quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Conto - Louca por você! - Capítulo IV




Quando chegou a casa, a irmã estava lá a sua espera.
- Carina, que bom! Como foi o seu encontro com Julia?
- Fomos ao cinema. - Contou pegando as mãos dela – Ela é tão doce.
- Doce? Hum? Que coisa fofa! E vocês se tocaram?
- Não, ah Sara, nos beijamos no cinema! Foi tão intenso, tão gostoso, não sei como lhe explicar.
- Só beijo? Deve ter sido ótimo. E depois?
- Ela me levou em casa e me beijou de novo no portão.
- Vocês estão namorando?
- É! Ela quis assim. Claro que não falei em motel de jeito nenhum. Quando cheguei lá ela me deu uma caixinha de bombons de presente.
- Quem tomou a iniciativa do beijo?
- Ela! Eu estava morta de vergonha. Fui toda cheia de razão, com o texto decorado, mas quando a vi esqueci logo de tudo. Ela me liga o tempo todo. Fala coisas lindas, coisas que nunca pensei que alguém diria para mim.
- Que bom que você está feliz.
Carina ergueu a cabeça olhando a porta.
- Acho que estão batendo na porta.
- Não ouvi nada. – Sara falou se voltando.
Mas neste momento, ouviu e se ergueu indo até lá. Abriu dando de cara com Fabiana.
- Oi, posso entrar?
Sara colocou a mão na maçaneta, impedindo a passagem dela.
- O que faz aqui?
- Vim te convidar para jantar comigo.
- Você é louca? Eu já disse que não gosto de você.
- Não gosta, mas vai gostar. – Ela respondeu tranquila – Não posso entrar? Está acompanhada?
- Não é da sua conta.
- Devemos nos conhecer melhor.
- Mas...
- Eu sei que você me acha louca, mas não sou. Posso entrar agora?
- Não, não vai entrar. – Resolveu fechando a porta e saindo para o lado de fora da casa – Diz logo o que quer.
- Você sabe o que eu quero.
- Como é que eu vou saber! Eu nem te conheço.
- Parece que vou ter que ser direta.
- É! Acho bom mesmo que seja!
- Estou interessada em você Sara. Eu quero você. Quero namorar sério com você!
- Entendi. – Sara sorriu admirada – Está fazendo isto para me irritar, não é?
- Claro que não.
- Só pode ser ou não estaria batendo na minha porta. Quem te deu meu endereço?
- Achei no catálogo telefônico.
- Ao menos não meteu minha família nisto. – Sara suspirou olhando para a porta – Olha, tenho que entrar.
- Talvez pudéssemos sair amanhã.
- Eu não vou sair com você. Nem amanhã e nem dia nenhum. Gosto da minha vida assim sem problemas. Aconselho a se interessar por outra que esteja disposta a namorar se envolver. Boa noite!
Sara tocou a maçaneta e sentiu seu corpo sendo puxado contra o dela. Estava escuro ali na varanda e Fabiana a empurrou para a parede beijando-a na boca enlouquecida de desejo. Sara soltou um gemido sem reagir. A língua de Fabiana dançava dentro de sua boca numa sensualidade devastadora. Mesmo que ela não quisesse não tinha como não sentir a delícia daquele beijo. Fabiana roçou a coxa contra o sexo de Sara arrancando outro gemido de seus lábios neste instante.
- Ah...
- Sara...
- Para...
- Eu te quero Sara, deixa – Pediu levando a mão ao sexo dela.
A mão de Fabiana esfregou em cima do sexo dela com desespero, mas Sara a empurrou de si abrindo a porta e entrando correndo.
Fechou a porta na cara dela e foi ter com Carina. Ela estava tomando um drinque e ouvindo música sentada no tapete confortável.
- Quem era Sara?
- Ah? Ah, nada importante! Só o vizinho me dando um recado. Vou tomar um banho. Vai jantar comigo?
- Sim, adoraria!
- Já volto!
No quarto, ela fechou a porta, correndo até a janela. Viu o carro dela parado ainda diante do portão. Fabiana estava em pé na calçada fumando. Parecia ansiosa. De repente começou a andar de um lado ao outro. Sara saiu da janela assustada. E se ela voltasse a bater na porta? Droga! Correu para o banheiro tirando a roupa. Tomou um banho rápido. De volta ao quarto vestiu uma camiseta e um short. Apagou a luz e chegou à janela no escuro. Seu coração disparou ao ver Fabiana encostada no carro.
