quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Novo conto para a venda.



Boa tarde leitoras!

Vim fazer o lançamento do novo A Cantora!
Sinopse do conto:

A cantora Vanessa Bernini conhece Janett Monteiro durante suas férias. Entre uma dança e outra ela conquista pouco a pouco o coração da moça tímida.

Quem não quer ter uma professora como Vanessa Bernini que com delicadeza, carinho e paciência abre as portas do prazer para a jovem ingênua?
Janett não consegue resistir à sedução deliciosa da cantora, entregando-se completamente a essa paixão.
Por esse Amor Janett muda toda sua vida, seus conceitos e seu destino.
AG


Primeiro comentário sobre o conto:

Astridy,

Adorei o seu conto "A Cantora". Sua escrita simples e intensa o tornou uma história envolvente, recheada de ingredientes como o desejo, a paixão, a sedução. Ah, sedução esta arte sutil, esta espécie de diálogo sem palavras, involuntário, mas que revela tão bem todos os desejos de uma pessoa. Assim, é a personagem Vanessa Bernini, uma mulher extremamente delicada que possui a capacidade de encantar, atrair e se apaixonar pela "pura" Janett a quem despertou os mais íntimos desejos e modificou toda a sua vida. Ocorre-me concluir que por mais contrariedade a vida possa ter, o amor incondicional vence tudo. Nota 10. Beijo!

Maria Luisa Martins

Quem se interessar é só fazer o depósito utilizando os dados da conta e enviar para o e-mail:
Astridy24gel@hotmail.com

Caixa Econômica Federal

Astridy Gurgel
Agência: 0134

Operação: 013

Conta: 00079284-6
Valor: 15,00

Desde já agradeço.
Astridy Gurgel

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Conto - Chega de traição! - Capítulo I


Sinopse

A advogada Cássia Bastos não sabe o que é o amor. As mulheres passam por sua vida, como as nuvens passam no céu. Conquistadora incorrigível, quando quer uma mulher não sossega até conquistá-la.
A estudante de Direito, Daniela Teles acaba indo estagiar justamente no escritório desta conquistadora.  A jovem de apenas vinte anos se vê envolvida numa sedução que ela jamais imaginou viver.
Este conto é uma viagem ao mundo lésbico. Sentimentos diversos, a conquista, a paixão, o amor e a triste realidade do estrago que a traição causa a um relacionamento, vão estar presentes a partir desta quarta-feira aqui no blog.
O conto é simplesmente uma história de amor. Não é um Livro de Direito!
Entretanto as personagens terão as suas profissões bem definidas dentro da história.
Espero não cometer erros. Se cometer, almejo que eles não comprometam toda história no julgamento de vocês.
Muito obrigada e tenham uma ótima leitura!
Se alguém desejar fazer algum comentário mais específico sobre a história, pode escrever diretamente para este e-mail: astridy24gel@hotmail.com  que responderei com todo o prazer.

Astridy Gurgel

  


