quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Conto - Louca Por Você - Capítulo II




Sara colocou o telefone no gancho pensativa. Pegou um cartão em branco escrevendo algumas palavras. Passou o cartão para Renata recomendando:
- Envie para casa dos meus pais acompanhada de um arranjo de flores.
- Perfeitamente doutora!
- O pessoal da auditoria já está aí?
- Estão aguardando na anti sala.
- Obrigada, vou acompanhá-los agora. Peça a doutora Vilma Gomes para passar em minha sala, antes de ir embora.
Na clínica, Sara teve uma manhã ocupadíssima. Na hora do almoço, Vilma bateu na porta de sua sala.
- Já estou de saída. Queria-me ver Sara?
- Só queria um esclarecimento sobre esta lista de medicamentos que encaminhou para compra. Tem certeza que a quantidade está correta?
Vilma sentou diante dela, pegando a relação. Abriu sua agenda, conferindo seus pedidos pessoais. Explicou porque pediu tudo aquilo e sorriu ao ver que Sara ficou satisfeita.
- Desculpe tomar seu tempo com uma coisa tão simples.
- Bobagem! – A médica riu, aguardando a agenda – Li no jornal desta manhã sobre a sociedade de seus pais com aquela mulher maravilhosa. O que achou dela?
Sara sorriu disfarçando o interesse.
- Eu não a conheço.
- Não? Mas vai conhecer logo, é lógico. Vão se encontrar na casa de seus pais, nas festas e por todo lado. Queria ter a sua sorte.
- Por que diz isto?
- Bom, não é segredo que ela é lésbica. Discreta demais, diga-se de passagem! Tenho profunda atração por esse tipo de mulher que não dá bola, sabe? As pernas dela são de matar! – Suspirou revirando os olhos.
- Que coisa! Vejo que a conhece! – Comentou surpresa.
- Conheço nada! Todas as entendidas que conheço queriam ter um caso com Fabiana Romano. Para falar a verdade, você é a única pessoa que não a conhece. Será possível que nunca viu as fotos dela nos jornais, nas revistas, por todo lado?
- Não leio jornais financeiros e muito menos revistas. Eu leio Medicina, sempre Medicina! – Esclareceu colocando a mão sobre dois livros que estavam na sua mesa. – Entendeu?
- Ah eu sei! Você sempre leva o trabalho a sério demais! É uma intelectual, eu entendo. Pois eu adoro ler as fofocas nas colunas sociais. Quem Casou com quem, quem conheceu quem e quem transou quem. Adoro essa coisa mundana! Se não conhece Fabiana Romano, vai entender o que estou dizendo quando a encontrar. Sua mãe deve estar radiante, não é?
- Sim, nas nuvens! – Riu divertida.
- Você tem muita sorte por ter pais como os seus. Queria que os meus fossem assim, tão cabeça aberta. Bom preciso ir. Eu te vejo amanhã, até mais.
- Até mais.
Quando a porta fechou, Sara pensou nas coisas que ela lhe contou. Sabia que as pernas de Fabiana eram perfeitas como ela tinha dito. O que Vilma pensaria se soubesse que Fabiana preferia uma prostituta a todas as entendidas que suspiravam por ela? Ficaria horrorizada, certamente! Riu deste pensamento. Fabiana era sem dúvida alguma, a mulher mais interessante que viu na sua vida. Devia ter um metro e oitenta de altura. Cabelos grandes, pretos, brilhantes, muito bem cuidados. Olhos verdes, tão verdes como o verde dos campos. Aqueles olhos tinham o tom verde mais bonito do mundo. O corpo magnífico arrastou seus olhos desde o primeiro momento em que a viu. Como se Fabiana fosse uma flor e ela a abelha sedenta por devorar seu néctar. O corpo lindo, de formas perfeitas, estava gravado em sua mente em detalhes. As curvas, o volume dos seios, dos braços longos, as mãos delicadas, o rosto belo, os olhos verdes, o nariz perfeito e a boca. A boca carnuda, feita e totalmente moldada para beijos. Tudo! Durante aqueles poucos minutos em que ficou sozinha na anti sala que ligava ao requintado ninho de amor de Adriana, pode analisá-la perfeitamente.