“Aquilo era algum tipo de brincadeira? Carina ia vê-la, todo mundo ida vê-la ali”, pensou desorientada. O que ia fazer?
Foi para a sala e suspirou vendo a irmã escolhendo outro CD na estante. Se Carina fosse embora iria vê-la plantada na frente do seu portão. Por isto perguntou para a irmã ansiosa.
- Carina, porque não dorme aqui hoje?
- Tudo bem, então vou ligar para mamãe.
- Ótimo. Vou preparar nosso jantar. – Contou indo para a cozinha. Pegou um prato pronto no freezer e colocou no micro-ondas.
Ouviu a irmã chamando-a na sala neste momento.
- Mamãe quer falar com você Sara.
Pegou o telefone parando diante da janela. Ela estava plantada na frente do seu portão.
- Oi mãe! Como vai?
- Estou bem! Tirando a preocupação com sua irmã. Ela está bem?
- Muito bem, não se preocupe.
- Então é você que está com problemas! – Concluiu, surpreendendo Sara.
- Eu? Imagine mãe, não tenho nenhum problema. Nós duas vamos jantar juntas, conversar e matar as saudades, nada mais que isto!
- Venha tomar chá comigo amanhã à tarde. Também estou com saudades de você. Tudo bem na clínica?
- Sim.
- Você vem amanhã filha?
Sara ergueu os olhos para a janela vendo Fabiana andar de um lado para o outro na sua calçada. Seus lábios ainda estavam queimando por causa do beijo dela. Suspirou sentindo as entranhas ensopadas só com aquela lembrança.
- Eu vou sim mãe! Claro que vou. Boa noite! Dê um beijo em papai.
Carina se aproximou e Sara fechou a cortina de uma vez. A irmã a encarou admirada. Olhou para ela e para a cortina perguntando surpresa.
- Por que você está tão tensa? O que mamãe falou com você Sara?
- Nada! Não estou tensa, só cansada. – Sorriu levando-a pelas mãos para a cozinha.
Sara abriu o armário pegando uma garrafa de vinho
- Este vinho é delicioso! Sente aí nesta cadeira que nós vamos beber uma taça.
Carina sentou, observando-a desconfiada. Sara abriu a garrafa e serviu duas taças. Brindaram e ela andou pela cozinha completamente perdida. Parou acendendo um cigarro. Tragou olhando para a sala agitada. Sentia que ela ainda estava lá, podia sentir.
- Não está mesmo saindo com ninguém Sara?
- Eu? Claro que não. – Riu, vindo sentar diante dela.
- Então o que você tem? Está excitada? Ou só está precisando de sexo? – Perguntou curiosa.
- De forma alguma. Não estou nada. Amanhã vou tomar chá lá em casa com mamãe. Já sei que vai me encher de perguntas.
- Sobre mim?
- Primeiro sobre você, depois sobre mim. Você a conhece.
Levou a taça aos lábios e ouviu o som do carro sendo ligado. Soltou a taça sobre a mesa, se erguendo e indo na janela da sala. O carro não estava mais lá. Voltou para a cozinha aliviada.
- Mais cinco minutos e podemos jantar – Contou dando um largo sorriso.
- Engraçado!
- O que?
- Nunca te vi assim tão perturbada. Se não foi mamãe ao telefone, então é outra coisa, mas isto está me cheirando à mulher. Aposto que conheceu alguém que mexeu muito com suas estruturas. Você está toda trêmula. Pode negar, mas estou lhe vendo Sara! Não quer se abrir comigo?
Sara engoliu em seco sentando diante dela com um suspiro.
- É uma bobagem que estou resolvendo, não merece perder tempo comentando.
- E eu conheço essa bobagem? Ela tem nome?
- Esqueça! – Pediu, servindo mais vindo em sua taça – Olha, o jantar está pronto. Vou pegar os pratos.
Não voltou a tocar no assunto e Carina evitou, percebendo o quanto ela parecia tensa. Ficaram pela sala conversando até mais tarde.
Depois foram dormir.
Carina dormiu, Sara não conseguiu. Passou a noite vagando pela casa. Tinha que se livrar daquela mulher! Do jeito que ficou diante de sua casa, era certo que não iria desistir facilmente. Só de pensar nela seu corpo estremecia todo. Por que ela conseguia mexer tanto com suas emoções? Não entendia aquilo.


