quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Conto - Louca por você! - Capítulo V





Passou a semana fugindo e se escondendo tanto de Fabiana quanto de seus sentimentos.
Na sexta-feira fez sua mala e foi para casa dos pais. Ficar longe da cidade seria ótimo. Seu telefone de casa ficou mudo a semana toda. Bastou que Fabiana ligasse na noite em que se beijaram para arrancar o fio da tomada.
Quando abraçou a mãe ela perguntou curiosa:
- O que houve com o telefone de sua casa?
- Estavam me incomodando tarde da noite, por isto ando usando apenas o celular.
A mãe olhou-a sem se convencer, mas não insistiu. Um empregado já levava as malas para o helicóptero. Carina veio correndo e beijando a irmã. Sara olhou em volta, à procura do pai.
- Papai não vai?
- Teve uma reunião e vai mais tarde.
O dia ainda estava claro quando chegaram à casa de praia. O helicóptero retornou para buscar Antenor. Sara foi para o seu quarto e tomou um banho delicioso.
Quando se vestia, ouviu o som do helicóptero sobrevoando a casa. Um sorriso surgiu em seus lábios. A mãe estava certa, há muito tempo não se reunia com eles. Seria bom passar dois dias inteiros com a família.
Deixou o quarto indo direto à sala. Assim que entrou, estacou muda. Fabiana recebia um drinque das mãos de sua mãe. Voltou-se sorrindo tranquilamente para ela.
- Como vai Sara?
Ela ficou agarrada ao chão sem conseguir se mexer para lado algum. Abriu a boca, mas não conseguiu terminar de falar.
- Bem...
Sara não conseguia mesmo se mexer. Fabiana estava séria, olhando-a profundamente. Sua mãe preparava o drinque falando sem parar do barzinho. As palavras vinham de longe, sem que Sara conseguisse prestar atenção. Queria sair correndo dali e mal conseguia andar até a poltrona. As pernas estavam bambas, sem forças. O coração batia descompassado em seu peito. Sua boca estava seca. Os olhos perdidos nos de Fabiana. Sara soube que nunca, nada, nem ninguém, afetou-a tanto quanto aquela mulher estava sendo capaz de afetar. A simples visão dela fez desmoronar todo o seu autocontrole. Sentiu a mão da mãe tocando seu ombro neste instante.
- Venha sentar minha filha. – Ela falou, levando-a para a poltrona. Entregou-lhe o drinque e sentou ao lado de Fabiana perguntando curiosa – A reunião foi boa?
- Sim, perfeita! Assinamos o contrato. Na segunda você vai poder se inteirar dos detalhes.
- Oh, que maravilha! Isto vai nos render alguns milhões!
- Certamente. – Concordou olhando para Sara.
- Antenor me falou que você os colocou contra parede.
- Só usei alguns argumentos para convencê-los. Isto é normal em negociatas deste porte.
- É verdade. Fique à vontade que vou apressar Antenor. Sara te fará companhia, com licença.
Assim que ela saiu, Fabiana falou se desculpando.
- Seus pais insistiram tanto que não pude recusar.
- Suponho que não.
- Devia ter atendido minhas ligações.
- Isto vai ser mais difícil do que pensei. Na verdade, vim para um fim de semana tranquilo com minha família. O fato de você estar aqui não me faz bem.
- Sinto muito.
- É mentira, você não sente nada. Adora saber que está me irritando. Eu sempre respeitei minha família. Eles nada sabem de minha vida particular, porque prefiro poupá-los.
- A visão que tem de mim é completamente equivocada.
- Sei! Basta me deixar em paz e tudo ficará bem.
- Você não gostou dos meus beijos, não é?
Sara abriu a boca olhando-a chocada. Aqueles beijos eram os culpados dela estar desnorteada. Aqueles beijos eram sim maravilhosos, mas não admitiria aquilo para ela nunca. Por isto sorriu fingindo descaso ao responder com ironia.
- Seus beijos? Meu Deus, você acha que sabe beijar? Se aquilo são beijos então não sei o que é um beijo.
Fabiana agarrou a cintura dela neste instante mergulhando a boca na dela. O beijo desta vez foi devastador. Sara correspondeu sem conseguir resistir. Fabiana aprisionou sua língua, sugando-a da forma mais sensual que Sara já tinha sentindo num beijo. A respiração de ambas estava descontrolada. Seus corpos estavam colados. As mãos de Fabiana deslizaram até as nadegas dela, puxando mais seu corpo contra o dela. Ela puxou o corpo de Sara até colar seus sexos. Foi neste momento que Sara lembrou onde estava empurrando-a do seu corpo. Ergueu a mão e deu um tapa no rosto dela furiosa.