Se todas as entendidas suspiravam por ela, podia entender bem por que. Mas ela não, de jeito nenhum! Não queria suspirar por Fabiana e nem por ninguém. Imagine! Adorava sua vida! Sua liberdade, sua tranqüilidade e sua paz de espírito. Não! Não queria desejar ninguém. Não queria e nem precisava amar ninguém. Existiam mulheres como Adriana. Mulheres que sabiam bem como satisfazer uma mulher sexualmente. Era isto que contava; nada mais! Justamente por isto, seu coração pedia para não ir ao jantar aquela noite na casa dos pais, por que algo lhe dizia que se fosse, sua vida poderia mudar para sempre. Sentia que aquela mulher era um grande risco. Se nenhuma antes lhe despertou coisa alguma, esta era completamente diferente. Só o fato de estar pensando tanto nela, mostrava que não podia se descuidar.
O fato é que iria aquele jantar porque não podia fugir, mas iria ciente que tinha que manter seus olhos longe dela. Tinha que manter os olhos, os pensamentos, o corpo, tudo! Absolutamente tudo longe de Fabiana Romano.



Chegou praticamente junto com ela. Estava acabando de cumprimentar os pais e a irmã quando ela apareceu com o empregado da casa. Foi à mãe que as apresentou. Sara estendeu a mão cumprimentando-a o mais distante que pode. Depois correu para o barzinho onde o pai estava servindo os drinques. Ele a encarou perguntando com um sorriso.
- Então? Muito bonita ela, não achou minha filha?
- Ah é, uma mulher e tanto! – Concordou aceitando o drinque dele.
- Ela é uma excelente pessoa, não tenha duvidas disto.
- Estou certa que é sim. Bem, e se ela não fosse vocês não seriam sócios dela papai, eu sei disto! Mudando de assunto, desculpe se ando ausente daqui, mas é que tenho trabalhado demais.
- Eu te perdôo. Vamos nos unir a elas – Ele propôs mostrando as mulheres sentadas nas poltronas confortáveis.
Sara foi com ele sem retrucar.
Foram duas horas completamente chatas para ela. Seus pais só falaram sobre negócios. Fabiana a olhava a todo instante e em todas as vezes que a olhava Sara se sentia nua diante dela. Era uma coisa assustadora aqueles olhos descarados dela.
De repente sua mãe tocou seu braço sugerindo algo que deixou Sara mortificada por dentro.
- Querida? Leve Fabiana para tomar um ar no jardim. Ela gosta de fumar ao ar livre. Vocês podem fumar um cigarro lá fora enquanto mando finalizarem o jantar para servir.
Sara a olhou sem acreditar no que estava ouvindo. Neste momento viu Fabiana ficando em pé rapidamente. Fez o mesmo saindo com ela completamente muda.
Aquilo nunca tinha lhe acontecido. A primeira coisa que fez foi acender um cigarro tragando profundamente. Ela estava andando do seu lado. Podia sentir o perfume dela. Sara imaginou que podia ficar calada e fingir que estava sozinha, mas ela falou naquele instante.
- É um prazer conhecer você. Naquele dia, lá na casa de Adriana eu quase morri de vontade de correr atrás de você.
Sara a olhou sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Correr atrás dela? Que absurdo! Era só o que faltava acontecer. Uma estranha correndo atrás dela.
- Você nem me conhecia, que coisa! Correr atrás de mim pra que?
- Porque fiquei profundamente interessada em você. Depois que coloquei os olhos em você não pensei em outra coisa que não fosse te conhecer. Eu quero te conhecer melhor porque eu quero muito namorar com você.
Sara sorriu balançando a cabeça divertida. Ela era louca, só podia ser louca. Só podia rir de uma loucura daquelas.
- Você está enganada, eu não sou o tipo de mulher que está pensando.
- Você não namora? Não gosta de namoro? De romance?