Fabiana entrou na clínica de Sara, às cinco da tarde no dia seguinte. Tinha nas mãos um buquê de rosas. Parou diante de Renata a secretária entregando seu cartão. A moça leu e fitou-a com um largo sorriso. Antes que pudesse abrir a boca, Fabiana aproximou-se, já tocando a maçaneta da porta da sala de Sara.
- A senhorita Medeiros aguarda por mim. Não vou interromper nada, vou? Sou a sócia dos pais dela e marcamos uma hora ontem.
- Sim, mas...
- Perdão! Já estou atrasada. – Riu mostrando o relógio no braço – Ela me esperava às quatro.
Girou a maçaneta e entrou muito tranquila.
Sara estava no computador de costas para a porta. Imaginou que fosse Renata e perguntou sem se voltar.
- Por que não recebi o relatório da farmácia até agora?
O silêncio após sua pergunta a fez se voltar. Quando viu Fabiana com aquele buque de rosas, saltou da cadeira completamente chocada.
- O que faz aqui?
- Sempre a mesma pergunta! Rosas não te fazem sorrir? – Perguntou sorrindo e colocando as rosas sobre a mesa dela – Vim te ver e saber se considerou o meu convite do jantar para hoje.
Sara não conseguiu abrir a boca. Aquela mulher não tinha limites. Como se atrevia a entrar em sua sala daquele jeito? Ouviu uma batida na porta e Vilma surgiu com uma pasta na mão.
- Renata pediu para te dar o relatório da farmácia. Mas olhando estes números, não concordo com o fechamento dos meus pedidos no mês...
Ela ergueu os olhos da pasta e ficou muda, olhando para Fabiana Romano. Sara saiu de trás de sua mesa parando na frente do buque de rosas.
Vilma percebeu seu gesto. Não soube o que ela estava escondendo, mas percebeu sua tensão.
- Desculpe! – Sorriu estendendo a mão para Fabiana que apertou a sua com um largo sorriso – Sou Vilma Gomez, médica aqui na clínica.
- É um prazer, sou Fabiana Romano!
- Eu a conheço dos jornais.
- Ah sim!
- Bom, eu volto depois, foi um prazer sim – Vilma falou olhando Fabiana sem esconder o interesse.
- Digo o mesmo.
Vilma saiu e Sara recobrou o controle encarando-a chocada.
- Como se atreve a vir aqui trazendo rosas? Quer causar um escândalo?
- Todos sabem que sou sócia dos seus pais! – Riu, sentando graciosamente na cadeira diante dela – Por acaso não aprecia rosas?
- Não aprecio as suas rosas!
- Sua mãe vive dizendo que você é tão meiga, gentil e delicada, que estranho seu comportamento. Por que fica tão louca quando me vê?
- É muita pretensão sua me fazer essa pergunta. Não acredito que isto está acontecendo. – Falou dando a volta na mesa e pegando o aparelho de telefone – Se não sair, chamo a segurança!
- Nossa! Seguranças para mim? Prometi para mim mesma que seria paciente com você. – Contou se erguendo calmamente.
- O que foi que disse?
- O que você ouviu, Sara Medeiros. – Respondeu doce, se aproximando dela na mesa.
- Fique longe de mim!
- Vai gritar?
- Eu...
Fabiana se aproximou dela, erguendo as mãos e puxando-a para os seus braços. Sara arregalou os olhos surpresa.
- Pode chamar seguranças, polícia e até o exército, que não ficará livre de mim. Estou vendo que está morta de medo. – Riu confiante – Tem medo de gostar de mim, não é? De mim, dos meus beijos, do meu cheiro... – Estavam próximas e Fabiana prendeu-a mais roçando sua boca na dela. Sara reagiu tentando empurrá-la de si, mas foi em vão. Fabiana ria quando sua boca caiu suavemente sobre a de Sara. O beijo uniu mais seus corpos. Sara ficou imóvel, tentando se mostrar o mais fria possível. Fabiana não pareceu notar. Seus lábios moviam-se sobre os dela, num beijo voluptuoso. Beijo-a por longos minutos, sem soltá-la. Quando o fez, Sara ficou inerte, olhando-a sem conseguir falar. Fabiana ergueu a mão tocando o rosto dela com carinho – Vamos jantar qualquer dia, eu sei. Até lá ficarei pensando no sabor deste beijo. Sei que ficará pensando em mim também. Até logo.



