quarta-feira, 16 de abril de 2014

Elas Fazem Por Amor. - Capítulo 41


           Neste momento, Isabel entrou no quarto sendo puxada para a cama por Laura.
Laura beijou os lábios dela confessando apaixonada.
- Você não sabe como morri de saudades. Como vivi louca para vir correndo para seus braços. Oh, preciso tirar suas roupas. – Contou puxando a blusa dela com urgência.
- Nossa, que desespero delicioso. – Isabel comentou empolgada. - Adoro quando você me pega assim...
- Você não faz nem ideia do quanto te quero Isabel. – Confessou Laura puxando a calça comprida e a calcinha dela. Roçou o corpo contra o dela sorrindo feliz. – Eu amo você Isabel. Amo tanto... - Parou olhando os seios dela em suspense. - Tanto e só agora me sinto segura para confessar meu amor de coração aberto.
- Laura eu não sei o que faria da minha vida sem você. Você não permitiu que te contasse que meu casamento estava terminado. Só queria te dar essa segurança que está sentido agora.
  - O que importa é o que sinto agora. Voltei por você e vamos ficar juntas. – Contou beijando-a longamente.
Rolaram na cama gemendo excitadas. Perdidas em beijos, acariciavam mutuamente seus corpos.
Os lábios de Laura percorreram o corpo de Isabel com desespero e loucura de numa saudade que ela ansiava matar amando-a.
Isabel agarrava o corpo dela tentando beijá-la a todo o momento.
Entre beijos e gemidos, Laura deitou sobre o corpo de Isabel beijando os seios excitada.
- Ai... Ai... Que saudade da sua boca em meu corpo... – Isabel gemeu confessando em brasas.
- Estava ardendo de saudades dos seus seios amor... Do seu corpo... Do seu cheiro... Do seu gosto... Aaaa... – Laura sussurrou sugando o biquinho de um dos seios neste instante.
- Amo você ardendo de saudade... Oh... Uii... Ah...
- Preciso de você agora. – Laura confessou descendo beijando o corpo dela sedenta.
Beijou as pernas abrindo-as com carinho. Sua língua deslizou saudosa pela grutinha encharcada. Isabel agarrou a cabeceira da cama rebolando na língua dela.
- Aiiii... Ai que delícia amor... Oh...
Seu sexo dançava contra a língua macia. Laura a chupava cada vez mais rápido. Seus dedos entravam e saiam dela ao mesmo tempo.
- Aaaaaa... Aaaaaaaaaa... Oooo...
Laura estava excitada demais. Não parava. Sentia o corpo de Isabel cada vez mais solto contra sua língua. 
A campainha tocou neste instante.
Laura ergueu o rosto perguntando baixo.
- A campainha... Quer ir atender?
- É para Helena amor. Não pare, vem...
Laura voltou a deslizar a língua na vagina ensopada extremamente excitada.
Isabel agarrou neste momento os cabelos dela gemendo enquanto gozava intensamente.
- Ooooooooooooo... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Helena abriu a porta olhando os dois seguranças surpresa. Os dois homens olharam para dentro ouvindo o gemido que vinha de dentro da casa.
Helena puxou a porta saindo para que eles não ouvissem o que se passava.
- Boa noite Senhorita! Pode nos acompanhar, por favor?
- Acompanhar vocês por quê? Juliana marcou aqui comigo!
- A excelentíssima juíza recomendou que buscássemos a senhorita e a levasse ao seu encontro.
- Oh a excelentíssima juíza recomendou isto? Então vou me trocar rapidamente para que ela não perca muito tempo esperando. – Respondeu olhando para os dois incomodada. – Façam o favor de aguardar no carro. Não vou sair de camisola e muito menos sem me arrumar adequadamente para ver a excelentíssima juíza. Se orientem! – Pediu abrindo a porta e fechando-a na cara dos dois homens que trajavam ternos alinhados.
Dez minutos depois voltou entrando no carro. Não falou nada enquanto o carro seguia por ruas e mais ruas. Os dois seguranças também não abriram a boca.
Quando o carro estacionou no pátio da casa, o segurança que estava dirigindo desceu abrindo a porta.
Helena saltou do carro agradecendo.
- Obrigada!
Em seguida foi para a casa com passos decididos.
A porta abriu quando ela pisou a soleira.
A criada sorriu cumprimentando-a.
- Boa noite Senhorita Helena!
- Boa noite! – Respondeu passando por ela e entrando.
Juliana estava entrando na sala neste momento para recebê-la. Abriu os braços para abraçá-la, mas Helena perguntou agitada surpreendendo-a.
- Posso saber por que aqueles seguranças que me sequestraram foram me buscar Juliana?
- Boa noite querida! Que bobagem que você está dizendo? Eles não te sequestraram. Não fale assim. – Juliana pediu sorrindo.
- Sei! Quer saber? Você é muito estranha! Colocou uma aliança no meu dedo depois tomou a aliança.
- A então é isto novamente? – Juliana perguntou começando a rir mais descontraída.
- Ora é isto sim, afinal estamos nos encontrando todos os dias e você nunca mais falou naquela aliança. Estou fazendo papel de ficante, é isto?
- Por que papel de ficante se eu amo você?
- Se me ama por que pegou a aliança de volta?
- Já não falamos sobre isto? Você ficou apavorada. Isabel foi a minha procura não recorda? Ela pediu por você. Que o noivado fosse cancelado.
