quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Conto - Louca por você! - Capítulo III




Por toda a semana, ela andou se remoendo quanto àquela questão. Quase não dormiu, tal sua preocupação. Sabia que não devia ir. Sabia que não podia encontrá-la novamente, mas no sábado, tomou um banho caprichado e arreganhou as portas do seu armário. Usaria a roupa mais sem graça que pudesse encontrar. Claro, era isto! Tinha que se vestir sem atrativos. Era melhor chamar o menos possível atenção dela.

Entrou na casa dos pais, as oito em ponto. O mordomo a levou à sala, informando:
- Seus pais ainda não desceram. Vou chamá-los.
- Não, obrigada! Carina não está em casa?
- Está sim, na biblioteca, ouvindo música.
- Então obrigada, vou ficar com ela.
Encontrou a irmã ouvindo música de olhos fechados. Sorriu, beijando o rosto dela. Carina abriu os olhos fitando-a animada!
- Você veio, que bom! Temos que conversar muito.
- Sim, claro! Como você está?
- Estou péssima! – Confessou puxando-a para seus braços – Estou sentindo tantas coisas loucas! Meu corpo vive em fogo, estou perdendo a noção de tudo.
- Calma! – Sara sorriu, afastando-a de si – Temos tempo, fale o que está te incomodando.
- Estou tão apaixonada Sara! Oh Deus, você não sabe como é isto. Penso nela dia e noite. A noite chega e não durmo. Nem comer eu consigo. Eu a vejo na faculdade e quando volto para casa, estou tão ansiosa que fico no quarto tentando me satisfazer sozinha. Sara...
- Querida! – Riu beijando o rosto dela com carinho – Olha pra mim – Pediu doce.
Carina a fitou com os olhos cheios de lágrimas.
- Nada entendo do amor, mas não acho que ele tenha que ser assim tão doloroso. Afinal, essa garota gosta de você ou não? – Sara perguntou preocupada.
Carina abaixou os olhos e enfiou as mãos no sutiã. Sara ficou olhando, sem entender. Ela tirou um papel dobrado e estendeu para ela.
- Ela me mandou há três dias. Leia!
Sara abriu o bilhete lendo atenta.

“Carina, sei o quanto é ridículo escrever bilhetes. Eu tenho tanto para lhe dizer, mas agora as palavras me fogem. Estou aqui, sentada na escrivaninha do meu quarto. Todas as minhas noites têm sido assim, desde a primeira vez que meus olhos viram você. Um ano! E só agora percebo que você me notou. Ah Carina, se você soubesse dos meus dias, de minha dor, do meu amor! Sim, amor, amor, amor! Eu te amo! Te amei desde o primeiro minuto. Ridículo, não? Sabe por quê? É por que o amor fica meio vulgar, quase brega quando você tenta colocá-lo em palavras. Mas eu tinha que lhe contar, você tinha que saber. Preciso te ver, te olhar, te falar, te sentir. Perdão! Sei que é errado, somos duas mulheres e este amor é proibido, mas é puro, eu juro que ele é puro! O meu amor não é feio, ele é lindo! Pense nessas minhas palavras e se achar que estou sendo sincera, vá se encontrar comigo neste domingo no shopping, próximo à nossa faculdade. Eu estarei na porta do cinema e se você quiser, poderemos ver nosso primeiro filme juntas. Eu te espero! Júlia”