- Cretina! Não admito que me toque assim! Tarada!
Fabiana massageou a face onde levou o tapa sorrindo muito tranquila. Então encarou Sara perguntando conformada.
- Vamos fingir que nos damos bem, é isto que você quer?
- De preferência. – Sara concordou se erguendo e indo para o bar.
Seu coração estava descontrolado. Todo o seu corpo estava assim, ela sabia e estava tentando se acalmar. Não era possível que continuasse permitindo que ela a perturbasse tanto com aqueles beijos inesperados. 
Carina entrou na sala neste momento cumprimentando Fabiana alegremente.
- Como foi o vôo até aqui?
- Foi ótimo.  E as coisas na sua faculdade, como vão indo?
- Tudo bem. Posso te servir mais um drinque?
- Sim, obrigada!
Carina chegou ao bar, percebendo o olhar irritado de Sara sobre Fabiana.
Serviu o drinque e sentou perto dela começando a conversar. Não precisou observar muito tempo para perceber o olhar da irmã percorrendo o corpo lindo de Fabiana.
Seus pais apareceram unindo-se a elas. O resto da noite só falaram em negócios. Sara ficou entre eles completamente muda. Ela se recolheu logo após o jantar. Carina percebeu o olhar angustiado de Fabiana, acompanhando a irmã até ela desaparecer da sala.
 Às duas da manhã, Sara ainda rolava na cama sem sentir o menor sono. A camisola curta de renda estava toda colada ao corpo suado. Deu o suspiro indo para o banheiro. Era o terceiro banho desde que tinha vindo tentar dormir. Pegou outra camisola voltando ao quarto. Abriu a janela ouvindo o som do mar. Pegou um cigarro e deixou o quarto indo para a varanda.
Carina estava vindo da cozinha quando a viu saindo para a varanda. Com o copo de água na mão, se perguntou se devia ir falar com ela. Neste momento ouviu passos e encostou-se ao lado da estante da sala para ver quem era. Fabiana passou indo direto para a varanda.
Sara se voltou olhando-a para Fabiana desolada quando ouviu sua voz sussurrando em seu ouvido.
- Não consigo dormir, eu...
- Meu Deus! – Suspirou, desviando os olhos dela.
Fabiana desceu os olhos encantados pela camisola curta e sexy. Aproximou-se mais do corpo dela completamente ansiosa.
- Eu não durmo porque você não sai da minha cabeça. – Confessou, parando nas costas dela.
- Adriana pode resolver seu problema – Sara respondeu secamente.
- Ela resolveu o seu?
- Não tenho esse tipo de problema. – Riu, tentando manter-se calma – É melhor voltar pra sua cama, eu preciso ficar sozinha.
- Sara...
Sara fechou os olhos quando sentiu as mãos dela deslizando por sua cintura. A boca chegou à nuca com beijos provocantes. O corpo dela colou ao seu com urgência. Sara sentiu a mão subindo até cobrir seus seios.
- Por favor, não...
- Sabe que não posso parar. Sabe que não agüento de tanto que te quero. – Fabiana confessou no ouvido dela.
A boca mordiscava deliciosamente a nuca de Sara. O corpo dela movia-se de forma sensual contra a nádega de Sara. Uma das mãos desceu até o meio das pernas dela. Ali, por cima da calcinha, acariciou-a intimamente.
- Seu cheiro não sai da minha cabeça. E o gosto da sua boca me deixa doida só de lembrar. Quero você, preciso de você. Eu vim só para te ver...
- Para! – Pediu fraca.
- Não posso!
- Não quero...
- Você quer tanto quanto eu. Ai Sara eu preciso sentir você...
A mão já afastava a calcinha tocando-a livremente. Sara abriu mais as pernas, virando o rosto e entregando a boca pra ela. O beijo levou o resto de resistência que ainda restava nela. Desorientada, virou de frente pra ela. Afastou-se desnorteada abrindo rápido o fecho da calça comprida dela sem a menor cerimônia. A mão entrou à procura do sexo latejante. Quando a sentiu, colou seus corpos, voltando a oferecer a boca faminta. Fabiana não se fez de rogada. Excitada, afundou mais a mão no sexo dela para tocá-la. Em pé, uma de frente pra outra, seus corpos rebolavam loucos em busca do prazer. Quando ele veio, ficaram agarradas, sem conseguir se afastar. Foi Sara que recobrou o juízo primeiro, afastando-se dela assustada.
- Era isto que você queira, não era?
- Sara...
- Não vou discutir nada com você. Queria transar comigo, pois já transou. Agora me deixa em paz!
Sara passou louca a caminho de seu quarto. Carina estava ao lado da porta sem acreditar no que tinha acabado de ver. Na ponta do pé também foi silenciosa pra o seu quarto.



