, toma
aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Fabiana continuou
a possuindo e enlouquecendo até o corpo dela parar de tremer contra seu corpo. Neste
instante a soltou deitando e puxando para seus braços. Sara tinha uma
careta de prazer no rosto neste instante. Os olhos dela desceram pelo corpo nu
carregados de desejo. Sua boca roçou a de Fabiana murmurando roucamente.
- Conseguiu me
comer de quatro, era sua tara comigo, eu sei sua gostosa.
- Você nunca me
deu assim Sara, eu tinha vergonha de te pedir.
- É porque na
cama não tem que ficar pedindo, isto você mostra que quer, como você me mostrou
que queria. Tem que tomar com jeitinho, sabe? Você sabe que cama é sedução, é
instinto. Essa coisa de pegar por trás, tem um monte de mulher que fala que não
se tem prazer assim, porque mulher não tem pênis, só que isto é uma fantasia
deliciosa que vira uma adrenalina louca na mente da mulher quando ela sabe se
soltar e deixa rolar. Quando as mulheres dizem que não gozamos assim, é inveja
delas, só isto. O prazer vem sempre do toque e a mulher que pega a parceira de
quatro e não a faz gozar, é porque é muito ruim de cama. Nós não sentimos o
prazer por trás, sentimos justamente onde sempre sentimos, no clitóris.
- A primeira vez
que virei para você senti logo sua mão me buscando por trás e pela frente.
Fiquei tão louca, tão excitada, acho que vi estrelas. Seu quadril roçando minha
bunda, seus movimentos sensuais, seus gemidos no meu ouvido, que loucura...
- Você nunca
tinha feito assim com Adriana?
- Claro que não
Sara! E você, deu assim para ela?
- Olha querida,
eu acho que a gente só faz isto com quem a gente ama.
- Mas as pessoas
geralmente transam por transar e a maioria vira.
- Bom, elas podem
virar porque a bunda é delas, eu só fiz isto com você Fabiana, porque você é primeira
pessoa que eu amo e tenho total confiança em você.
- Sim, concordo
plenamente com você.
- Agora tem uma
coisa que eu quero, você me dá?
- O que Sara? Eu
dou tudo que você quiser meu amor...
- Me dá um beijo.
Um beijo bem gostoso por que o que mais adoro nesta vida são seus beijos.
Depois vou fazer você me lambuzar e vou te beber toda. Vem, me beija que eu te
quero meu amor...
Aquele fim de
semana foi inesquecível. Na segunda, se amaram ainda, antes de ir cada uma para
o seu trabalho.
Sara deixou a
clínica às quatro da tarde, avisando a secretária que só voltaria no dia
seguinte. Uma vontade louca de buscar Fabiana no trabalho tomou conta dela.
Assim que entrou
na Companhia, percebeu o olhar dos funcionários. Podia não ir muito ali, mas
sabia que todos a conheciam.
Já sabia que
Fabiana trabalhava na parte da manhã em seus escritórios e depois das duas na
empresa dos seus pais. Era um gênio na área financeira! Entendia bem a razão
dos pais terem se associado a ela.
Quando parou
diante da secretária, ela se ergueu surpresa.
- Boa Tarde,
senhorita Medeiros! Desculpe, mas a sala dos seus pais fica no andar de cima.
- Eu sei Solange.
Você tem passado bem?
- Sim, obrigada.
Sara passou por
ela dizendo apenas:
- Não vim ver
meus pais. Vim ver meu amor.
A moça ficou
olhando-a sem dizer mais nada. Sara girou a maçaneta e entrou sem que Fabiana a
notasse. Ela se aproximou até parar diante dela. Foi quando Fabiana ergueu a
cabeça e arregalou os olhos sem esconder a surpresa.
- Sara? Que
surpresa amor! O que faz aqui? Você...
- Vim lhe ver! –
Contou passando as pernas por cima das dela e sentando em seu colo – Saudades,
essas coisas. Não se importa, não é?
- Não me importo
não! – Falou olhando-a desabotoar sua blusa como se não fizesse nada – Sara...
- Hum?
- Não acredito
que está aqui!
- Eu te disse que
estou com este problema de não conseguir ficar longe de você. Não sou como
essas mulheres que ficam bonitinhas, esperando em casa. Só de pensar que pode
me trocar por estes jantares de negócios, fico desorientada.
- Já falei sobre
isto com seus pais hoje cedo. Que jantares só se for imprescindível a minha presença.
- Exato! E eu
cancelei Adriana com um belo cheque para compensar sua perda. Ela foi muito
paciente ouvindo meus lamentos quando tentava fugir de você.
- É a melhor
notícia que podia me dar! – Riu beijando o pescoço dela.
Sara roçou seu
rosto no dela. Afastou a blusa e abriu o fecho do sutiã. Desceu a boca em busca
dos seios de Fabiana gemendo sem controle.