Sara dobrou o bilhete, achando a coisa mais linda e pura do mundo. Fitou a irmã tocando seu rosto com carinho.
- Então, você vai?
- Preciso ir, se não for eu morro!
- Ah Carina! – Suspirou, puxando-a para seus braços, para confortá-la.
- Vou encontrar com ela sim e vou falar dos meus sentimentos, vou contar tudo. Quero que ela saiba que estou morrendo sem ela. Que entenda que também a amo e que não importa se é pecado, se ofende alguém. Eu guardei algum dinheiro. – Contou feliz.
- Hum! Não vai ter problema com dinheiro, eu te dou o quanto você precisar. O que está pensando em fazer?
- Bom, iremos a um motel. – Contou animada, mas ao perceber o olhar da irmã, ficou confusa. - O que foi? Acha que motel é ruim?
- Olha, não é que eu ache motel ruim, é que se é o seu amor, tem que ir mais devagar. Quero dizer, motel é...
- Sujo?
- Não, não é isto. – Riu, balançando a cabeça – Assim, se você nem a conhece, não pode ir logo levando pra motel. Primeiro vem os beijos, os carinhos, o reconhecimento, o sexo, embora a gente morra de vontade, tem que ser com o tempo. Você nunca namorou ninguém mesmo?
- Não! Já te contei que não.
- Mas hoje em dia as pessoas estão sempre ficando, você sabe!
- Não, nunca fiquei com ninguém. Bom, a ideia de motel também não me soa romântica.
Sara pegou um cigarro, tragando pensativa. Carina riu, pegando a mão dela animada.
- Mas eu tenho a chave da sua casa. Se não se importar, posso usar o quarto de hospede. O que você acha?
- Sabe que eu nunca vou te negar nada. Se você precisar de um lugar para fazer amor, pode usar minha casa, mas se isto for só uma emoção sexual passageira, prefiro que procure um motel.
- Você nunca transou em sua cama? – Carina perguntou curiosa.
- Pois é, inacreditável, não acha? Às vezes, nem eu mesma acredito que sou assim. Nunca levei uma mulher na minha casa.
- Mas você é diferente, eu sempre lhe digo o quanto é especial. Cada vez te admiro mais.