- É... Ela foi pedir isto sim, mas já conversamos. Já até viajamos juntas. Já voltamos da viagem e a única coisa que você parece querer é transar comigo. – Explicou incomodada. – Quando recusei a aliança foi porque levei um susto imenso. Fiquei com medo de perder meu emprego e você sabe bem disto. Não se faça de desentendida. Agora a pouco, agora a pouco... Oh que droga! Seu segurança me fez sentir como se eu fosse uma idiota. Perguntei por que você não foi ao meu encontro e ele respondeu como se o fato de tratar você pelo seu nome fosse um crime. Ele Disse: “A excelentíssima juíza recomendou que buscássemos a senhorita.” Falou como se eu estivesse desrespeitando você Juliana. Ora isto é o fim sabia? Por que todos te tratam com essa pompa toda e eu não vou te chamar de excelentíssima coisa nenhuma! Porém me senti mal com a forma que ele falou comigo.
- Helena? Entendi exatamente como se sentiu. As pessoas tratam-me com respeito de fato, mas você é a mulher que eu amo e não quero que me chame assim. Não precisa ficar deste jeito por algo que não interfere entre nós. O que sou profissionalmente não tem nada a ver com o que sinto por você.
- Não? Você é a excelentíssima juíza que colocou uma aliança no meu dedo, tomou e nunca mais tocou no assunto. O que eu sou agora? Sua amante? É isto que eu sou? – Perguntou olhando o robe curto e sensual que ela estava usando. – Você simplesmente manda seus seguranças me trazerem para cá como se eu fosse uma mulher só de sexo ou coisa parecida. Só que não sou! Não sou nada disto! Não sou usável! Se oriente!
Juliana sentou na poltrona cruzando a perna muito tranquila.
- Tenho ido encontrar você sozinha todos os dias querida. – Lembrou imperturbável.
- Por que está tão calma? Estou que não me aguento! Não percebe que estou retada com você? É por isto mesmo que estranhei aqueles dois homens de terno irem me buscar hoje! Por que eles se referem a sua pessoa como se fosse à autoridade máxima e me sinto ridícula! Por isto mesmo pensei: O que eu sou para ela afinal?
- Você é o meu amor. Venha aqui, venha. Sente-se do meu lado.
- Não quero. – Helena respondeu sentida.
- Querida, não fique assim por uma bobagem.
- Bobagem para você. Aqueles seguranças me olham como se eu fosse apenas a sua amante.
- Não Helena, não pense isto. Sente aqui. – Juliana pediu indo até ela levando-a até o sofá.
Sentou ao lado dela observando-a com atenção.
Helena estava de cabeça baixa. O beicinho fez Juliana sorrir achando-a linda. Sempre achava que ela ficava linda quando fazia aquele beicinho.
- Não precisa ficar emburrada. Eu te amo.
- Não ama não. – Helena respondeu ainda chateada.
- Claro que amo. Olhe para mim. Olhe querida.
- Não quero. Não olho. Não quero ouvir mais nada. Estou retadíssima! – Helena respondeu dando de ombros.
- Por que você tem que emburrar atoa assim? Não acha que te trato com respeito?
- Não acho mais não.
- Helena?
- Hum?
- Pare com isto amor.
- Não paro. Você não merece.
- Vou te dar um abraço. Só um abraço para te acalmar.
- Não quero intimidade. Fica longe. Nem precisa queixar que não quero. – Helena pediu ainda sentida.
- Não quer um abraço? Não quer nem um beijo? Nem uma assanhadinha? 
- Hum?
- Minha bobinha mais amada. – Juliana falou tocando a mão dela com carinho.
- Não force. Não quero assanhamento hoje.
- Mas querida...
- Você me faz perder a cabeça só para bulir comigo.
- Meu bem? Essa expressão bulir é tão pesada. Não quero bulir, só quero te amar.
- Não entendo. – Helena respondeu virando o rosto agitada.
Seu coração estava disparado.
- Você entende sim. Entende que eu te amo. – Juliana respondeu cheirando os cabelos dela encantada. – Entende o quanto te desejo minha linda emburradinha?
- Entendo que você tomou a aliança e agora só sirvo para te satisfazer sexualmente. É isto que os seus seguranças devem pensar. Vi bem isto nos olhos deles.
- Meu amor, por favor! Me dá um beijo. Estou com tantas saudades...
- Saudade só de sexo! – Helena falou olhando-a nos olhos. – Assim vai acabar cansando de mim. Tô magoada com você. Sai pra lá!
- Não seja malcriada. – Juliana pediu tentando abraçá-la.
- Não vem que não quero. – Helena reagiu arredando de perto dela para o outro lado do sofá.
Juliana a olhou com toda a paciência do mundo. Tinha certeza que Helena queria que ela pegasse a aliança e colocasse no seu dedo de volta.
- Mandei te buscar para jantarmos juntas.
- Tomara que seja mesmo! Por que não vim aqui para pular na sua cama. Já está passando da hora de me tratar como mereço ser tratada. Não me apresentou para o seu pai e sua mãe? Não me expôs para todo mundo mostrando que sou lésbica? Não me fez quase perder meu emprego? Ainda me iludiu com falsas promessas de uma lua de mel em Portugal! Toma tenência Juliana! Eu me defendi de você! Fugi feito uma condenada para acabar assim? Se olhe!