- Vê o que me
obriga a fazer?
Fabiana estava
tentando abrir a blusa branca que ela usava. Sara se afastou tirando-a para
facilitar. Abriu também o fecho de sua calça com rapidez. Fabiana se livrava do
sutiã dela. Estava rindo feliz.
- Isto é uma
loucura, estamos loucas...
- Estou louca por
você, isto sim. Eu te amo tanto Fabiana! Costumava ser racional, mas não me reconheço
mais. Também estou aprendendo a me conhecer!
- Ah Sara, que
bom ouvir isto! Se não me amasse, não sei o que faria de minha vida! Porque
acredite ou não, lhe amei no primeiro minuto que te vi. Você é tudo que me
importa nesta vida. Eu te amo!
Sara riu descendo
a boca em busca dos seios dela. Esqueceram da vida se amando. Era noite quando
voltaram para casa. Fazia frio, um frio que fez com que se enfiassem debaixo
das cobertas para se esquentarem. Ali, o desejo voltou, deliciando as duas. O
desejo que sentiam uma pela outra parecia inesgotável. Nada mais importava! O
que importava era que estavam uma nos braços da outra, tremendo de prazer e
felicidade.
- Bom dia amor!
Quase queimei nossos pães de queijo. Você dormiu bem? – Perguntou inclinando e
beijando os lábios de Sara longamente.
- Bom dia amor!
Dormi sim, mas que surpresa deliciosa este café na cama.
- Eu disse que
era boa de café da manhã.
- Você falou sim,
mas achei que tinha esquecido.
- Bem, em um
casamento é preciso evitar a rotina. As surpresas são mais agradáveis – Fabiana
comentou sentando de pernas cruzadas diante da bandeja – O que você vai querer?
Café puro ou com leite?
- Quero café com
você – Sara respondeu olhando de relance a calcinha dela que podia ver pela
forma como ela estava sentada de pernas abertas – Mas só depois do café, acho
mais acertado. Estou morta de fome. – Contou pegando um pedaço de bolo e
mordendo – Nossa! Que delícia! Você fez compras agora?
- Sim! Fui à
padaria e comprei tudo que achei que você iria gostar. Olha essa geléia de
damascos.
Fabiana colocou
um pouco de geléia numa colherinha colocando na boca de Sara. Ela comeu dando
um gemido de prazer, mas pegou a mão de Fabiana chupando os dedos dela
olhando-a nos olhos excitada.
- Delícia essa
geléia. Tão deliciosa quanto você.
- Amor, não me
provoca – Fabiana pediu olhando-a lamber seus dedos encantada.
- Não posso
lamber a geléia nos seus dedos?
- Sara vamos
acabar fazendo bagunça na cama e você não gosta.
Sara sorriu
soltando a mão dela e respondendo divertida.
- Está bem, mas
com você eu aprendi a gostar de tudo querida. Esse pão de queijo é de Minas?
- Sim! É um
sonho! Adoro comer com requeijão. Vou preparar uns para você.
- Fez até ovos
quentes, poxa, você é boa mesmo de café da manhã. Teve um trabalhão para
preparar tudo e eu aqui dormindo na preguiça.
- Essas são as
pequenas coisas deliciosas do casamento.
Sara a olhou nos
olhos sorrindo encantada.
- Você é uma
mulher tão especial. Sabe que fico te olhando e não acredito que te fiz correr
tanto atrás de mim. Isto quando eu também queria correr atrás de você. Você
teve uma paciência, reconheço que fui um estorvo muitas vezes.
- Tudo bem
querida, o amor assusta mesmo. Eu sempre te entendi muito bem.
Sara recebeu um
pão de queijo da mão dela comendo silenciosa. Elas comeram por algum tempo
distraídas as guloseimas que haviam na bandeja.
Fabiana sentia os
olhos de Sara vagando por suas pernas sentindo-se a mais desejada das mulheres.
Estava passando geléia num pedaço de bolo quando a mão de Sara subiu pela sua
coxa. O pote de geléia caiu derramando pelas suas pernas. Ela lembrou na hora a
cena do motel e o quanto Sara tinha ficado irritada naquele dia.
- Oh! Desculpe
Sara, vou limpar tudo num instante – Falou já se erguendo, mas Sara agarrou sua
perna sussurrando rouca.
- Fique onde está
Fabiana. Eu limpo tudo agora.
Fabiana sentou
novamente olhando-a embevecida. Sara passou os dedos pelas coxas dela cheias da
geléia levando aos lábios e lambendo com um sorriso sedutor.
- Adoro geléia,
mas nas suas coxas fico louca para lamber sem parar.
- Sara...
- Oi? – Perguntou
passando a língua pela coxa dela.
- Ah...