Fabiana Romano estava sentada diante de Antenor e Susana. Por toda semana andou super ansiosa para ver Sara. Aquela Sara divina! Aquela mulher de ar superior, a mulher que sentada na sala de espera de uma prostituta, percorreu seu corpo com os olhos mais lindos que já vira. Os olhos dela eram negros, pretos, infinitamente pretos.  E os lábios dela, depois que a beijou, não conseguia pensar nada mais que não fosse voltar a devorar aquela boca maravilhosa. Queria e precisa sentir o corpo dela. Ela estava na casa dos pais, estava na biblioteca com a irmã. Tentava esconder sua ansiedade enquanto conversava com os pais dela. A vontade que sentia era de correr até a biblioteca para vê-la de uma vez.
- Oh! Aí vêm elas! – Antenor anunciou, erguendo-se para beijar as filhas que entraram na sala neste momento.
Fabiana bateu os olhos em Sara completamente encantada. Estava modestamente vestida. Usava um tênis velho, um jeans desbotado e uma camiseta folgada. Seus olhos caíram nos seus sem demonstrar a menor emoção. Um sorriso espontâneo surgiu nos lábios de Sara, ao estender a mão para Fabiana.
- É um prazer revê-la – Disse meiga.
- O prazer é meu. – Respondeu devorando-a com os olhos verdes brilhantes.
Sara retirou a mão, desviando os olhos discretamente. Fabiana percebeu que ela se afastou logo para fugir dela. Ainda a observava, enquanto a mãe a levava pelo braço até o bar.
 Antenor chamou a atenção de Fabiana, contando animado!
- Quando Sara disse que ia ser médica eu imaginei que nunca mais teria tempo para nós.
- É uma profissão linda. – Elogiou sentando ao lado dele – E deve ter muito orgulho dela, não é?
- Mas é claro que tenho! Porque ela não é só médica, é muito dedicada. Está sempre estudando e se atualizando. Isto é bonito e me deixa mais orgulhoso ainda.
Susana soltou o braço de Sara pegando a garrafa de uísque com um suspiro.
- Que tipo de roupa que é essa Sara?
- O que tem minha roupa? – Perguntou fingindo inocência.
- Um jantar como este e me aparece vestida como uma mendiga? Quer nos matar de vergonha? O que está acontecendo com você? Está ficando louca por acaso?
- Mãe...
Carina que servia gelo em seu copo falou baixo para a mãe.
- Deixa ela, mãe.
- Você não se meta! É outra que anda com a cabeça pelas nuvens! – Cortou enérgica – Vocês duas não são mais as mesmas, esta é a verdade. Não viu o quanto Fabiana ficou chocada ao te ver vestida assim? O que deve ter pensado? Supostamente que você não tem dinheiro para comprar nem um chapéu velho! Que horror!  – Suspirou encarando Sara decepcionada – O que aconteceu com todas aquelas roupas lindas que costuma usar? Você sempre foi elegante, nunca descuidou da aparência. Esqueceu a classe em casa?
- Desculpe! – Sara sorriu, beijando o rosto dela – Mas não vejo razão para este terremoto. Pode me dar um drinque ou serei castigada a noite toda?
- Sua irmã te serve!  - Falou deixando-as no bar e indo juntar-se a Fabiana – Deve desculpar Sara. – Foi logo dizendo ao sentar perto de Fabiana – Todos aqueles livros que vive lendo, deixam pouco tempo para se preocupar com a aparência.
- Não tenho nada para desculpar.
Carina passou o drinque para irmã, comentando baixo:
- Não se cansam de bajular Fabiana.
- Deu pra notar. – Riu, saboreando seu drinque.
- Ela é muito bonita, não é?
- Você acha?
- Não acha? - Perguntou confusa – Desculpe, mas se não acha está cega. Porque ela é bonita. É a mulher mais bonita que já vi. E tem as pernas mais perfeitas que já bati os olhos.
- Tem é? Não reparei. Ah, não fico olhando assim não Carina.
- Você não fica olhando? No outro jantar te vi olhando sim – Comentou divertida.
- Pensei que estava apaixonada por Julia.
- E estou; claro que estou! Isto não quer dizer que não vou achar outra mulher bonita. Acho que ela é lésbica porque vejo uma coisa diferente nela. Acho que esta nos olhos. O que acha?
- Não sei! Acho melhor irmos para lá antes que mamãe fique mais irritada.
Sara sentou diante de Fabiana cruzando as pernas. Acendeu um cigarro e seus olhos caíram nas pernas que todos elogiavam. Sentiu um nó apertando sua garganta. As pernas estavam cruzadas displicentemente. O vestido justo e sexy colava-se na altura das coxas divinas. Perfeitamente depiladas eram morenas e firmes. Os joelhos eram lindos. Só não pode avaliar os pés, porque estavam escondidos num belo par de sapatos social. Mas Sara lembrou-se daquela cinta liga mordendo os lábios perturbada. Neste momento desviou os olhos daquelas pernas que tanto a impressionaram assustada. Quantas vezes havia se perdido olhando para o corpo de uma mulher daquele jeito? Nunca! Normalmente não observava mulher nenhuma. Vilma estava sempre falando dos dotes de alguma nova mulher que conhecia nos bares tediosos. Costumava ouvi-la chocada com o comportamento dela e das amigas. Elas só faltavam despir as mulheres com os olhos. Até mesmo na clínica, costumava pegar Vilma devorando o corpo de alguma cliente mais bonita que o normal. Algumas vezes chegou a chamar a atenção dela, tal sua falta de tato. Vilma tinha uma tara que nunca teve e nunca entendeu. E foi do jeito que Vilma costumava devorar o corpo de certas mulheres que devorou as lindas pernas de Fabiana. O que estava fazendo? Que lhe importava se as pernas dela eram as mais lindas do mundo? Nem importava se ela era a mulher mais bonita da face da terra. Não queria saber de mulher nenhuma, muito menos dela. Por isto participou de forma discreta das conversas daquela noite. Evitou olhar para Fabiana a maior parte da noite. E nos momentos que teve que fitá-la, o fez de forma superficial. Assim viu aquele jantar terminar aliviada.
Quando Fabiana se aproximou para se despedir, ignorou a mão que estendeu para ela. Ela se aproximou beijando seu rosto, como era comum nos cumprimentos entre as pessoas. O que Sara não entendeu foi o fato dela erguer a mão e tocar seu peito. A mão dela tocou bem em cima de onde ficava seu coração como se ela o quisesse escutar batendo.
Os pais estavam atrás dela e não podiam vê-las dali, mas Carina que estava próxima ergueu as sobrancelhas observando-as admirada.
- O que pensa que está fazendo? – Sara perguntou completamente chocada.
- A coisa mais inocente do mundo. – Sussurrou, mergulhando nos olhos dela – Estou tocando o seu coração.
Sara se afastou perturbada. Aproximou da irmã respirando com dificuldade. Os pais já levavam Fabiana até o carro lá fora.
- O que foi aquilo? Ela estava pegando no seu peito?
- Pegou! Você viu que descarada?
- Não falei que ela era lésbica?
- O fato de ser entendida não dá o direito de tocar assim em mim. – Falou agitada – Que absurdo! Não passa de uma abusada.
- Ela passou a noite lhe comendo com os olhos. Acho que mamãe e papai perceberam. Não ficou perturbada com aqueles olhos verdes lhe devorando daquele jeito?
- Eu? Perturbada? Carina! É claro que não! Acha que deixo essas coisas me afetarem? Muita mulher descarada já me encarou assim. Olha esse tipo pra mim é o pior, sabia?
- Eu nunca te vi tão enfurecida como agora. Acho que ela mexe com você.
- Comigo? Você não me conhece! – Riu pegando a bolsa que deixou na poltrona – Amanhã passa lá em casa pra me contar como foi o seu encontro. É tarde, vou indo. Boa noite!
- Boa noite e dirija devagar. Você não me parece nada bem! – Recomendou preocupada.
- Estou bem, muito bem! – Respondeu saindo.
Quando saiu no pátio, o carro de Fabiana já ia longe. Despediu-se dos pais, entrando em seu carro e desaparecendo dali. Algo a corroia por dentro.
Naquela noite o sono demorou mais do que o normal para chegar.