- Eu? Deus me livre! Claro que não! Corro de confusão.
- Mas isto é um absurdo – Fabiana comentou chocada – Toda mulher gosta de namorar. De...
- Eu não! Você errou de mulher! Olha, vamos ficar por aqui mais um pouco, mas caladas, pode ser? Não é por nada, mas meus pais querem muito te agradar e eu os entendo. Só que não tenho nada haver com isto.
Sara encostou-se a uma árvore apreciando seu cigarro neste momento. Fabiana parou diante dela olhando-a de cima a baixo. Ela não acreditava na força dos seus sentimentos por Sara. Todo seu corpo sentia a presença dela. Uma vontade louca, incontrolável de beijá-la a dominou. Ela viu Sara atirando o resto do cigarro fora dando um passo e ficando cara a cara com ela.
- Eu contratei um detetive particular para descobrir quem você era. E por ironia do destino você é a filha dos meus associados. Nunca imaginei isto, nunca! – Falou olhando o rosto de Sara com uma verdadeira adoração.
Sara que estava presa a árvore agora, percebeu surpresa a mudança no semblante dela. Os olhos dela estavam cintilando. Sara percebeu que ela estava próxima demais tentando se esquivar, mas Fabiana foi mais rápida colando seu corpo ao dela.
- Você não gosta de namorar então não temos que namorar.
- Não gosto mesmo...
- Pode ser melhor que namoro – Fabiana falou roçando o corpo no dela.
- Espera ai! Não te dei confiança para...
O beijo calou a boca de Sara. Ela se debateu tentando se soltar, mas as mãos firmes de Fabiana prenderam seus braços com força, enquanto o corpo dela se espremeu ao de Sara, roçando sensualmente seu corpo ao dela.
- Quero ter você porque você é gostosa demais, me deixa num tesão de louco.
- Oh, mas que coisa! Solte-me!!!!!!!!!! Você só pode estar louca. Eu...
Fabiana roçou a boca dela na de Sara naquele instante calando os protestos dela. Sara a olhou completamente chocada. Um sorriso lindo surgiu nos lábios de Fabiana neste instante, então ela beijou Sara em plena boca sem se importar com a fúria que brilhava nos olhos dela.
Aquele beijo foi à gota d’água para Sara. A boca de Fabiana era deliciosa, uma coisa inexplicável de tão saborosa. Sara pensou milhões de coisas enquanto sentia aquele beijo ao qual não correspondia e nem conseguia evitar. Fabiana subiu a mão pela perna dela chegando até a calcinha de Sara. Neste instante Sara reuniu todas as suas forças empurrando-a de si. Ao mesmo tempo ergueu a mão dando um tapa com toda a força no rosto dela.
- Sua tarada! Quem pensa que sou para ir me tocando deste jeito? Não se atreva a se aproximar de mim nunca mais!
Dito isto ela voltou para dentro da casa sozinha e furiosa.
O jantar foi péssimo. Sara se controlou sem deixar que seus familiares percebessem seu estado de animo. Já Fabiana estava completamente à vontade. Sara não acreditou naquilo enquanto a viu comer, sorrir e contar casos para seus pais no decorrer do jantar.
Logo após o jantar Sara se despediu alegando que tinha que ver um paciente ainda no hospital antes de ir para sua casa. Despediu-se de todos saindo às pressas de lá.



Por uma semana, Sara se viu perdida entre a clínica, algumas cirurgias e algumas passadas no hospital, onde dava consultas, duas vezes na semana. Recebeu recados da mãe através de Renata, mas não teve tempo nem para retornar as ligações. Por isto, não estranhou quando ela bateu em sua porta na sexta-feira às dez da noite.
Susana a beijou e seguiu para a sala, indo direto para o bar. Ali serviu um drinque voltando os olhos acusadores para a filha.
- Você esqueceu que tem uma família!
- Sabe que não é verdade.
- Erramos em sua educação? – Perguntou aflita – Será? O que me diz?
- Tem razão por estar tão magoada, mas tive dias difíceis. As coisas se acalmaram e agora terei mais tempo. Irei mais em casa. Como estão papai e Carina?