- Gosta assim amor?
- Adoro...
- Aquela sua
língua lambuzada daquele sanduíche no motel nunca saiu da minha cabeça – Sara
contou puxando-a mais contra suas pernas.
- É mesmo?
- É sim meu amor.
Vamos voltar naquele motel qualquer dia e será a minha vez de limpar a bagunça.
- Ah...
- Gostosa... Você
me deixa ardendo de vontade de te comer...
- Sou toda sua
Sara...
- Sou louca por
você Fabiana, completamente louca.
A língua
continuou lambendo as coxas até encontrar abrigo na grutinha de Fabiana. Ali
Sara matou sua fome por um longo tempo.
Aquele café da
manhã foi o primeiro de muitos que acabavam sempre numa entrega que elas
ansiavam e esperavam incansáveis.
Sara aprendeu de
uma vez por todas que era impossível fugir do amor.
FIM
Início: 24/06/1998 Finalizado:
25/07/1998
Atenção:
Todos os contos estão registrados. Se copiar, cite a origem e a
autora.
Aviso para as leitoras:
Na próxima
quarta-feira, devido ao grande número de pedidos das leitoras, daremos início a
mais um conto gratuito aqui no blog.
Obrigada a todas
que acompanharam, vibraram e comentaram o conto Louca Por Você.
Astridy Gurgel


ahhhh errei qual era o pedido!!!
ResponderExcluirnossa foi um final lindoooo...
adorei, to louca esperando pra saber qual vai ser o proximo conto!
parabens!
Olá Viviane,
ExcluirNem sempre se acerta, mas quem sabe no próximo conto você acerte de fato?
O final foi tudo de bom para as duas, e a Sara tomou jeito rs.
O próximo conto? Hum, espero que seja também do seu gosto.
Obrigada!
Que lindoooooo! Amei a forma do pedido. quase fico sem almoço por causa da Sara.kkkkk Mas valeu a pena! como todos os contos da Astridy!
ResponderExcluirLia
Oi Lia,
ExcluirPois é, viu como a Sara pediu a Fabiana em casamento? Acho que essa forma ninguém imaginou.
Ah não, mas você poderia ter lido após o almoço rsrs. Mas eu sei como vocês ficam ansiosas para ler logo o capítulo.
Fico feliz por saber que valeu a pena!
Beijos
GRACIAS, Astridy... Que final más lindo... adore saber que el "alcahuete" y quien daba ánimos era el papá de Sara....
ResponderExcluirRecibí con inmensa sorpresa y alegría la noticia que compartes, otra historia más...Mil gracias y un fuerte abrazo...Ana Contreras.
Buenas tardes, Ana Contreras!
ExcluirDe hecho, Sarah no era de ventilación para quedarse con la familia, pero su padre era un gran amigo. Sabía tan bien y nadie ayudó a Fabiana que ser paciente hasta que gane una vez por todas el corazón de su hija.
Me decidí a dar en realidad más historia y espero que les guste.
Gracias por tu comentario!
Un fuerte abrazo para ti.
Valeu a espera,que final!
ResponderExcluirObrigada Gurgel por mais um conto,adoro suas estórias.
Abraço!
Fil.
Olá Fil
ResponderExcluirEste final foi uma delícia de fazer.
Ainda bem que você gostou.
Obrigada!
Abraço!
Adorei o final... E que pedido de casamento!!! Meu Deus... Fiquei sem ar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirAh! Sem contar que acertei o presente da Sara... rsrsrsrs \o/
Bjs Gurgel vc perfeita como sempre
Oi Mayara,
ExcluirAcertou mesmo! Ri demais quando li seu comentário. Você é ótima em acertos rsrs.
Oh meu Deus, quem me derá ser perfeita, mas me contento em ser boa rs.
Obrigada por sua palavras.
Beijos
Sem palavras...
ResponderExcluirMuiiitooo bom!!!
Ainda bem que gostou, obrigada! Bjs
ExcluirUau, Astridy... que final delicioso... Parabéns por mais esse delicioso romance lindamente bem escrito por vc!!! Adorei!!!! E que bom que vc irá nos presentear com mais um conto!!!
ResponderExcluirbeijos imensos...
Que bom que gostou Gilda, obrigada!
ExcluirValeu rs.
Beijos
Ah, amei o final! Sara e Fabiana formaram casais excelentes, assim como todos os seus contos. Sou louca pelos contos, devoro todos eles perante duas a três horas! Beijos Astridy e parabéns. Adorei.
ResponderExcluirQue bom saber que adora meus contos.
ExcluirObrigada Laila!
Beijos
Final maravilhoso, cada detalhe, perfeito. Muito bom!!!
ResponderExcluirBeijos
Marilza
Oi Marilza.
ExcluirGostou? Que bom!
Obrigada querida.
Beijos