Sara entrou na clínica às sete da manhã, no dia seguinte. Vilma estava pulando no corredor, as oito, quando passava para a visita dos pacientes. Parou perto dela, estranhando seu comportamento. Vilma foi logo falando animada:
- Temos que conversar. Eu te espero na sua sala.
Quando voltou da visita, ela estava aguardando em sua sala. Entrou e Vilma saltou da cadeira falando eufórica.
- Estamos comemorando! – Contou animada.
- O que?
- Ora, Fabiana tem ido todos os dias nos recantos gays. – Contou chocada – Não acha que temos que comemorar?
- Vilma! Faz ideia que estou trabalhando? – Perguntou fria.
- Você devia viver um pouco mais.
- Obrigada, mas vivo bem deste jeito. Era isto que tinha para me dizer?
- Por que você não gosta dela?
- Quem disse que não gosto dela?
- Sua atitude e sua fúria quando o assunto é ela!
- Isto é fantasia sua. – Respondeu, sentando em sua cadeira com a cara fechada – Se o assunto era este agora tenho que trabalhar.
- Mas Sara, eu só achei que agora que ela é sócia dos seus pais, achei que vocês duas vão ficar amigas e...
- Você é doida é? Não vou ficar amiga dela coisa nenhuma! Só porque ela é lésbica? Não tenho nada com isto não viu!
- Não precisa se irritar assim não Sara, só achei que você também a achava bonita.
- Ta bom Vilma! Agora me deixe trabalhar em paz. – Pediu, apontando a porta – E no futuro, peço mais profissionalismo da sua parte. Isto aqui é o nosso trabalho e lidamos com vidas humanas. Deixe as festas, as mulheres e a vida mundana para as horas em que estiver de folga.
Após a saída de Vilma, Sara acendeu um cigarro agitada. Mas o que era aquilo? Todo mundo só falava naquela mulher. Era sua família, seus colegas de trabalho e até Adriana! Adriana, a mulher que procurava quando estava louca para transar. Que droga!
Uma chamada para uma operação de emergência tirou-a daqueles pensamentos.