- Sim, fiz exatamente isto. Quanto ao seu emprego escrevi para o reitor da sua faculdade solicitando a ele que não te prejudicasse...
- Ao que ele obedeceu como é lógico! Seria impossível que ele negasse uma solicitação da excelentíssima juíza. Este é o tipo de confusão que ninguém em seu estado normal desejaria criar. Você mandaria prender quem ousasse não atender um pedido seu!
- É lógico que não mandaria prender ninguém! Você está sendo irônica comigo?
- Lógico que estou! Você acha que porque é juíza está acima de tudo e de todos?
Juliana engoliu em seco olhando-a detidamente.
- Helena? Você acredita que está sendo justa comigo?
- Acredito sim! Você faz ideia que me humilhou duas vezes?
- Eu te humilhei duas vezes? Quando que te humilhei duas vezes? – Perguntou confusa.
- Sim! A primeira quando me fez ficar sua noiva na frente de todo mundo e a segunda quando foi a minha casa tomar a aliança!
- Helena, Helena, por favor! Você bate na mesma tecla volta e meia. Só o fiz porque era o que você queria querida.
- Queria sim, acontece que eu estava confusa. Fiquei completamente atormentada. Meus sentimentos ainda não estavam claros e você simplesmente pediu a aliança de volta e parou de me procurar.
- Pelo jeito você não entendeu o significado da rosa vermelha que te dei naquele dia. – Juliana comentou admirada.
- Acho até que poderia ter entendido se depois você tivesse me procurado para fazer algo além de sexo!
- Por acaso te forço a fazer amor comigo? Segundo sei você quer tanto quanto eu.
- Lógico! Mas é lógico! Você não me seduz? Não me tenta? Passa essa mão boba na minha bunda, eu, eu, sou de carne e osso! Não sabe disto? Que sou humana? Oxé! É por isto que acabo indo para a cama com você. Se oriente Juliana!
- Só por sexo? Só porque minha mão é boba e você é humana? – Juliana perguntou decepcionada. – Pensei que era mais que isto para você.
- Tenho que falar tudo tim por tim? Nós mínimos e mesmíssimos detalhes? Você falou até de passar a lua de mel em... Nem quero lembrar! O que aconteceu com todos aqueles planos? Porque passei a ser apenas momentos de prazer para você?
- Você está me ofendendo falando assim...
- Ofendida vivo eu minha cara juíza! Não percebe que tenho sentimentos? Não percebe que posso ser tudo de menos uma mulher para ser usada quando você bem quer e deseja? Eu quero o seu amor! Não quero só sexo!
- Eu também quero o seu amor. Nunca quis apenas sexo...
- Então por que só me procura para transar todos os dias?
- Agora chega! – Juliana a cortou erguendo-se na hora. – Vou aprontar. Vamos sair para jantar.
- Não precisa disfarçar, sei muito bem para que você mandou me buscar. Foi apenas para desfrutar do meu corpo...
- Helena? Agora chega! Estou certa que você sabe, principalmente porque você já me conhece muito bem. Não te chamei apenas para usar seu corpo coisa nenhuma porque nunca usei seu corpo! Sempre fiz amor com você. Independente disto, vamos sair para jantar. Dê-me cinco minutos. – Juliana pediu indo na direção do quarto.
Helena a seguiu devorando o corpo dela com desejo enquanto ela tirava o robe pegando um vestido que estava sobre a cama.
Admirou a linda colcha que cobria a cama naquele instante.
- Bonita colcha! Essa não conhecia.
- Minha mãe me deu ontem de presente. – Juliana contou parando diante do espelho para acertar o vestido no corpo. Puxou o fecho pegando um colar que combinou com o vestido abotoando com agilidade. Pegou o pente passando nos cabelos lindos que caíram brilhantes pelas costas.
Helena continuou parada admirando o vestido e os cabelos lindos encantada.
- Falando em sua mãe, ela não estranhou o fim do nosso noivado?
- Ela não ficou sabendo que você não quis continuar noiva. Teria que dar satisfações. Preferi não contar. – Juliana respondeu olhando-a através do espelho.
- Estou entendendo. – Helena respondeu olhando os sapatos de salto que ela sentou na cama para calçar. – Nossa que sapato lindo! Também foi sua mãe que te deu?
- Não meu amor. Comprei na semana passada. – Juliana respondeu erguendo-se da cama.
Voltou à cômoda passando batom nos lábios. Em seguida passou perfume pegando a bolsa e caminhando para a porta. Parou sorrindo e avisando tranquila.
- Podemos ir agora.
- Hum tá! Pelo menos vamos mesmo jantar. Eu até recusei a pizza que Isabel me ofereceu porque você disse que iríamos jantar. – Helena comentou seguindo com ela pelo corredor.
- Fez bem em recusar. Vamos jantar muito bem em um restaurante delicioso.
- Que ótimo! Sabe o que estava pensando hoje cedo?
- Não! Em que estava pensando Helena?
- Estava pensando que você sempre abre mais os olhos quando eu falo oxé.
- A sim! – Juliana concordou abrindo a porta que dava para o pátio sorrindo do que ela estava falando.
- Porque você abre mais os olhos? – Helena perguntou demonstrando curiosidade sobre aquele comportamento dela.
- Não sabia que abria mais os olhos. Eu acho que isto é tão seu Helena. Você é baiana, é natural que fale “oxé”. Gosto de ouvir. A verdade é que acho fofo.