Quando Sara apareceu para o café da manhã, as oito, apenas Carina estava na mesa.
- Bom dia. – Falou beijando a irmã – Papai e mãe ainda não acordaram?
- Estão nadando desde cedo.
- Hum!
Sara serviu café tomando com os olhos perdidos. Carina viu as olheiras acentuadas no rosto dela comentando baixo:
- Parece que não tem dormido ultimamente.
- Durmo o necessário.
Os olhos dela fugiam dos de Carina apavorados.
- Você conheceu alguém Sara?
- Por que sempre pergunta isto? – Explodiu, batendo a xícara no pires.
- Para saber, não pode? Não conto todos os meus segredos para você?
- Conta só porque tem segredo pra contar. Eu não tenho segredos e nem quero ter.
- Tá bom.
- Eu queria era ir embora de uma vez daqui. Não sei por que insistem em convidar essa mulher para tudo! Devíamos ser só nós, a família!
- Tem razão.
- Por que a querem enfiada assim em nossa vida?
- Nossos pais gostam dela.
- Você também gosta dela Carina?
- É uma pessoa legal.
- Isto não quer dizer que seja boa pra conviver com a gente!
- Por que não gosta dela Sara?
- Não foi o que eu disse. Só disse que devíamos ser só nós, a família!
- Mas é o que parece. Parece que você a detesta!
- Pouco importa. – Suspirou, afastando a xícara impaciente.
- O que você tem Sara? Não sou mais sua amiga? – Carina perguntou confusa.
- É Carina, é minha única amiga. – Falou pegando a mão dela por cima da mesa – Acordei nervosa, mas já vai passar.
- Você nem dormiu, eu sei.
- Estava um calor de matar! Nem o ar condicionado resolveu. – Explicou, olhando em volta ansiosa – Ela ainda não acordou?
- Também saiu cedo para nadar.
- Hum!
Sara se ergueu suspirando.
- Vou colocar um biquíni, você não vai nadar?
- Te espero aqui, já estou de biquíni.
Quando elas chegaram à praia, os três conversavam sentados na areia. Sara percorreu o corpo de Fabiana com os olhos sem conseguir se conter. Sua boca encheu de água na hora. Queria transar com ela e não negava mais isto para si mesma. Era só no que pensava. Por que era tão fraca? Porque só o fato de vê-la de biquíni a deixou naquele estado de excitação?
-... Vamos à cidade depois do almoço. – A mãe falava neste instante – Temos amigos que precisamos visitar por lá. Vocês três não se importam, não é?
Os pais iriam à cidade, pensou suspirando. Já sabia que faria besteira! Percebeu os olhos de Fabiana vagando por seu corpo. Seu sexo inundou na hora. Não tinha problema. Seu problema era ela. Com Adriana não conseguiu se excitar, com ela ficava daquele jeito. Parecia praga ou coisa parecida.
Ficou ali na praia evitando olhá-la o resto da manhã. Após o almoço, os pais foram para cidade.
Sara fugiu para o seu quarto para não fazer uma nova besteira. Estava lá, rolando na cama, quando ouviu uma batida leve na porta. Correu para abrir com o coração na boca. Estremeceu ao vê-la parada ali diante de sua porta.
- Sua irmã foi dar um cochilo e fiquei sem assunto. Podemos conversar?
Não iam conversar, sabia. Deixou-a entrar já devorando o corpo dela com os olhos cheios de desejo. Fabiana entrou e se voltou depois que Sara fechou a porta.
- Imaginei que estaria mais calma hoje.
- Pois não estou.
- Quer que eu saia?
- Se quer sair, porque veio?
- Eu...
- Isto é uma tortura! – Sara gemeu desviando os olhos dela.
- O que é uma tortura? O seu desejo por mim? – Perguntou aproximando-se dela rapidamente – Me deixe ver seus olhos.
- O que acha que vai ver nos meus olhos? – Sara perguntou atormentada – Você não respeita meus pais e não me respeita. Eu te avisei que não vou me envolver por isto não me culpe depois.
- Sou bem grandinha para segurar minhas barras.
- Ótimo! Que ótimo que você é – Sara respondeu agitadíssima.
- Não consegui pregar os olhos um só minuto. – Fabiana confessou, puxando-a contra seu corpo. - Você conseguiu Sara?
Sara estendeu a mão tocando o rosto dela encantada. Nada tinha para falar, só queria senti-la. Por isto sua boca buscou a dela. Aquele desejo era um tormento. Nem conseguia raciocinar com clareza. Puxou-a para cama, arrancando suas roupas. Beijavam-se apaixonadas. Fabiana afastou-se para livrar-se das roupas. Sara devorou o corpo lindo dela com água na boca. Quando ela veio deitou sobre ela sem poder esperar mais. Sua boca percorreu aquele corpo arrancando gemidos de prazer dos lábios de Fabiana. Depois Fabiana virou rápida na cama deitando Sara e indo por cima dela. Roçou todo seu corpo no dela excitadíssima. Ai desceu com a boca pela pele dela, beijando e mordiscando cada pedaçinho dela. Então Fabiana se enfiou entre as pernas dela, abrindo-as com uma imensa satisfação. Sua boca caiu no sexo delicioso que latejava descontrolado. Sem cerimônias, lambeu cada cantinho da vagina até prender o clitóris entre seus dentes. Ai ela passou a chupá-lo desnorteada, enquanto Sara rebolava completamente enlouquecida contra a língua dela. Fabiana chupava de uma forma que Sara não conseguia acreditar. Ela não cansava e nem parava. Estava no segundo orgasmo quando se afastou falando agitada.
