quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Conto - Louca por você! - Final




Estava apaixonada por Fabiana! É lógico que estava apaixonada por ela! Soube desde a primeira vez que a viu que as coisas que sentia não eram sensações passageiras. Aquele sentimento foi aumentado e crescendo a tal ponto que perdeu o controle.
Fabiana abriu a pequenina caixa olhando com interesse para o seu conteúdo. Ela ficou por algum tempo contemplado o que havia ali dentro sem se mover. Percebendo o momento especial que ela parecia estar vivendo, todos os presentes desviaram os olhos para deixá-la mais à-vontade.  Seus olhos se desprenderam do objeto para mirar Sara neste instante. Um sorriso lindo e iluminado brilhou em seus lábios. Ela não falou e as duas ficaram se olhando encantadas.
Carina que observava atenta a troca de olhares das duas, cutucou a mãe perguntando curiosa.
- O que tem na caixinha? Será o que estou pensando? Um anel?
- Eu daria tudo para saber também, mas temos que ser discretas.
- Seja o que for Sara colocou um sorriso iluminado no rosto de Fabiana. Acho que agora elas se acertam.
- Sua irmã é muito teimosa. Foi fugir do amor e olha no que deu. Esta irremediavelmente apaixonada. A velha história se repete: “O Amor sempre vence.” Não sei por que escrevem livros ou fazem filmes com final triste, afinal nada é mais forte do que o amor.
- Nossa mãe, a senhora ficou tão moderna! Duas filhas lésbicas e encara assim...
- O Amor nos transforma Carina e seu pai me fez entender que nada é mais importante que a felicidade sua e de Sara. Se vocês amam mulheres é um problema de vocês.
- Adoro você assim mamãe! Aiiiii! Está me dando comichão de curiosidade. Vou perguntar o que tem naquela caixinha!
- Não vai não!
- Vou sim!
- Não vai não!
- Tô louca de curiosidade!
- Deixa elas Carina!
Neste momento Fabiana fechou a pequena caixa guardando sem deixar de sorrir dentro de sua bolsa.
Aquele foi um jantar perfeito! O clima estava delicioso e Sara se divertiu como há muito não fazia. Relaxada, sentia a todo instante o olhar amoroso de Fabiana. Surpresa deu-se conta que estava feliz. Na verdade estava explodindo de felicidade. Estava com a família e diante da mulher que já não podia afastar de sua vida. Não sabia como iria ser conviver com aqueles novos sentimentos. Teria que aprender sobre aquela nova expectativa de vida.
Logo que a sobremesa foi servida, viu Carina despedindo-se da mãe. Depois ela se despediu de todos e desapareceu com Julia. Sara voltou os olhos para o pai e recebeu dele um aperto de mão afetuoso e um beijo no rosto.
- Isto é amor e me faz lembrar os meus tempos! – Ele comentou sorrindo saudoso.
- Para o senhor o amor que eu e Carina sentimos não um amor diferente? – Ela perguntou olhando-o profundamente. Realmente sentia um grande orgulho de ter um pai igual a ele.
- O amor é sempre amor, é o que penso. Não existe amor diferente, só existe amor e independente de você e sua irmã amarem mulheres, não quer dizer que vocês amem diferente. A vida fica insuportável quando nos perdemos em perguntas. Eu me considero um homem feliz, porque amo minhas filhas e sei aceitá-las como são. “Um filho é sempre um filho”, independente dos caminhos que escolhe percorrer. Com nossa ajuda e apoio, Carina ficará bem, estou certo disto.
- Pai? Você é o máximo, sabia? Mas tenho tanto orgulho do Senhor.
- Minha filha eu tenho o mesmo orgulho de você. Por ser essa filha maravilhosa que você é. Por ser essa pessoa integra, correta e justa. Por ser a médica dedicada e atenciosa. E por ter toda a paciência do mundo com sua mãe. Nós, os pais sempre achamos que sabemos o que é melhor para nossos filhos. No meu caso, não concordo com isto. Só você pode saber o que é melhor para sua vida. É por isto que eu não me meto e nem dou palpites. Basta para mim que você se permita ser feliz.
Sara abriu um largo sorriso ao ouvir novamente aquelas palavras enternecedoras que o pai sempre dizia para ela.
  