Sara sentou diante da mãe no jardim meia hora mais tarde. Tomou duas xícaras de chá, ouvindo a mãe completamente silenciosa.
Estava pensando naquele beijo. Seus lábios ainda queimavam como se a boca de Fabiana ainda estivesse sobre a sua.
Distraída, acendeu um cigarro, tocando a boca admirada. A mãe tocou seu braço chamando sua atenção.
- No que está pensando, filha?
- Nada, não estava pensando em nada.
- Problemas na clínica?
- Não. – Sorriu e voltou a fitar o jardim distraída.
- Sara?
- Sim?
- Vamos passar o fim de semana na casa de praia e quero que venha conosco.
- Eu adoraria, mas...
- Seu pai e eu estamos muito decepcionados com você. Simplesmente não tenta ter tempo para nós. Não nos ama mais, é isto?
- Mãe! Que absurdo! Claro que os amo demais...
- Queremos um fim de semana inteiro com você ao nosso lado. Diga que vai.
- Eu...
- Se é tamanho sacrifício nós agradecemos sua presença. – Falou magoada.
- Não, desculpe! Só estava pensando que planejei ler alguns livros, mas tudo bem. Claro que irei com vocês. Estou mesmo precisando descansar um pouco.
- Iremos de helicóptero na sexta à tarde. Que bom que concordou, seu pai vai adorar.
- Eu... Preciso ir embora. – Falou se erguendo perdida. Precisava fazer alguma coisa para tirar aquela sensação da sua boca. Seu corpo todo estava queimando agora.
 Pegou sua bolsa, beijando a mãe rapidamente.
- Tem certeza que está bem?
- Tenho mãe, até sexta!