- Eu também quero fazer você gozar – falou virando o corpo até o sexo ficar na boca dela. Então caiu de boca nele adorando senti-la tão excitada daquela forma. Sara prendeu o clitóris dela sugando como se fome uma fruta. Ouviu os gemidos sufocados dela enquanto o fazia. Neste ritmo chuparam-se até gozarem juntas, mas não se afastaram. Sara deitou, puxando-a novamente para si. Buscou os olhos dela enquanto pedia baixo:
- Não quero que ninguém saiba disto. Vai guardar segredo Fabiana?
- Tem vergonha de ser lésbica?
- Não! Eu sou livre e não quero compromisso. Nem pense em pegar no meu pé!
- Você é bem direta.
- Sou e odeio mal entendidos. A gente transa, mas é só. Não tem jantar, não tem nada e não quero que vá à minha casa.
- Quantas regras! – Riu surpresa.
- Você pode transar com quem quiser, não é problema meu.
Fabiana riu, subindo a mão até os seios dela.
- Você vai continuar vendo Adriana?
- Por que não? Ela me satisfaz, eu gosto.
- Não gostaria que eu fosse fiel a você Sara? Confesso que não seria nenhum sacrifício! – Confessou olhando-a com amor.
- Deus me livre! – Suspirou fechando os olhos, quando a boca cobriu o bico do seu seio – Assim, aí...
Fabiana sorriu observando-a se retorcer na cama enquanto acariciava seu sexo. Depois rolaram juntas, perdidas, loucas de paixão.
Escurecia quando Fabiana deixou o quarto de Sara. Ela correu para o banheiro enfiando-se de baixo do chuveiro. Sabia que aquilo era uma loucura. Todas as coisas que disse e que fez com ela naquela cama. Um desejo enlouquecedor roubava sua razão quando via aquela mulher. Antes não queria transar com ela, e agora, não queria mais parar. Sabia que não devia ter começado. Debaixo do chuveiro, começou a pensar nela. Distraída, ouviu a voz da irmã, vindo de seu quarto.
- Mamãe e papai acabaram de chegar.
- É mesmo?
Desligou o chuveiro, voltando enrolada numa toalha. Quando chegou ao quarto, Carina estava estendendo sua cama. Sara olhou pra cama toda desarrumada abrindo o armário.
- Deixe isto que eu faço quando me vestir.
- Já estou terminando.
- Carina!
- Fabiana está lá na sala com eles. Engraçado como combinam, não acha? Mamãe acha Fabiana o máximo! Eu acho você o máximo. Outro dia, mamãe estava dizendo pra ela que aceitou o fato de você ser lésbica. Só tem medo que encontre a mulher errada quando decidir se acertar de vez.
Sara vestiu a calça comprida sem fitar a irmã.
- Não diga que eu lhe contei, mas ela se preocupa pelo fato de você estar sempre sozinha.
- Mamãe nunca muda!
- Acredita que ela me perguntou se estou transando com mulher?
- O que respondeu pra ela?
- Disse que não, é claro! O que não deixa de ser verdade!
- E ela acreditou?
- Não sei.
Sara sentou na cama calçando o par de sapatos distraída. Estava se perguntando se Carina percebeu o que estava acontecendo entre ela e Fabiana. Por que arrumou sua cama depressa daquele jeito? Para a mãe não ver? Mas se ela tivesse percebido tocaria no assunto ou não?
- Julia quer que eu vá conhecer a mãe dela. – Carina contou, acendendo um cigarro e sentando na cama.
Sara também acendeu um, indo até a janela. Dali viu os pais na varanda com Fabiana.
- Tenho medo que ela não goste de mim.
- Nunca vai saber se não for. – Comentou baixo.
- Você iria?
- Eu? Talvez. Nunca imaginei uma coisa destas.
- Se você amasse muito uma mulher, iria querer partilhar tudo na vida dela ou não?
- Eu não amo ninguém, por isto não posso lhe dar essa resposta.
- Admiro muito você. – Falou se erguendo ansiosa – Mas não quero ser assim. Não quero ser livre e infeliz.
- Não sou infeliz. – Respondeu voltando-se pra ela – Minha vida é ótima.
- Talvez seja! – Riu, abrindo a porta e saindo do quarto.
Sara respirou fundo, voltando os olhos para Fabiana lá na varanda.
Por que não conseguia parar de desejá-la?
Por que a irmã pensava que era infeliz?
Balançou a cabeça abrindo a porta e deixando o quarto.