- Fofo? Achei que você achava feio. – Helena comentou surpresa caminhando para o carro.
Juliana estava em pé segurando a porta para que ela entrasse. Olhando-a depois que ela sentou, comentou antes de fechar a porta.
- Nunca achei feio. Acho fofo! Você tem inúmeras coisas que acho fofo e que me encantam. – Confessou fechando a porta e dando a volta.
Sentou ao volante ligando o carro com um ar feliz.
- Sabe, é que oxé é uma expressão bem popular e nem todo mundo gosta. É como uai em Minas Gerais. Ou como o bah dos Gaúchos.
- Sim, eu sei! Acontece que não vejo nada demais quando ouço outros baianos falando oxé. Porém, quando você fala é lindo.
- Que bom! – Helena respondeu sorrindo. Depois observou Juliana enquanto ela dirigia falando admirada. – Pensei que iria sair com seu motorista e aqueles seguranças.
- Mudei de ideia!
- Por causa do que falei, imaginei! Não creio que tenha falado nada demais. Quero dizer, tenho sentimentos. Uma relação puramente sexual não me agrada.
- Antes de me conhecer você queria muito encontrar uma mulher com a qual pudesse transar. Queria ir para a cama com alguém com quem sentisse alguma coisa. Você me contou, esqueceu? Você se sentia sozinha demais. Queria alguém que fizesse parte da sua vida. Que preenchesse de vez seu coração.
- É... Eu queria um amor! Contei sim! Contei em um momento de intimidade. É normal, não acha? Transar por transar não me satisfaz. Não me satisfaz mesmo! Sou uma mulher aberta! Sou muito aberta e moderna. Sexo faz falta, muita falta! Eu sentia muita falta de fazer sexo com uma mulher que despertasse meu desejo e na qual pudesse confiar. Porque também não queria pegar nenhuma doença. Tem mulheres por ai que estão cheia delas.
- Delas o quê? – Juliana perguntou distraindo ao frear diante de um sinal.
- Não está prestando atenção? Cheias de doenças! DST entende?
- A sim, entendo sim!
- Então para transar hoje em dia todo cuidado é pouco. Todo mundo está passando o rodo. De repente pode-se transar com uma mulher e pegar um monte.
- Monte de doenças? Você tem razão nisto.
- É isto, pegar um monte de doenças. Depois se pegar o que se vai fazer? Se fosse com a gente. Se eu pegasse um monte de você. Eu ia jogar na sua cara: Você me passou um monte de doenças. Estou cheia de doenças por sua causa. Porque você transou com sei lá quem e nem sei com quantas você fez! Estou toda furada de agulhas para exame disto e daquilo. Vou acabar sem sangue deste jeito! Agora o que você vai fazer? O que vai fazer?
- Certo! Estou entendendo. Você iria me acusar e cobrar uma posição minha.
- Isto! Só que você não iria poder fazer nada por mim. Eu já estaria cheia das tais doenças e teria que ir tratar delas. Só que algumas deixam sequelas. Provavelmente você me abandonaria...
- O que? Eu faria isto? Abandonaria você? Não abandonaria de forma alguma! – Juliana respondeu admirada.
- Tudo que estou falando é uma hipótese Juliana. Por favor, não viaja tanto assim.
- Estou entendendo que é uma hipótese, mas essa de que eu te abandonaria não é legal considerar nem hipoteticamente. 
- Tá certo então, ainda assim ficariam as sequelas. Em mim, entendeu?
- Entendi.
- É por isto que eu desejava demais uma parceira em quem poderia confiar sexualmente. Só que não era só isto. Não era só sexo e você entendeu muito bem o algo mais quando te confidenciei.
- Tanto entendi que ficamos noivas...
- Ficamos sim! Nem me contar você contou.
- Já admiti que eu agi de forma errada.
- Muito errada. – Helena comentou vendo a placa do restaurante onde ela estacionava agora. – Nunca estive aqui.
- Venho sempre. Vai conhecer uma das melhores comidas desta cidade. Vamos lá!
                                       Continua... 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pedaços de pensamentos.

Não, não é assim. É diferente! É um prato feito com amor.
Feito por uma desconhecida para encantar pessoas que se amam.
Entende que o amor pode estar em qualquer coisa?
Mais do que nos seus olhos ou nos meus, também neste aroma delicioso que sentimos agora. 
No que você está sentindo. No que eu estou sentindo. 
É isto que nós duas quase perdemos.
Astridy Gurgel

domingo, 13 de abril de 2014

Força!

Deus nos dá força para lutar e vencer as dificuldades. Fico mais forte à medida que enfrento com coragem minhas diversidades.
Hoje, amanhã e sempre, a força da fé vive em mim.
Astridy Gurgel
“O inimigo de meu inimigo é meu amigo.” 

Tire a venda dos teus olhos.


“Nenhum médico é capaz de curar a cegueira da mente.” (Textos Judaicos)  
“De onde vem sua inspiração?”
Ontem meu dentista me ligou. Conversando ele disse que tem uma casa de marimbondos aqui no terraço que estão indo para a janela do consultório dele incomodando demais.
Perguntou o que eu poderia fazer. Imaginei na hora eu lá derrubando a casa dos bichinhos e os marimbondos me enchendo de picadas. Aqueles ferrões doem por demais. Noooooooo!