O jantar terminou quando todos se despediram diante do restaurante.
Sara tomou seu carro, seguindo rápido para casa. Uma emoção nova, desconhecida e deliciosa enchia seu peito.
Meia hora depois, entrou em casa sentando no sofá com as pernas bambas.
Ela iria chegar. O que faria? O que diria? Começou a andar pela sala. Os olhos buscavam o relógio várias vezes. Até que ouviu o som do carro e correu para a janela ansiosa.
Ficou olhando-a saltar do carro. Fabiana caminhou para sua casa com o mesmo sorriso iluminado no rosto.
Sara ficou olhando a porta sendo destrancada e ela apareceu retirando a chave de ouro que ganhará de presente dela. Trancou a porta por dentro se voltando e falando radiante.
- Me senti realizada por usar essa chave Sara. Foi o presente mais maravilhoso que já ganhei na minha vida.
- Achei que seria ridículo você ficar tocando a campainha sempre que chegar aqui. – Sara comentou aproximando dela.
- Nisto você tem toda a razão. Tive que levar Marcela em casa. Demorei muito?
- Não. – Mentiu caminhando para o barzinho agitada – Na verdade demorou demais, mas tudo bem! Aceita um drinque?
- Sim, obrigada!
Enquanto servia o drinque percebeu o olhar dela devorando eu corpo. Sara se aproximou olhando-a ansiosa.
- Você contou para minha mãe sobre nós?
- Sua mãe me perguntou se eu estava interessada em você.
- E você disse a verdade. – Concluiu séria.
- Não sei mentir.
- Entendo. – Falou olhando em volta – Devia ter me contado do seu aniversário. Precisei comprar seus presentes as pressas.
- Pensei que não queria me ver mais.
- Imagine! - Respondeu rindo bobamente – Imagine se eu não iria querer ver você novamente. Estou completamente desnorteada por sua causa. Como isto seria possível?
- Você sabe que nunca sei como você vai reagir comigo.
- Tem razão, sou um tanto difícil. Quero dizer era, deixei de ser!
- Hoje, por exemplo: Pensei que nem me deixaria entrar em sua casa. Aí você me dá a chave da sua casa de presente. Quase desmaiei quando vi o que era dentro daquela caixinha minúscula.
- Bem, é um dia especial, seu aniversário. Achei que te dar a chave justamente hoje simbolizaria algo especial.
- Como um pedido de casamento? – Fabiana pediu com os olhos brilhando intensamente.
- Você quer que eu verbalize este pedido? – Sara perguntou olhando-a encantada.
Seus olhos se encontraram e Fabiana sorriu estendendo a mão até tocar os cabelos dela suavemente.
- Quer saber por que toquei seu coração naquele dia na casa de seus pais?
Os olhos de Sara brilharam de curiosidade.
- Tem uma razão especial?
- Para mim sim. Meu pai costumava dizer que se você tocar o coração de uma mulher terá o amor dela para sempre. Foi assim que ele conquistou minha mãe.
- Ah!
- Você ficou tão furiosa que temi ter estragado tudo.
- Achei muita audácia de sua parte, não nos conhecíamos, foi só por isto que fiquei chocada.
Ouviram som de uma porta se abrindo e Carina apareceu só de camiseta.
- Oi gente! Vou pegar água na cozinha. Não me vejam, sou invisível. Ah, me desculpem, o que tinha naquela caixinha? “A curiosidade matou o gato”, mas sou só uma gatinha curiosa. Conta? Conta Fabiana?
As duas riram sem dizer nada. Sara ficou balançando a perna cruzada com um ar distante, mas não estava distante. Tinha total consciência da presença de Fabiana ao seu lado. Sentia o perfume que se desprendia dela. Também ouvia Carina mexendo na cozinha. Suas emoções estavam à flor da pele. Logo a irmã passou silenciosa desaparecendo de uma vez.
Fabiana sorriu comentando baixo:
- Elas parecem muito apaixonadas.
- Estão sim. – Concordou voltando os olhos pra ela – Como nós, eu acho.
- Sara...
- “Ninguém foge da paixão”, não é Fabiana? Mais dia menos dia, acaba acontecendo.
- Tem certeza Sara?
- É melhor irmos lá pra dentro. – Falou se erguendo – Essas duas transam a noite toda pela casa!
- Claro!
No quarto Sara acendeu a luz, indo para o banheiro. Fabiana andou pelo quarto dela observando cada detalhe. Um sorriso surgiu em seus lábios ao lembrar que pensou que nunca chegaria até ali. Sara havia deixado claro que não queria que viesse à sua casa. De repente olhou em volta confusa. O que devia fazer agora? Será que devia tirar a roupa? Pegou um cigarro tragando agitada. O que Sara estaria esperando dela? E se fizesse tudo errado? Ela tinha acabado de admitir que estava apaixonada. Por que será que era assim tão contida? Devia dar tempo a ela, claro. Mas dar tempo para Sara era só o que vinha fazendo desde que começaram aquele caso. Vivia se armando de paciência para não perder a cabeça com ela. Se dependesse de querer, ela obviamente nunca teria se apaixonado.
Ouviu barulho da torneira fechando. A porta abriu e Sara surgiu usando uma linda camisola preta. Fabiana percorreu o corpo dela com os olhos sem esconder seu desejo.
- O banheiro. – Sara falou apontando a porta – Não quer usar?
- Sim, eu... Desculpe, mas não trouxe minha escova de dente. Talvez possa pedir uma nestas farmácias vinte e quatro que entregam em casa. – Falou e olhou para o telefone.
Sara pegou a escova de cabelo parando diante do espelho.
- Pegue uma no armário do banheiro. Tenho montes delas. Tenho mania de estocar certas coisas. Agora que vai dormir aqui é bom já ir sabendo das minhas manias. Certamente dormirá muitas noites comigo. Talvez você decida por ficar morando comigo, assim espero! – Completou olhando profundamente nos olhos dela.