Na sala, aceitou o drinque que seu pai lhe passou. Ele puxou-a para seus braços perguntando animado:
- Porque não vai à cidade com sua irmã e Fabiana, mais tarde? Vocês são jovens e deviam aproveitar a vida. Ir para a balada, dançar, divertir.
- Não sei. – Riu surpresa.
- O que acha Fabiana? Tem excelentes barzinhos por lá.
- Irei com prazer se elas quiserem.
- Gostaria de ir Carina? – O pai perguntou encarando a filha.
- Acho uma ótima ideia.
- Então vocês vão, está resolvido.
Após o jantar, quando as três estavam saindo, a mãe recomendou animada:
- Se ficar muito tarde para voltar, deviam dormir num hotel por lá.
Sara fitou a mãe curiosa. Ela sorriu beijando seu rosto enquanto falava.
- As estradas são perigosas, pense nisto.


CONTINUA…

6 comentários:

  1. Comentar o que?
    Se és perfeita no que fazes!!!!!
    Parabéns minha amiga. Acho que a Sara terá de sofrer um pouco para aprender... kkkkk.
    Beijos.

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  2. Ah Drika, este conto foi tão prazeiroso de escrever, nem sei quem teve mais prazer, se foram as personagens ou eu mesma rsrs.
    Obrigada amiga.

    Beijos

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  3. Lendo sempre,mas com a correria do fim de ano só agora achei um tempinho para comentar!
    Conto fabuloso como sempre,adoro a Fabiana,ela não é fácil,e a Sara vai pisar em td que diz,alias,já está pisando!

    Feliz 2012 pra vc Astridy!

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  4. Oi Valdeneide.

    Fico feliz que você esteja gostando.
    A Fabiana é querida sim, também gosto dela. E a Sara é engraçada achando que pode fechar o coração para o amor.
    Obrigada.

    Feliz 2012 para você também!
    Muita paz e saúde!
    Abraços.

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  5. oi Astridy
    faz pouco tempo que descobri seu trabalho
    foi atravez do Abcles
    mas tudo no acaso
    e se aprofundou alguns dias pelo blog
    UniversoSapho...
    so quero dizer que sou fã de romance
    e que vc é uma ótima escritora
    passa mt verdade atravez das palavras..
    gosto da tua forma crua e nua de escrever
    ate parece que estamos vendo as cenas
    Desejo felicidades
    bjs

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    1. Oi Naty

      Que bom saber que conheceu meu trabalho e gostou dele.
      Acho que me realizo quando escrevo desta forma "crua e nua" Sinto intensamente o que escrevo, justamente por
      isto que parece que você vê as cenas, porque eu as vejo quando as crio. Passar isto é delicioso.
      Obrigada por suas palavras.
      Te desejo felicidades também.
      Beijos

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