- Bem. – Falou indo até a janela. Parou ali fitando o vazio lá fora.
Sara foi ao bar, pegando uma dose de uísque para si. Sentou na poltrona, observando a mãe com atenção. Estava perturbada, conhecia sua mãe.
- Não veio aqui só para me cobrar mais visitas em casa.
Susana voltou-se, mergulhando nos olhos dela ansiosa.
- Sua irmã esteve aqui recentemente?
- Veio na semana passada, por quê?
- Estava perturbada?
- Os adolescentes estão sempre perturbados!
- Ela está apaixonada Sara!
- É?
- Não te falou?
Sara acendeu um cigarro, cruzando as pernas sensualmente. Susana a observou, indo sentar ao lado dela. Virou o rosto de Sara na sua direção.
- Você sabe que ela te acha o máximo, não sabe?
- Mamãe, eu conversei muito com ela.
- Falaram sobre mulheres?
- Não, falamos sobre vida, eu dei conselhos, fiz o que pude.
- Então sabe que ela está se inclinando para homossexualidade – Comentou com um suspiro.
- Ela está perdida, é só isto. Mas não existe isto de se inclinar para a homossexualidade mãe. Se ela for lésbica é só uma questão dela se descobrir. Faço de tudo para ajudá-la a se conhecer melhor.
- Está apaixonada por uma garota da faculdade!
- Nesta idade essas paixões são...
- Não, sei que não é só uma paixãozinha, ela está sofrendo mesmo. Não te procurou?
- Sim, porque estava confusa. Fez muitas perguntas...
- Sobre homossexualidade?
- Eu recomendei que fosse a um analista...
- Falou sobre sexo com ela? E ela falou que estava desejando uma mulher, não falou?
Sara suspirou, desviando os olhos da mãe.
- Sei que não gosta de contar suas conversas com sua irmã, Sara. Mas acho que sendo a mãe dela, tenho o direito de saber o que está havendo.
- Você já sabe, ela está apaixonada. – Confessou de uma vez.
- Eu sabia! E agora?
- Agora o que?
- E se não for mesmo homossexual? Se tiver se espelhando em você? O que podemos fazer?
- Ela tem que viver e se descobrir sozinha.
- Ela vai sofrer...
- Vai aprender.
- Pode se perder.
- Mas vai crescer. Mãe olha, Carina sabe das coisas, ela não é boba. Não se preocupe e eu estou sempre conversando com ela. Está sempre por aqui, gosta de se abrir comigo. O que pode acontecer? Eu cuido dela, prometo!
- Assim fico mais tranquila. – Riu, suspirando – Então podemos falar sobre você.
- O que temos pra falar sobre mim?
- Você está fugindo lá de casa. Quero saber por que e agora!
- Que ideia!
- Você foi ao jantar, mas saiu de lá correndo! Nós sempre fomos uma família unida. Você sempre participou dos momentos ruins e dos bons de nossa vida. Você pode viver para sua clínica, mas as empresas ainda serão suas quando nós morrermos. Estamos preparando Carina para cuidar de tudo por que você se recusou. Aceitamos sua decisão quanto a isto, mas é só. Vou marcar um jantar para o próximo sábado. Não tem emergência, não tem nada. Não vai haver desculpas e está acabado. Oito horas em ponto! Compreendeu?
- Hum! – Riu, erguendo os ombros – Oito horas em ponto, entendi.
- Ótimo! – Suspirou, beijando o rosto dela – Seu pai vai ficar feliz. Boa noite!



Fabiana encarou o detetive, sentado à sua frente com muita atenção.
- Infelizmente, os dados que me deu foram insuficientes. Existem mil Saras na lista telefônica. Sem um sobrenome, é humanamente impossível. E a prostituta se recusou a me dar qualquer informação específica. Em vista disto, estou na estaca zero.
- Sei! Mas ela existe! – Fabiana falou muito calma.
- Sim, mas...
- Mas? Não tem mais nem menos, ora! Vá, pode ir, vai receber seu cheque, não se preocupe. Para o seu governo já a encontrei sozinha! Adeus!