- Tudo bem, também espero ficar morando com você Sara. Só que...
- Sim? Só que o quê?
- Não posso trazer minha irmã com um bebê para cá. Temos que resolver sobre isto.
- A sua casa é maior e se você achar melhor, eu me mudo para lá. Mas vou manter essa casa. Aqui será o nosso cantinho especial e secreto. Gosta mais assim?
- Gosto com certeza. Eu não demoro, já volto!
Fabiana desapareceu no banheiro, fechando a porta. Sara escovou os cabelos, lembrando de uma amiga de Vilma que tinha dito que quando a escova de dente dela cruzou com a da namorada a vida delas passou a ser um inferno. A verdade é que todos diziam aquilo. Que a intimidade era o fim do amor.
Deixou a escova de cabelo sentando na cama. Ficou pensando no quanto sua vida tinha mudado. Tudo que acreditava tinha caído por terra. Nada fazia sentido sem Fabiana. Estava amando pela primeira vez em sua vida.
Um sorriso surgiu em seus lábios. Quando iria pensar que um dia estaria numa situação como aquela? Sorrindo assim, ela abriu a gaveta do criado ao lado da cama pegando uma minúscula caixinha forrada com veludo preto. Tirou o objeto de lá, deitando na cama de uma vez.
A porta do banheiro se abriu e Fabiana apareceu. Sara apagou a luz central acendendo a do abajur.
Ficou olhando enquanto ela se despia, ajeitando as roupas com cuidado numa cadeira. Quando ela veio para a cama, deixou seus olhos vagarem pelo corpo maravilhoso dela. Estendeu a mão, puxando-a para seus braços de uma vez.
- Você é linda, sabia Fabiana? A primeira vez que a vi, pensei que ia ser minha perdição.
- A primeira vez que te vi, jurei que você seria minha um dia Sara.
Sara sorriu docemente roçando os lábios dela. Suas bocas se encontraram num beijo cheio de amor. As mãos de ambas vagavam enlouquecidas em carícias que as faziam tremer de desejo.
- Eu quero casar com você Sara – Fabiana confessou entre os lábios dela.
- Eu também quero amor...
- Vou colocar uma aliança no seu dedo Sara.
- Seu aniversário ainda não acabou e o seu presente está no meu jardim.
- Como? Mas você já me deu a chave. Tem outro presente seu para mim no jardim lá fora?
- Não! Lá fora não, no jardim do meu corpo – Sara explicou roçando o corpo contra o dela. Buscou os lábios de Fabiana beijando-a enlouquecida e mordiscando-os confessou excitada – Quero dar para você. Vem que eu sou sua mulher.
Fabiana gemeu descendo a boca pelo pescoço dela. Beijando suavemente a pele macia e cheirosa. Sua boca chegou aos seios, onde sugou um a um encantada. Depois foi descendo a língua excitada e quente pela pele deliciosa de Sara. Ela entreabriu as pernas de Sara enfiando-se entre elas. Excitada mergulhou a língua na bucetinha completamente faminta. Assim que passou a língua colheu com ela um objeto de metal. Fabiana parou se afastando e tirando o anel da boca. Olhou-o sem acreditar e ouviu o sorriso sedutor de Sara neste instante e a pergunta dela.
- Quer casar comigo Fabiana?
- Sara! Meu Deus! É uma aliança? Meu Deus! Quase que a engulo. Que loucura Sara...
- É sim Fabiana, minha loucura de amor por você! Achei que gostaria de encontrá-la no seu jardim – Sara explicou sorrindo feliz.
- Ora, então o jardim é essa grutinha linda – Fabiana comentou surpresa começando a rir com ela.
- É sim, agora continua, vem, preciso da sua língua. Dá ela para mim...
Fabiana não disse mais nada. Enfiou a aliança no dedo voltando a mergulhar a língua na grutinha encharcada de Sara. Lambeu e sugou o clitóris quase em transe. Sara gemia se contorcendo de prazer.
Para que palavras? Para que, se podiam dizer tudo que sentiam se amando? Por isto, se amaram por mais de uma hora, deixando o passado para trás. Assim que explodiram juntas, Fabiana buscou os olhos dela, confessando:
- Não entendo, porque não consigo parar de te desejar. Quanto mais fazemos amor, mais quero te amar!
- Hum... Isto é bom! – Sara respondeu sorrindo relaxada nos braços dela.
- Você me quer tanto quanto eu te quero?
Sara ergueu os olhos mergulhando-nos dela afetuosa:
- Tenho que despir minha alma para você Fabiana?
- Só preciso ouvir o quanto você me quer.
- Não disse há pouco?
- Repita. – Pediu encantada.
- Eu estou completamente apaixonada por você Fabiana. Eu te amo! Quero me casar com você.
O toque do telefone fez com que Sara deixasse seus braços. Ela atendeu logo.
- Alô?
- Sara? Temos uma emergência. Pode vir o mais rápido que puder para o hospital?
- Sim.
Desligou saltando da cama.
- Uma emergência no hospital. – Falou abrindo o armário e pegando uma roupa – Vou passar uma água no corpo e preciso ir.
- Mas...
- Desculpe, mas acho que não pensou no que pode ser a vida ao lado uma médica! – Falou já correndo para o banheiro.
- Não pensei e nem vou pensar Sara, eu te amo!
- Que maravilha! - Respondeu já de baixo do chuveiro – Eu também te amo Fabiana!
Sara voltou ao quarto sete minutos depois. Vestiu-se rapidamente, pegou sua bolsa e sorriu indo até a cama e beijando Fabiana longamente.
– Sinto sair assim. – Seus olhos caíram-nos dela e as mãos subiram pelos seios com desejo – Daria tudo para não ter que sair daqui agora. Quero de novo e agora já não estou sabendo esperar! Vou tentar voltar antes de o dia clarear, tá?
- Ta bom.
  