Uma casa de marimbondos cheia deles. Fazendo aquele barulho peculiar que fazem em bando. Centenas deles!
Fogo na churrasqueira. Cerveja gelada sendo servida. As colegas reunidas. Algumas nem se conhecem. Conversas agradáveis, conversas bobas. Duas moças estão trocando olhares. Aquela atração está rolando forte entre elas.
Os marimbondos não sabiam disto, do clima entre as duas, e dois aproximam picando uma delas.
Uiiiiiii! Aiiiiiiiiiiiiiii!
Um aiiiii sofrido.
Uma confusão! A outra se aproximou rapidamente sentando ao lado dela.
Olhou as picadas tentando fazer alguma coisa.
Pediu álcool para passar nos locais picados. Passou assoprando a pele toda cuidadosa.
A outra se sentiu aliviada. Agradeceu demais passando a conversar com ela.
De onde você é?
Daqui mesmo.
Tem namorada?
Não! Nem lembro mais que gosto tem um beijo! Esqueci!
Esqueceu nada! Isto não se esquece.
Sou sem sorte com mulher.
Não sei se existe isto. Sorte com mulher? Será? Tem tantas mulheres neste mundo.
É! Não quero tantas. Uma só basta.
As duas sorriram. Continuaram conversando e tomando cervejas distraídas.
As pernas em baixo da mesa se roçavam quase ao acaso.
Aqueles olhares de longe agora aconteciam próximos.
As outras convidadas deixaram de ser notadas. De repente as duas se sentiram sós. Não escutaram mais voz de ninguém.
A música parecia tocar só para elas. A cada música um comentário.
Amo essa música. Você gosta?
Adorava, mas não mais. Lembra coisas tristes.
Que coisas? Alguém?
É! Uma ex.
Sei. Ainda gosta dela?
Não! Nada disto! Passou! Esqueci! Ela me traiu!
Traiu?
Sim!
Que chato! Odeio traição!
Todo mundo diz que odeia traição. Por que traem então?
Eu nunca traio!
Mas pode trair!
Duvido.
Não diga desta água não beberei. É assim que as pessoas fazem o que afirmam que nunca farão.
Está me julgando? Não me julgue.
Não! Nada disto! Seus olhos são lindos. Já te que falaram isto?
Já!
Ah! Imagino. Desculpe!
Sem essa, tudo bem. Sua voz é muito doce. Gostosa de ouvir.
Agora fiquei sem graça.
Não fique.
Quer carne? Pego para você.
Quero!
Já volto...
Assim acontecem os romances ou a tal da inspiração. Sem graça né? Exatamente como na vida real. Um romance começar de uma picada de marimbondos? Que preguiça! (Risos).  
Engraçado isto. Escrever não tem nada a ver com lógica. O que tem lógica é química, física, matemática, biologia, etc.
É igual a sexo. Não dá para ficar pensando o que vai fazer.
Vou pegar na mão. Nos braços. Dar um beijo. Acariciar os seios.
Não! Melhor beijar o rosto, a nuca, a orelha...
Tirar a roupa... Opa! Não será melhor tirar a roupa dela? Ou deixar que ela tire?
A sua? A dela? E agora?
Não dá para ficar elaborando algo assim na cabeça. Essas coisas acontecem. São naturais.
Como é natural respirar, pensar, sonhar, cantar, sorrir, gostar, sentir...
Odiar, magoar, Opa!
Odiar e magoar são naturais? Nananinanão! São sentimentos que podem ser contidos.
O ideal é não odiar ninguém. Por mais que a pessoa tenha te ferrado, pisado, humilhado não compensa sentir ódio.
Magoar quem te magoou não vai acabar com a mágoa. Mágoa é um sentimento ligado ao gostar, próximo do amor, por isto só quem consegue nos magoar são as pessoas que gostamos ou amamos um dia, diga-se, infelizmente foi amor. Se não gostamos de uma pessoa e ela tenta nos magoar não consegue. Porque não gostamos dela. Não existe um sentimento forte que leve a uma mágoa. O sentimento se despertar algum, provavelmente poderá ser raiva. Raiva passa.
Mágoa? Mágoa não passa com facilidade. Mágoa demora a passar se for alimentada. Esqueça a mágoa e quem te magoou.  
Os melhores sentimentos são os bons sentimentos. As melhores reações são as sadias. Tudo que é negativo não nos faz bem.
Os pensamentos negativos causam imenso mal. À tristeza precisa ser constantemente despistada. Porque se deixar ela fica tempo demais.
A alegria é a mais querida. Né? Quem não adora quando acorda alegre? Mas a alegria é serelepe. Parece criança de tão danada. Qualquer problema ela sai correndo.
Estava conversando na semana passada com Rê e do nada perguntei se ela era feliz (Risos). Respondeu que era uma pergunta complexa. Enrolou-se toda. Devolveu a pergunta na hora para escapar da resposta. Dias depois respondeu lá no Facebook, mas pelo tempo que levou fiquei com a sensação de que ela estava procurando a felicidade para responder.
Claro que a gente sabe que felicidade é relativo. Uma hora estamos felizes, em outra estamos tristes. Somos uma infinidade de sentimentos e a cada hora um nos visita. O que importa é estarmos preparadas para viver cada um destes momentos com tranquilidade.