O homem saiu mudo. Fabiana pegou o telefone, discando para Adriana Santos. Logo ouvia sua voz!
- Fabiana? Como vai?
- Acho que você já deve ter lido nos jornais que me tornei sócia dos pais de Sara.
- Oh querida, li sim! Infelizmente não respondi as perguntas do detetive que você mandou aqui. Entretanto já deve ter as resposta que queria. Fico satisfeita por você. A verdade é que pouco sei sobre Sara.
- Eu entendo, mas teria pagado muito bem pela informação se você a tivesse me dado.
Adriana deu uma gostosa gargalhada do outro lado.
- Parece que ficou mesmo impressionada com Sara! Quanto você pagaria para saber do paradeiro dela?
- O valor que você pedisse.
- Desculpe Fabiana, mas não faria este tipo de negócio. Se precisar me procurar por outra razão, terei prazer em atendê-la.
- Muito bem obrigada! – A linha foi cortada. Fabiana colocou o telefone no gancho dando um sorriso – Ótimo! Agora Adriana já deve estar ligando para Sara – Falando isto em voz alta ela abriu a pasta que estava sobre sua mesa passando a ler. Mas segundos depois voltou a pensar em Sara. Só pensava naquele beijo.
Desde o primeiro instante em que bateu os olhos em Sara que ficou louca por ela. Fechava os olhos e ela estava lá. Quando abria os olhos, ela também estava lá. Aonde ia, buscava o rosto dela em cada mulher que via pela frente. Não entendia como aquilo foi acontecer. Logo ela que evitava todo e qualquer tipo de envolvimento com qualquer mulher. Por isto costumava procurar Adriana. Quando precisava de sexo, ela era perfeita para satisfazê-la, mas agora não conseguia mais ter paz. Não conseguia dormir, não conseguia comer e até no trabalho estava começando a se distrair. Tinha que voltar a ver Sara! E sabia que no próximo encontro teria que ser mais cuidadosa para não assustá-la como assustou na noite em que a beijou.


Sara recebeu naquela noite, o segundo telefonema de Adriana. Assim que reconheceu a voz dela, seu coração disparou.
- Adriana! Suas ligações estão começando a me preocupar!
- Perdão, mas é que precisava te contar que Fabiana Romano mandou um detetive aqui para fazer perguntas sobre você.
- O que? Ela fez isto? Ela me falou que contratou um detetive mesmo. E o que você disse a ele?
- Nada! Por isto ela me ligou. Estava bastante ansiosa. Acho que ela me ligou para que contasse para você.
Muda, Sara não conseguiu abrir a boca.
- Ela me ofereceu dinheiro, para dar informações sobre você. Na verdade, até poderia ter falado, mas achei-a ansiosa demais. Além disto, não tenho o costume de dar informações sobre meus clientes. A não ser que você deseje que eu conte algo.
- Mas é claro que não, você fez muito bem. Na verdade, nem sei como agradecer.
- Agradeça vindo me ver. Clientes como você e Fabiana, não gostaria de perder jamais! Essa história é muito estranha, por que segundo sei, ela se tornou sócia de seus pais, justamente naquele dia em que vocês duas estiveram aqui. Estou errada?
- É verdade, de qualquer forma, obrigada. Se tiver tempo apareço. Até logo!
- Até logo!
Sara soltou o telefone, sufocada. Aquela mulher só podia ser louca! Imagine colocar um detetive para encontrá-la. Só tinham se visto duas vezes. Que loucura! O que ela queria? O que estava pensando? O mundo estava cheio de mulheres, por que estava assim à sua procura? E ligando para Adriana, oferecendo dinheiro, agindo feito louca. Que absurdo! Ainda teria que ir ao tal jantar na casa de seus pais. Iria encontrá-la novamente e o que faria? Não podia mais inventar desculpas, pois sabia que os pais não iriam perdoá-la. Droga! Que emboscada! Como iria sair daquela situação?
                                               

                                            CONTINUA…

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