Mas só conseguiu voltar há uma da tarde do sábado. Quando chegou encontrou Carina, Julia e Fabiana preparando o almoço na cozinha. Elas estavam tomando cerveja comendo azeitonas, aspargos e peixe frito.
- Oi meninas! A festa parece estar boa! – Cumprimentou se aproximando de Fabiana – Desculpe, não consegui sair antes.
Assim caiu nos braços dela, beijando-a longamente. Então se afastou, fitando Carina e Julia.
- Vão nos desculpar, mas vamos matar as saudades um pouquinho.
- Fiquem à vontade. – Carina riu, piscando feliz para elas.

 No quarto, Fabiana e Sara arrancaram as roupas, caindo sedentas na cama. Ali, Fabiana confessou encantada.
- Essa nova mulher que estou conhecendo está me enlouquecendo!
- É? Pois se cuide, que ainda não viu nada!
- Sara? Você gosta do jeito que faço amor com você?
- Eu adoro Fabiana. Por que essa pergunta agora?
- É que preciso saber, é nossa intimidade amor.
- Sim, eu sei – Sorriu beijando a boca dela cheia de saudade. - Então me deixa te contar uma coisa. Estava no hospital e estava operando. Fiz três cirurgias e a única coisa em que conseguia pensar era em voltar para os seus braços.
- Que bom saber disto.
- Sabe o que mais gosto?
- Do que?
- Dos seus beijos. Quando começa a me beijar eu fico louca para te jogar na cama e te amar muito.
- Foi bom saber...
- Depois adoro quando você começa a beijar meu corpo todo. Quando sua boca chega aos meus seios, beija e chupa meus biquinhos.
- Ta esquentando – Fabiana sorriu acariciando a cintura dela e prendendo-a mais ao seu corpo.
- Mas adoro mais quando desce sua boca, escorregando seus lábios pela minha pele, entreabre minhas pernas e passa a língua na minha bucetinha com aquela vontade. Aliás, a sua língua é maravilhosa, quase enlouqueço quando você me chupa. Você chupa gostoso demais. Já te falaram isto?
- Esqueci meu passado depois que me apaixonei por você.
- Esqueceu não é? Sei!
- Ora amor! Quer que eu fale de outras mulheres?
- Nem pensar! Só perguntei se alguém elogiou a sua língua, só isto.
- É amor, já ganhei nota dez por ela.
- Ah nota dez? Está certo, eu dou nota mil – Respondeu beijando-a longamente.
- Você é a mulher mais quente que já conheci Sara.
- Não foi por isto que você se apaixonou por mim, não é mesmo? Não só porque eu sou quente, afinal Adriana é muito quente também e você não se apaixonou por ela.
- Eu me apaixonei porque você iluminou minha vida Sara. É a única certeza que tenho.
- Você também iluminou a minha vida. Aliás, depois que coloquei os olhos em você minha vida ganhou outro sentido.
- Não sabe como fico feliz por ouvir isto Sara.
- Já vou logo avisando que não quero saber de você indo conhecer jardim de mulher nenhuma.
- Jardim? Mas se só conheço o seu Sara – Fabiana comentou começando a rir dela.
- É, mas Vilma te convidou para conhecer o dela, ela me contou.
- Mas eu recusei! E Adriana me contou que você não esteve na casa dela.
Sara sorriu acariciando os cabelos dela neste instante.
- Ela te contou? Pois é, imaginei que ela pudesse te contar. Bem, foi uma mentirinha boba, desculpe amor! Foi a minha última tentativa de fugir de você. Depois que você saiu naquela noite eu quase enlouqueci querendo correr atrás de você.
- Nossa Sara, vou te falar uma coisa, você me deu uma canseira. Meu Deus! Se não estivesse tão apaixonada por você eu teria desistido.
- Se tivesse desistido é porque não me amava de verdade.
- É, mas esse amor foi uma prova de fogo. Olha, vou te falar uma coisa, o seu pai foi muito importante neste processo. Ele me deu uma força que eu vou te contar, que sogro maravilhoso!
- Meu pai? Mas não foi minha mãe quem te ajudou?
- A sua mãe também, mas sua mãe achava que eu estava fazendo tudo errado com você. Ela achava que você acabaria fugindo de mim. Mas seu pai não. Ele dizia sempre: “Tenha paciência, ela está aprendendo a te amar, não é fácil para ela.”
- Meu pai te dizia isto? – Sara perguntou encantada e surpresa.
- Dizia sim. Ele é tão sensato, tão calmo e positivo. Todas as sextas-feiras após o trabalho íamos tomar um drinque. Ele me falava de você, do seu jeito, do quanto você era especial, mas muito difícil emocionalmente. Ele te conhece tanto Sara! Você não faz nem idéia do pai que tem.
- Ah eu faço sim! Sei o quanto ele é maravilhoso. Ele sempre foi meu maior amigo. Foi ele que mudou a cabeça de minha mãe. Sorte de Carina, do contrário mamãe estaria crucificando a vida dela agora.