Existe tranquilidade na tristeza? De certo que não, mas existe consolo. O consolo de saber momentos tristes também vão embora.
O dia que estou feliz falo logo: Oba!
O dia que estou triste falo para mim mesma: Fica assim não boba!
Normal, porque quem tem que colocar a gente para cima a é a gente mesmo. Se for depender dos outros estamos ferradas. Principalmente porque não vamos ficar falando por ai:
Estou triste!
Se bem que se falarmos que estamos tristes as pessoas que nos detestam vão logo gostar (Risos).
Agora se falarmos que estamos felizes, virge Maria! A felicidade gora em questão de minutos. Minutos? Oh meu Deus! Acho que em segundos!!!!
Estão achando que é brincadeira? Vai pensando.  
Mudando um pouco o rumo da prosa, vocês acreditam em olho gordo? Crendice diriam algumas pessoas. Muita gente não acredita. Não acredita que o olho gordo atrapalha a vida. Quer ver uma coisa simples? Façam o ritual do azeite que vocês irão saber se tem mau-olhado.
Eu acredito e me protejo como posso. Acredito em benzeção também! Não sou macumbeira, sou esclarecida! Benzeção não é macumba. Benzeção se faz com orações e muita fé em nosso Senhor Jesus Cristo.  
Existem épocas que nos sentimos pesadas, estranhas. Não é pesada de peso. Nem estranha de: “Carrie, a Estranha.”
É uma situação em que nada dá certo. Trava tudo. Um trem esquisito. Surgi um problema e em seguida surgem outros parecendo uma avalanche.
A cabeça dói, as costas e nem sempre percebemos que é um estado nervoso. Não adianta ir ao médico, não é doença, são contrariedades que fazem o corpo reagir com dores momentâneas.
A dor de cabeça que muitas vezes sentimos algumas vezes não passa de uma preocupação. O nosso corpo dá sinais alertando quando essas dores chatinhas aparecem.
No geral, tirando os encalços do dia a dia, é gostoso sentir a vida acontecendo. Né não?


Outro dia estava rindo sem maldade da galera que gosta de beber bem. E quando digo beber bem é beber muito e todos os dias. O que acho engraçado são as desculpas que encontram para justificar as razões pelas quais irão beber.  
Sexta-feira é uma maravilha para quem bebe. É motivo de grande alegria por fechar os dias de trabalho da semana. Tem o Happy hour, a galera se reúne, não só aqui, em vários países é assim, é de praxe!
Sábado é sábado! É um dia delicioso. “Porque hoje é sábado e amanhã é domingo...” Vinícius, Vinícius! Nunca esqueço Vinícius! Bebem porque é sábado e sábado só existe um! Precisam rebater urgentemente a ressaca da sexta-feira.
Domingo bebem porque o final de semana está acabando e detestam os domingos.
Segunda feira? A segunda-feira a galera bebe porque é segunda e a semana está começando e será longa. Além de rebater a ressaca do domingo.
Terça-feira, quarta-feira e quinta-feira bebem porque a semana está arrastando, não acaba, o tempo não passa, tem que arrumar a casa, a vida está difícil, muito trabalho e quase nenhuma diversão. Aquela mulher não liga, a mãe está enchendo o saco, o irmão mais novo não dá paz, tirou nota baixa no trabalho da faculdade. Quem mora sozinha não tem dinheiro para pagar o aluguel, para a luz e a água. Pelo menos bebendo estão fazendo alguma coisa, sem contar que sexta-feira não chega nunca.
Pronto, sexta-feira chegou e continua tudo a mesma coisa. De sexta a sexta o negócio é beber. E daí? Cada um na sua! Não entendo porque as pessoas justificam porque bebem.
Se for beber tem que descontrair. O pessoal senta em um barzinho e cada um que passa estica o olho na mesa contando as garrafas de cervejas vazias (Risos). Nem sempre estão contando as garrafas. Muitos dariam tudo para estar sentados na mesma mesa que vocês estão. Rindo, jogando conversa fora e descontraindo.
Quem está passando pode estar vindo do trabalho, de um velório, de um hospital, às vezes de um encontro ruim, de outras acabou de passar por uma grande decepção. Ainda assim olham e talvez seja mesmo só por olhar com uma infinidade de pensamentos indecifráveis.
Quem está pagando a conta? Que se dane o povo! A língua do povo! A inveja do povo! Que se dane tudo! Ninguém deve satisfação do que faz da vida para ninguém.
Mané nenhum te ajuda quando está precisando. Se tá no fundo do poço. Se ganhou o fora da namorada. Se perdeu o emprego. Se perdeu alguém para a morte. Se pegou sua namorada na cama com outra. Se quebrou um dente. Se engordou e as roupas do guarda roupas não te servem mais. Se não passou no vestibular ou na prova do concurso.
Quem é que liga para os seus problemas? Quem é que te estende à mão quando tem um problema? Pare e pense! Quem? Tá pensando que é fácil viver no meio deste povo que olha de lado como se não visse nada e sai metendo o pau quando vira as costas?
Relaxe e viva! Porque este mundo é cheio de falsidades sim. Mil vezes sim!
Podem pensar com firmeza: Quem gosta de mim sou EU.