Quinze minutos depois, entrava na suíte de Adriana. Uma hora mais tarde, aceitou o drinque que Adriana lhe deu com um sorriso.
- Desculpe, não estou nada bem hoje.
- Ora, bobagem, isto acontece muito com as mulheres que vêm aqui!
- Mas eu não sou frígida! – Desabafou angustiada – Você me conhece bem. Poxa, eu vou e eu dou conta, que coisa desagradável!
- Escute, tem dia que é assim mesmo, a gente não se excita e pronto.
- Não sei o que está acontecendo comigo. Penso coisas que não quero. Imagino coisas que não posso. – Contou sentando na poltrona agitada – Odeio perder o controle de minhas emoções.
- Conheceu alguém?
- Não! – Negou saltando da poltrona – Só estou confusa.
- Está tensa, nervosa e aflita. Se você soubesse quantas das mulheres que vinham aqui,  se apaixonaram e sumiram...
- Não estou apaixonada, imagine! – Defendeu-se chocada – Adriana, eu não me envolvo com ninguém. Odeio compromissos, isto não é para mim.
- Hoje você veio aqui para que eu calasse esse grito que está lhe sufocando. Não fui capaz porque sua cabeça não estava aqui, estava em outro lugar, em outra mulher.
Sara fechou os olhos chegando à janela. O rosto de Fabiana estava diante do seu e a boca devorava a sua num beijo enlouquecedor. Voltou-se confessando assustada.
- Tem uma coisa me consumindo e não sei o que é.
- Desejo?
- Eu não sei! Preciso saber e ao mesmo tempo não quero. Alguma vez você ficou assim?
- Como?
- Pensando em alguém que mal conhece.
- Já passei por isto.
- E o que fez para sair desta?
- Fui pra cama com a pessoa.
- Não! – Gemeu virando o drinque – Não gosto dela. Nem sei se é isto! Não sei se não gosto, acho que é outra coisa, acho que gosto sem querer gostar!
- Como assim gosta sem querer gostar?
- Não gosto ou gosto, já disse que estou perdida demais com tudo que sinto.
- Sara...
- Ela é extremamente convencida. Nem a conheço e acha que pode ir invadindo minha vida. Não conheço e nem quero conhecer! Foi na minha casa. Apareceu na clínica com rosas, vive me convidando para jantar e com que direito?
- Deve estar apaixonada.
- Apaixonada? Como se não faz nem um mês que me conheceu? É uma louca, isto sim! Foi logo beijando minha boca! Acredita? Mas ela é tão ousada Adriana! É tão atrevida que foi logo pegando no meu peito no dia que nos conhecemos, acredita? Na casa dos meus pais! Praticamente na frente deles!
- Não? Pegou no seu peito?
- Pegou! E ela me agarrou na minha varanda e me beijou como se fôssemos... Ah!
Sara foi ao bar servir outra dose de uísque. Adriana fumava observando-a silenciosa.
- Não consigo nem dormir mais e fico louca da vida.
- E você achou que vindo aqui, iria esquecê-la?
- Eu nunca me envolvi com ninguém. Nunca namorei, não tive casos e muito menos amantes. Quando descobri que não podia passar sem sexo, comecei a vir aqui. Não sei o que fazer numa situação destas. Eu digo não e ela age como se eu estivesse dizendo sim. Mando-a embora e ela volta. Sou fria e distante e ela ri de mim. O que devo fazer para tirá-la do meu caminho?
- É muito complicado, eu sei!
- Preciso me acalmar. – Decidiu colocando o copo sobre a mesa – Nada antes me dominava assim, e não vai ser agora que vou deixar.
- Não se acha capaz de transar com ela sem se envolver?
- Mas eu não posso Adriana. – Falou chocada – Se estou pensando nela dia e noite sem nunca ter acontecido nada, imagine se acontecer?
- Mas aconteceram beijos e parece que estes beijos foram fatais para você.
- Os beijos foram todos inesperados. Jamais imaginei que ela iria ao meu trabalho e que me beijaria daquele jeito, nem na minha casa e muito menos no jardim da casa dos meus pais. Olha eu vou te dizer, ela não tem limites! Está me deixando completamente enlouquecida...
- De desejo! Eu percebo Sara. Gostaria de te ajudar – Adriana lamentou carinhosa.
- Ninguém pode me ajudar. Terei que resolver isto de uma vez. O melhor é não vê-la nunca mais. Com o tempo nem vou me lembrar que isto aconteceu.  Tenho certeza.
- Boa sorte então Sara!
- Obrigada Adriana, preciso ir. Até qualquer dia! – Falou saindo ansiosa.


CONTINUA…

2 comentários:

  1. Nossa... queria uma Fabiana dessa na minha vida... kkkkkkkk

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  2. Mulher decidida e que sabe o que quer faz muito bem mesmo kkkkkk

    Feliz 2012!

    Abraços!

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