- Isto é verdade! Você sabe, a relação com os pais é muito importante. Quando eles aceitam as coisas ficam muito mais fáceis. Meu pai não me aceitava. Porém Marcela sempre aceitou e me apoiou. Cada um tem uma cabeça.
- É verdade amor.
- Sara?
- Oi amor?
- Você não tem mais medo não é?
- De te amar?
- É, de me amar.
- Não! Não tenho mais medo não. Estou imensamente feliz e segura dos meus sentimentos. Estava certíssima do que queria quando mandei fazer aquela chave da porta e comprei essa aliança – Comentou pegando a mão dela – Eu sabia a medida do seu dedo certinha. Não me pergunte como, apenas sabia. São coisas que só o amor explica – Contou beijando a mão dela – Eu te amo Fabiana!
- Ah Sara, não estou acreditando em tanta felicidade. Como a gente sofre até conquistar o coração da mulher que amamos! Ô sina essa! Agora vem cá, estou louca de saudade de você – Contou beijando-a profundamente na boca.
Sara rolou com ela na cama, deitando sobre Fabiana. Sua boca desceu pelo corpo dela arrancando gemidos deliciosos de prazer dos lábios dela. A língua bailava pela pele quando Fabiana a virou na cama passando a beijar as costas dela. Neste instante Sara sentiu o que ela queria, arrebitando os quadris e provocando-a excitada.
- Você não sabe pedir, mas eu te dou Fabiana.
- Preciso pedir amor? Preciso pedir o que é meu? – Fabiana perguntou excitada roçando a vagina nos quadris dela.
- Esse seu convencimento me mata de tesão sabia?
- O que te mata de tesão é isto aqui – Respondeu deslizando para dentro dela. Sara gemeu rebolando entregue. Fabiana levou a outra mão até o clitóris dela passando a enlouquecê-lo com os dedos ágeis.
- Ahhh... Ai Fabiana... Safada!
- Sou sua mulher safada! Que adora te comer! Te lamber bem gostoso. Te comer a toda hora, assim, está sentindo? – Perguntou enquanto a possuía desvairada.
- Ohohhhhhhhhhhh...
- Assim! Geme que seus gemidos me enlouquecem. Rebola para mim, me mostra o quanto me quer Sara. Vai gozar para mim agora? Vai me lambuzar? Me lambuza que quero te chupar toda.
- Eu vou, eu vou, eu vou, aiiii...
- Isto! Agora explode para mim! Goza! Dá...
- Ai eu dou, toma aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Fabiana continuou a possuindo e enlouquecendo até o corpo dela parar de tremer contra seu corpo. Neste instante a soltou deitando e puxando para seus braços. Sara tinha uma careta de prazer no rosto neste instante. Os olhos dela desceram pelo corpo nu carregados de desejo. Sua boca roçou a de Fabiana murmurando roucamente.
- Conseguiu me comer de quatro, era sua tara comigo, eu sei sua gostosa.
- Você nunca me deu assim Sara, eu tinha vergonha de te pedir.
- É porque na cama não tem que ficar pedindo, isto você mostra que quer, como você me mostrou que queria. Tem que tomar com jeitinho, sabe? Você sabe que cama é sedução, é instinto. Essa coisa de pegar por trás, tem um monte de mulher que fala que não se tem prazer assim, porque mulher não tem pênis, só que isto é uma fantasia deliciosa que vira uma adrenalina louca na mente da mulher quando ela sabe se soltar e deixa rolar. Quando as mulheres dizem que não gozamos assim, é inveja delas, só isto. O prazer vem sempre do toque e a mulher que pega a parceira de quatro e não a faz gozar, é porque é muito ruim de cama. Nós não sentimos o prazer por trás, sentimos justamente onde sempre sentimos, no clitóris.
- A primeira vez que virei para você senti logo sua mão me buscando por trás e pela frente. Fiquei tão louca, tão excitada, acho que vi estrelas. Seu quadril roçando minha bunda, seus movimentos sensuais, seus gemidos no meu ouvido, que loucura...
- Você nunca tinha feito assim com Adriana?
- Claro que não Sara! E você, deu assim para ela?
- Olha querida, eu acho que a gente só faz isto com quem a gente ama.
- Mas as pessoas geralmente transam por transar e a maioria vira.
- Bom, elas podem virar porque a bunda é delas, eu só fiz isto com você Fabiana, porque você é primeira pessoa que eu amo e tenho total confiança em você.
- Sim, concordo plenamente com você.
- Agora tem uma coisa que eu quero, você me dá?
- O que Sara? Eu dou tudo que você quiser meu amor...
- Me dá um beijo. Um beijo bem gostoso por que o que mais adoro nesta vida são seus beijos. Depois vou fazer você me lambuzar e vou te beber toda. Vem, me beija que eu te quero meu amor...
  