Agora não esqueçam, que muitas vezes, a turma que sempre chama vocês para beber todos os dias. Que apresentam drogas para vocês. Que despertam a curiosidade e talvez até invejas nos passantes, estas amigas e amigos que vocês enchem a boca para chamar de amigos, são amigos sim. Na mesa de bar ou nas festas entre bebidas e drogas todo mundo é amigo. Todo mundo é chapa. Todo mundo é querida, é dez, é sensacional, é especial, é o melhor que tá tendo. Se um dia vocês precisarem de um deles irão perceber que a amizade só existiu na hora do rock.
O mais interessante é que todas vocês sabem disto. Depois, vocês falam:
Achei que eram meus amigos de verdade.
Amigos de verdade? Sabe o que existe de verdade? Pai e mãe são de verdade.
Podem ter certeza que são raríssimas as pessoas que percebem isto. Que pai e mãe são de verdade e é a eles que se deve dar muito valor.
Porque amigas de bar? Amigos de boteco? Gente que só aparece na hora da farra? Do churrasco? Da festa? Este povo só está na vida de vocês de passagem. Se vocês ficarem “entre a cruz e a espada” não vai ficar um para dar uma força. Não estou falando que as pessoas são vira folha, estou falando que elas não serão constantes. São momentos como muitas transas são por ai. Não serão constantes e vocês estão colocando fé em quem está apenas ocupando o tempo de vocês. Estão colocando fé em rios e nuvens que estão passando por suas vidas.
 É muito bom beber nos finais de semana. É gostoso descontrair. É bom beber uma cervejinha com a namorada ou as amigas. É bom demais relaxar fugindo da realidade. Até o dia que você começar a beber demais. Vai querer fazer amor com a sua namorada e ela vai fugir porque você está bêbada. Você passou da conta. Alguém sempre passa da conta. As gargalhadas acabam como por encanto. A graça acaba e você deixa de ser uma pessoa interessante. Sua vida desmorona sem que você perceba. Anúncios de bebidas não avisam que a bebida pode te consumir.
Beber a semana toda? Poxa, se liguem porque isto pode acabar muito mal. Quem gosta de vocês, quem realmente sente amor por vocês, não vai querer que fiquem invernadas no álcool. Pensem nisto. Pensar não gasta nenhuma energia.
Não acredite nestas amizades não boba! Isto não é real. Melhor, não é verdadeiro!
Como? Quem? Eu? Eu sou descrente? Que absurdo! Descrente por causa de quê? Não sou não! Só não sou mais cega!
Já fui cega. Já andei com a galera direto e reto. Já sai inúmeras vezes para barzinhos. Já vivi tudo isto que vocês estão vivendo. Acontece que fui enxergando um pouco mais a cada ano. Vi o quanto aquilo não me acrescentava nada. Comecei a enxergar as pessoas como elas realmente eram. Um defeito grave que todas nós termos é não querer enxergar as pessoas como elas são. Pois é, mas decidi correr este risco e deu nisto, a cegueira acabou. Hoje eu enxergo!
É por isto que quando passo por bares hoje e vejo as mesas cheias. Ouço as gargalhadas e a euforia geral, olho e penso intimamente, já fui assim.
Saber que já fui assim é maravilhoso. Agora saber que amadureci, é um dos motivos dos sorrisos que dou hoje.
Só acordamos quando cansamos de tomar tapa na cara disfarçado de vento.
É melhor ser picada por marimbondo, do que ser mordida por cobra disfarçada de gente.
Astridy Gurgel
“Primeiro vem às risadas, depois as mentiras. Por último o tiroteio."
Stephen King

sábado, 12 de abril de 2014

Transa Inesperada.


Título: Transa Inesperada.
Chamada: Ainda existem preliminares?
Boa tarde meninas! O tema escolhido hoje foi fantasia.
Sara pensava direto na moça que encontrou na saída do supermercado.
Pensava e sabia o porquê, ela trabalhava em um barzinho gay.
Todos os finais de semana ia com as amigas para vê-la e sempre sentia os olhares penetrantes que lhe lançava.
Nunca imaginou que daria de cara na rua, com ela.
Ela parou na frente de Sara subindo e descendo os olhos pelo corpo dela até encarar seus olhos perguntando descaradamente:
- Como vai sua vagina? Tem sido bem tratada?
- Pervertida! Mal educada!
O tapa saiu sem pensar. Foi uma reação instintiva.
Apertou o passo quase correndo sem olhar para trás.
Sabia que as mulheres não tinham mais limites. Recebia cantadas, mas nenhuma como aquela, tão direta e deselegante.
Na sexta-feira foi com as amigas para o bar. Seus olhos cruzaram com os dela assim que entraram.
Na maior cara de pau percebeu quando acariciou o rosto onde tinha dado o tapa.
Que antipatia! Pensou intimamente.
Desviou os olhos dando atenção para as amigas.
Por culpa dela, sempre que ia ao bar voltava molhadíssima para casa.
Não entendia como podia ficar subindo pelas paredes daquele jeito.
Era um inferno aquilo, porque aquela excitação não passava.
Ela lançou um olhar para o decote da blusa de Sara. Deslizou a língua nos lábios deixando a mesa em seguida.
Sentiu na hora a calcinha ensopada. Engoliu em seco bebendo um bom gole da cerveja. Aquela mulher estava acabando com ela.
As amigas estavam comentando vários assuntos que não escutava.
Até começarem a falar eufóricas lançando olhares cobiçosos na direção dela.
- Essa garçonete me deixa piscando. Se olhar na minha direção pago a conta do motel.