Eram cinco horas da tarde quando deixava o hospital. Passou rápido pela recepção e saiu para o estacionamento. Foi ali que deu de cara com Fabiana. Ela estava encostada no seu carro sorrindo lindamente.
- Oi, como vai? Vim saber como você passou de ontem. Achei que você ficou furiosa comigo.
Sara estacou olhando para ela e para seu carro suspirando.
- Passei bem, obrigada! Não precisava ter vindo aqui para saber disto.
- É! Eu podia ter dado um simples telefonema. – Comentou, afastando-se do carro com um olhar curioso. Apontou o carro, comentando admirada – Seu carro não combina com você. Uma médica rica e famosa devia andar num último modelo.
- Isto é bem típico de convencionais iguais a você! – Rebateu, metendo a chave na fechadura e abrindo a porta.
- Convencional, eu? – Fabiana perguntou surpresa – Está muito enganada. Espere, precisamos conversar.
- Precisamos?
- Sim, eu vim para falar com você.
- Falar o que?
- Vim te convidar para jantar hoje à noite em minha casa.
Sara deixou a pasta sobre o banco, voltando-se para ela completamente surpresa.
- Por que eu devia ir num jantar em sua casa?
- Seus pais são meus sócios, nós podemos ser amigas e uma infinidade de coisas. Não vejo mal nenhum neste convite.
- É, nem eu. – Riu, colocando o óculos escuros nos olhos – Mas não tenho tempo para este tipo de coisa. Não participo dos negócios dos meus pais.
- Mas você também é dona de tudo, e...
- Carina vai dirigir os negócios assim que terminar a faculdade. Eu sou médica e não me interesso por este assunto. Obrigada pelo convite. Se meus pais não te falaram, é bom saber que não costumo participar destes jantares de negócios. Até logo!
- Sara?
Segurando a porta do carro, Sara a encarou impaciente.
- O que é?
- Por que você está fugindo de mim?
- Fugindo? Não entendi, de onde tirou isto?
- Você sabia que eu era a sócia dos seus pais, quando viu minha foto nos jornais. O que você pensou? Achou que eu diria para os seus pais onde eu te conheci?
- Era só o que faltava! – Riu, soltando a porta e parando diante dela – A minha família não dá palpite na minha vida particular. E muito menos estranhos!
- Estou certa que não e não estou te julgando. Só não entendo, porque está fugindo assim de mim.
- Eu não gosto de você. – Falou sincera – Gostou mais desta resposta?
- Por que não gosta de mim?
- Não gosto do seu atrevimento. Odiei quando você passou a mão no meu peito na frente da minha irmã. Você pegou no meu peito na maior cara de pau. Você é doida por acaso? Aquilo foi o fim!
- Peguei no seu peito? Oh! Mas não foi do jeito que você está pensando – Falou depressa – Não foi de forma abusiva. Eu só estava...
- Não quero problemas, tá? Vamos continuar cada uma vivendo a sua vida, é melhor! Não gostei de saber que colocou detetive à minha procura. Esse tipo de coisa me irrita profundamente. Não gostei de você ir me beijando porque não te dei confiança para tanto. Acho que você me confundiu com Adriana ou coisa pior!
Fabiana sorriu desta vez olhando-a no fundo dos olhos. As palavras duras de Sara não pareceram afetá-la de forma alguma.
- Adriana pelo que vejo é muito fiel a você.
- Não, ela só esta defendendo seu negócio. Ah, e se ela disse que a procuro pouco, é mentira! Eu procuro muito, muito mesmo! Não te devo satisfação, sou livre, gosto de comandar minha vida. Tá bom assim? Agora tenho que ir.
- Tudo bem. – Sorriu, virando as costas e indo pegar seu carro que estava do parado outro lado.
Sara sentou ao volante, observando-a através do espelho. “Tudo bem”? Não acreditava nela. Por que desistiu tão fácil? Se ela se deu ao trabalho de colocar até um detetive para encontrá-la, como podia simplesmente aceitar um não e sair assim? Estava tramando alguma coisa, tinha certeza estava.

Continua…

2 comentários:

  1. Muito bom esse capitulo! Até o proximo! Bjs, amo seus contos!

    ResponderExcluir
  2. Oi Luisa

    Que bom que gostou! Até o próximo. Obrigada querida. Bjs
    Astridy

    ResponderExcluir

Obrigada por seu comentário.