Aquele fim de semana foi inesquecível. Na segunda, se amaram ainda, antes de ir cada uma para o seu trabalho.
Sara deixou a clínica às quatro da tarde, avisando a secretária que só voltaria no dia seguinte. Uma vontade louca de buscar Fabiana no trabalho tomou conta dela.
Assim que entrou na Companhia, percebeu o olhar dos funcionários. Podia não ir muito ali, mas sabia que todos a conheciam.
Já sabia que Fabiana trabalhava na parte da manhã em seus escritórios e depois das duas na empresa dos seus pais. Era um gênio na área financeira! Entendia bem a razão dos pais terem se associado a ela.
Quando parou diante da secretária, ela se ergueu surpresa.
- Boa Tarde, senhorita Medeiros! Desculpe, mas a sala dos seus pais fica no andar de cima.
- Eu sei Solange. Você tem passado bem?
- Sim, obrigada.
Sara passou por ela dizendo apenas:
- Não vim ver meus pais. Vim ver meu amor.
A moça ficou olhando-a sem dizer mais nada. Sara girou a maçaneta e entrou sem que Fabiana a notasse. Ela se aproximou até parar diante dela. Foi quando Fabiana ergueu a cabeça e arregalou os olhos sem esconder a surpresa.
- Sara? Que surpresa amor! O que faz aqui? Você...
- Vim lhe ver! – Contou passando as pernas por cima das dela e sentando em seu colo – Saudades, essas coisas. Não se importa, não é?
- Não me importo não! – Falou olhando-a desabotoar sua blusa como se não fizesse nada – Sara...
- Hum?
- Não acredito que está aqui!
- Eu te disse que estou com este problema de não conseguir ficar longe de você. Não sou como essas mulheres que ficam bonitinhas, esperando em casa. Só de pensar que pode me trocar por estes jantares de negócios, fico desorientada.
- Já falei sobre isto com seus pais hoje cedo. Que jantares só se for imprescindível a minha presença.
- Exato! E eu cancelei Adriana com um belo cheque para compensar sua perda. Ela foi muito paciente ouvindo meus lamentos quando tentava fugir de você.
- É a melhor notícia que podia me dar! – Riu beijando o pescoço dela.
Sara roçou seu rosto no dela. Afastou a blusa e abriu o fecho do sutiã. Desceu a boca em busca dos seios de Fabiana gemendo sem controle.
- Vê o que me obriga a fazer?
Fabiana estava tentando abrir a blusa branca que ela usava. Sara se afastou tirando-a para facilitar. Abriu também o fecho de sua calça com rapidez. Fabiana se livrava do sutiã dela. Estava rindo feliz.
- Isto é uma loucura, estamos loucas...
- Estou louca por você, isto sim. Eu te amo tanto Fabiana! Costumava ser racional, mas não me reconheço mais. Também estou aprendendo a me conhecer!
- Ah Sara, que bom ouvir isto! Se não me amasse, não sei o que faria de minha vida! Porque acredite ou não, lhe amei no primeiro minuto que te vi. Você é tudo que me importa nesta vida. Eu te amo!
Sara riu descendo a boca em busca dos seios dela. Esqueceram da vida se amando. Era noite quando voltaram para casa. Fazia frio, um frio que fez com que se enfiassem debaixo das cobertas para se esquentarem. Ali, o desejo voltou, deliciando as duas. O desejo que sentiam uma pela outra parecia inesgotável. Nada mais importava! O que importava era que estavam uma nos braços da outra, tremendo de prazer e felicidade.