- Nem me fale! Que motel o quê? Vou com ela para qualquer lugar!
- Eu passaria a noite toda acordada com ela. Acho até que deixaria de ser passiva.
- Ui! Você continua passiva? Atualiza linda! Dava tudo que ela quisesse também. Meus gemidos, minha vagina molhadinha, infinitamente tudo!
- Quanta riqueza! - Sara comentou incomodada com o entusiasmo das quatro.
- Você não daria não Sara? Essa mulher mata qualquer uma! Sou louca para chupar a vagina dela.
- É por essas e outras que a cantora Ana Carolina tem vários seguranças nos shows! Para não ser atacada por fãs loucas para dar suas riquezas. Vou ao banheiro, a fila está aumentado! - Avisou deixando a mesa aliviada.
Tinha realmente uma fila na porta.
Do nada ela apareceu. Abriu uma porta ao lado da do banheiro pegando sua mão e puxando-a para dentro.
Entrou perguntando quando a viu trancando a porta.
- O que está fazendo?
- Tem um banheiro ai. Pode usar!
Entrou no banheiro rapidamente. Foi um alívio usar o banheiro limpo.
Olhou o rosto no espelho passando uma água nele.
Respirou fundo enxugando o rosto deixando o banheiro.
Estava parada no mesmo lugar. Seus olhos percorreram o vestido de Sara com atenção.
Deu um sorriso perguntando:
- Aliviou?
- Sim. Obrigada!
- Vou te aliviar mais.
Cinco palavras ditas e aproximou puxando Sara contra seu corpo.
Pensou em bater nela. Talvez empurrá-la, mas não conseguiu mais pensar.
Não houve perguntas como: Posso? Deixa? Você quer?
A língua subiu deslizando pelo pescoço. Subindo mais chegou à boca. Deslizou-a pelos lábios gemendo contra eles. Começou a beijar, possuindo logo a língua. Sugou-a com tanta vontade que pensou que queria roubá-la. O beijo era incrível. Enquanto beijava ela gemia enlouquecida.
O corpo roçava todo contra o de Sara. Estava a ponto de explodir.
A mão desceu pelo corpo passando pelos seios até chegar ao meio das pernas.
Enquanto a mão acariciava por cima da calcinha com toques que faziam o corpo todo de Sara estremecer, a boca continuava beijando.
Sara pensou neste instante: Vai me matar só com estes beijos.
- Oh... Oooooo... Aaaaaa...
Os gemidos saíram sem que percebesse. Os dedos dela tinham vencido a calcinha deslizando livres pela vagina.
Foi uma loucura gozar em pé ali com a língua sendo sugada deliciosamente.
Não passou um segundo e ela a empurrou para a mesa.
Afastou os objetos tirando sua calcinha.
Abriu suas pernas caindo de boca na vagina molhadíssima.
Sara se perguntou:
Ainda existem preliminares?
Quase riu com o pensamento, porém a língua mágica arrancou gemidos de seus lábios.
- Aiiiii... Uuuuuuuuuuu... Ooooooooooooo...
Aquela língua sabia trabalhar. Rodeou o clitóris chupando e soltando. Dois dedos dela entraram na vagina fazendo Sara revirar os olhos de prazer.
Todo seu corpo estremeceu gozando intensamente na boca dela uns dois minutos depois.
- Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
Viu-a se erguendo diante dela.
Inclinou beijando Sara novamente. O gosto do gozo se misturava nos beijos excitantes que trocavam.
Ela afastou-se virando Sara de costas na mesa.
- Ui! Esperaaaa!
Sara pediu aturdida.
Não esperou. Abaixou deslizando a língua pelo reguinho. Lambeu sem o menor constrangimento. Mordiscou as nádegas com uma sensualidade impressionante.
Sara relaxou o corpo agarrando-se a mesa.
Ela estava se animando demais. Sentiu os dedos deslizando ali.
Fechou os olhos gemendo sem aguentar.
- Uu... Oooooooooooooooooooooooo...
Ela entrou por trás, enquanto a outra mão deslizou enlouquecendo o clitóris.
Um delicioso torpor invadiu as entranhas de Sara enquanto ela não parava.
Um frenesi, um prazer incontável tomou conta da vagina, indo para o cérebro até explodir em gemidos.
- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Céusssssssssssssssssssssssss...
Sara tombou sobre a mesa lânguida.
Levou alguns minutos para pedir meio confusa.
- Para agora... Fica quieta. Diz.
- Diz o quê?
- Qual é o seu... Nome?
- She.
- She? Oh não! O nome verdadeiro. – Pediu voltando-se para ela.
- Meu nome é She Charmant!
- Muito prazer. Sara Gomes! Preciso voltar para a mesa. Estou toda melada. Tenho que ir embora. Não dá para ficar assim.
- Ok! Não precisa ficar tímida. Volte que te aliviarei de novo.
Sara a olhou surpresa perguntando sem se conter.
- Você é passiva?
- Não! Estou trabalhando! Não notou?
- Deixa! Tudo bem! Preciso ir ao banheiro me recompor.
She sorriu. Abriu a porta e saiu deixando Sara sozinha com mil coisas na cabeça.
Participem e comentem se desejarem. Obrigada!
Astridy Gurgel
Segundo texto publicado no Parada Lésbica na Coluna Cotidiano e Fantasia 11/04/2014.