 No dia seguinte Sara acordou com um cheiro de café delicioso no ar. Abriu os olhos e viu a bandeja repleta de coisas gostosas do seu lado na cama. Ela sentou esfregando os olhos e procurando Fabiana pelo quarto, mas ela não esta ali. Neste momento ela entrou com uma travessa cheia de pães de queijo dando um lindo sorriso.
- Bom dia amor! Quase queimei nossos pães de queijo. Você dormiu bem? – Perguntou inclinando e beijando os lábios de Sara longamente.
- Bom dia amor! Dormi sim, mas que surpresa deliciosa este café na cama.
- Eu disse que era boa de café da manhã.
- Você falou sim, mas achei que tinha esquecido.
- Bem, em um casamento é preciso evitar a rotina. As surpresas são mais agradáveis – Fabiana comentou sentando de pernas cruzadas diante da bandeja – O que você vai querer? Café puro ou com leite?
- Quero café com você – Sara respondeu olhando de relance a calcinha dela que podia ver pela forma como ela estava sentada de pernas abertas – Mas só depois do café, acho mais acertado. Estou morta de fome. – Contou pegando um pedaço de bolo e mordendo – Nossa! Que delícia! Você fez compras agora?
- Sim! Fui à padaria e comprei tudo que achei que você iria gostar. Olha essa geléia de damascos.
Fabiana colocou um pouco de geléia numa colherinha colocando na boca de Sara. Ela comeu dando um gemido de prazer, mas pegou a mão de Fabiana chupando os dedos dela olhando-a nos olhos excitada.
- Delícia essa geléia. Tão deliciosa quanto você.
- Amor, não me provoca – Fabiana pediu olhando-a lamber seus dedos encantada.
- Não posso lamber a geléia nos seus dedos?
- Sara vamos acabar fazendo bagunça na cama e você não gosta.
Sara sorriu soltando a mão dela e respondendo divertida.
- Está bem, mas com você eu aprendi a gostar de tudo querida. Esse pão de queijo é de Minas?
- Sim! É um sonho! Adoro comer com requeijão. Vou preparar uns para você.
- Fez até ovos quentes, poxa, você é boa mesmo de café da manhã. Teve um trabalhão para preparar tudo e eu aqui dormindo na preguiça.
- Essas são as pequenas coisas deliciosas do casamento.
Sara a olhou nos olhos sorrindo encantada.
- Você é uma mulher tão especial. Sabe que fico te olhando e não acredito que te fiz correr tanto atrás de mim. Isto quando eu também queria correr atrás de você. Você teve uma paciência, reconheço que fui um estorvo muitas vezes.
- Tudo bem querida, o amor assusta mesmo. Eu sempre te entendi muito bem.
Sara recebeu um pão de queijo da mão dela comendo silenciosa. Elas comeram por algum tempo distraídas as guloseimas que haviam na bandeja.
Fabiana sentia os olhos de Sara vagando por suas pernas sentindo-se a mais desejada das mulheres. Estava passando geléia num pedaço de bolo quando a mão de Sara subiu pela sua coxa. O pote de geléia caiu derramando pelas suas pernas. Ela lembrou na hora a cena do motel e o quanto Sara tinha ficado irritada naquele dia.
- Oh! Desculpe Sara, vou limpar tudo num instante – Falou já se erguendo, mas Sara agarrou sua perna sussurrando rouca.
- Fique onde está Fabiana. Eu limpo tudo agora.
Fabiana sentou novamente olhando-a embevecida. Sara passou os dedos pelas coxas dela cheias da geléia levando aos lábios e lambendo com um sorriso sedutor.
- Adoro geléia, mas nas suas coxas fico louca para lamber sem parar.
- Sara...
- Oi? – Perguntou passando a língua pela coxa dela.
- Ah...
- Gosta assim amor?
- Adoro...
- Aquela sua língua lambuzada daquele sanduíche no motel nunca saiu da minha cabeça – Sara contou puxando-a mais contra suas pernas.
- É mesmo?
- É sim meu amor. Vamos voltar naquele motel qualquer dia e será a minha vez de limpar a bagunça.
- Ah...
- Gostosa... Você me deixa ardendo de vontade de te comer...
- Sou toda sua Sara...
- Sou louca por você Fabiana, completamente louca.
A língua continuou lambendo as coxas até encontrar abrigo na grutinha de Fabiana. Ali Sara matou sua fome por um longo tempo.
Aquele café da manhã foi o primeiro de muitos que acabavam sempre numa entrega que elas ansiavam e esperavam incansáveis.
Sara aprendeu de uma vez por todas que era impossível fugir do amor.

   
FIM


Início: 24/06/1998                                Finalizado: 25/07/1998

  
Atenção:
Todos os contos estão registrados. Se copiar, cite a origem e a autora.


Aviso para as leitoras:

Na próxima quarta-feira, devido ao grande número de pedidos das leitoras, daremos início a mais um conto gratuito aqui no blog.
Obrigada a todas que acompanharam, vibraram e comentaram o conto Louca Por Você.

Astridy Gurgel

18 comentários:

  1. ahhhh errei qual era o pedido!!!
    nossa foi um final lindoooo...
    adorei, to louca esperando pra saber qual vai ser o proximo conto!
    parabens!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Viviane,
      Nem sempre se acerta, mas quem sabe no próximo conto você acerte de fato?
      O final foi tudo de bom para as duas, e a Sara tomou jeito rs.
      O próximo conto? Hum, espero que seja também do seu gosto.
      Obrigada!

      Excluir
  2. Que lindoooooo! Amei a forma do pedido. quase fico sem almoço por causa da Sara.kkkkk Mas valeu a pena! como todos os contos da Astridy!

    Lia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lia,

      Pois é, viu como a Sara pediu a Fabiana em casamento? Acho que essa forma ninguém imaginou.
      Ah não, mas você poderia ter lido após o almoço rsrs. Mas eu sei como vocês ficam ansiosas para ler logo o capítulo.
      Fico feliz por saber que valeu a pena!
      Beijos

      Excluir
  3. GRACIAS, Astridy... Que final más lindo... adore saber que el "alcahuete" y quien daba ánimos era el papá de Sara....
    Recibí con inmensa sorpresa y alegría la noticia que compartes, otra historia más...Mil gracias y un fuerte abrazo...Ana Contreras.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Buenas tardes, Ana Contreras!

      De hecho, Sarah no era de ventilación para quedarse con la familia, pero su padre era un gran amigo. Sabía tan bien y nadie ayudó a Fabiana que ser paciente hasta que gane una vez por todas el corazón de su hija.
      Me decidí a dar en realidad más historia y espero que les guste.
      Gracias por tu comentario!
      Un fuerte abrazo para ti.

      Excluir
  4. Valeu a espera,que final!
    Obrigada Gurgel por mais um conto,adoro suas estórias.
    Abraço!
    Fil.

    ResponderExcluir
  5. Olá Fil

    Este final foi uma delícia de fazer.
    Ainda bem que você gostou.
    Obrigada!

    Abraço!

    ResponderExcluir
  6. Adorei o final... E que pedido de casamento!!! Meu Deus... Fiquei sem ar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Ah! Sem contar que acertei o presente da Sara... rsrsrsrs \o/
    Bjs Gurgel vc perfeita como sempre

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Mayara,

      Acertou mesmo! Ri demais quando li seu comentário. Você é ótima em acertos rsrs.
      Oh meu Deus, quem me derá ser perfeita, mas me contento em ser boa rs.
      Obrigada por sua palavras.
      Beijos

      Excluir
  7. Sem palavras...
    Muiiitooo bom!!!

    ResponderExcluir
  8. Uau, Astridy... que final delicioso... Parabéns por mais esse delicioso romance lindamente bem escrito por vc!!! Adorei!!!! E que bom que vc irá nos presentear com mais um conto!!!
    beijos imensos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que gostou Gilda, obrigada!
      Valeu rs.
      Beijos

      Excluir
  9. Ah, amei o final! Sara e Fabiana formaram casais excelentes, assim como todos os seus contos. Sou louca pelos contos, devoro todos eles perante duas a três horas! Beijos Astridy e parabéns. Adorei.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom saber que adora meus contos.
      Obrigada Laila!
      Beijos

      Excluir
  10. Final maravilhoso, cada detalhe, perfeito. Muito bom!!!

    Beijos
    Marilza

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Marilza.

      Gostou? Que bom!
      Obrigada querida.
      Beijos

      Excluir

Obrigada por seu comentário.