  
Cássia Bastos balançou a cabeça, afastando os olhos do corpo maravilhoso de sua assistente de advocacia. Voltou a se concentrar na pasta que expunha a situação da empresa Matos. Aquela causa não seria difícil de ganhar no tribunal, isto desde que pudesse se concentrar nos fatos. Pensando assim, ergueu os olhos para Daniela Teles novamente. Admirou o corpo que sem dúvida nenhuma, era uma coisa de louco. A saia justa, acompanhada de uma blusa fina de javanesa, a deixava muito elegante.
Cássia engoliu em seco, quando seus olhos se detiveram no decote dos seios e mais abaixo no racho da saia provocante.
Daniela estava trabalhando com ela há dois meses. No dia em que a viu pela primeira vez, levou um grande choque. Quando solicitou à sua amiga, que lecionava na faculdade de Direito, que lhe conseguisse uma estudante de direito para trabalhar com ela, não imaginou uma mulher como Daniela. Ela tinha vinte anos, estava no segundo ano da faculdade. Era extremamente dedicada e atenciosa. Mas tinha aquela beleza espetacular que enlouquecia Cássia, a cada dia. Cássia não sabia bem porquê, mas desde o primeiro encontro desejou beijar aquela boca cheia, bonita e apetitosa, que tinha sempre um sorriso pra ela. Quando Daniela sorria, Cássia estremecia, e fugia sempre, pensando: “Ela só tem vinte anos”. Só este pensamento bastava para cair em si, e voltar a mergulhar no trabalho. Isto porém, não era muito fácil, já que Daniela tinha o péssimo hábito, de passar a maior parte do tempo em pé na sala. Embora tivessem salas separadas, ficavam uma boa parte do dia juntas trabalhando nos casos dos clientes.
Cássia suspirou, quando olhou para o relógio percebendo que passava das seis. Fechou a pasta encarando Daniela, que parecia esquecida de tudo enquanto estudava o caso Dalton.
            - Já passa das seis Daniela, vamos descansar.
            - Ah?
            - Daniela? – Chamou se erguendo.
            - O que foi? – Perguntou ela se voltando, lentamente. Cássia estremeceu novamente, quando encontrou aqueles olhos verdes. Só ela sabia como aquela mulher estava se infiltrando em sua vida sem ao menos se dar conta.
            - Vamos embora. Você veio de carro?
            - Sim. Mas ainda é cedo, não? – Perguntou e olhou para o relógio levando um susto ao ver as horas – Oh, é tarde! Preciso terminar um trabalho para amanhã ainda…
            - Pensei em convidá-la para um drinque.
            - Desculpe, Cássia, mas hoje é impossível – Sorriu vestindo seu bleizer rapidamente – O tempo tem sido pouco para fazer tudo que preciso. Vai descer comigo?
            - Sim – Respondeu abrindo a porta para que ela saísse – Vanda? Nós já vamos. Até amanhã!
            - Até amanhã, doutora! Até amanhã, Daniela.
            - Até amanhã, Vanda – Falou Daniela, entrando no elevador ao lado de Cássia.
Foi ali, que Daniela sentiu-se pequena e desconcertada. No elevador espaçoso, Cássia encostou num canto, deixando os olhos correrem soltos pelo corpo de Daniela. Muito sem jeito, Daniela manteve os olhos fixos nos botões do elevador, até que a porta se abriu, e as duas desceram juntas, saindo para a rua. Neste momento, Cássia segurou seu braço, perguntando num tom perturbado:
            - Não quer mesmo tomar um drinque antes de ir para casa?
            - Não posso mesmo, mas obrigada. Te vejo amanhã. – Falou rapidamente, atravessando depressa. Logo entrava no carro e desaparecia rua abaixo.


Daniela jantava nesta noite num silêncio completo. Ouvia sua irmã Samanta, falando do desfile daquela tarde. Depois Pedro, seu irmão e sua mãe, Mónica. Em sua casa era assim. Discutiam todos os assuntos na hora das refeições, pois era quando se reuniam sagradamente. Samanta encarou a irmã comentando curiosa:
- Você anda muito silenciosa, mana. Algum problema?
            Sim, havia um problema. Os olhos de Cássia sobre seu corpo era o seu grande problema. Quando o percebeu? No primeiro dia. Sim! Foi quando sentiu aqueles olhos negros descendo por seu corpo de maneira inquietante. Era um sonho trabalhar com a renomada Cássia Bastos. Era uma advogada famosa e muito experiente. O ideal para uma estudante que adorava a advocacia como Daniela. Mas jamais pensou, que aquela mulher era tão desconcertante. Todos os dias inventava uma desculpa para não sair com ela. Os convites eram constantes, mas Daniela sentia um medo estranho. Não sabia o que poderia acontecer caso saísse com Cássia. Só sabia dos comentários que ouvia. Estes comentários a deixavam cada dia mais assustada com aquela mulher fantástica. Isto, porque Cássia era o modelo de perfeição  de uma advogada que Daniela desejava seguir. Na faculdade, seu nome era sempre comentado. Era uma advogada respeitada por todos. Cada causa que ganhava, não surpreendia mais ninguém. Todos sabiam que Cássia Bastos dificilmente perdia uma causa que pegava para defender.
- Então você não percebeu que depois que arrumou este emprego ela vive no mundo da lua? – Perguntou Pedro, servindo vinho em sua taça – Quer ver só uma coisa samanta? – Falou, encarando a irmã muito sério – Daniela, você ainda é virgem?
Daniela levou a taça de vinho à boca lentamente. Achava que estava agindo certo em relação à Cássia. Era melhor manter aquela distância para evitar problemas futuros. Talvez aqueles olhos que devoravam seu corpo fossem inocentes. Talvez Cássia fosse assim mesmo. Por outro lado ninguém podia ser condenado apenas porque gostava de mulher. Se ela tinha suas preferências, não era assunto para ser comentado por ninguém. Achava péssimo quando ouvia fofocas envolvendo seu nome na faculdade. Cássia era um prato cheio. Não escapava um só movimento seu aos olhos de todos. Pelo menos em sua faculdade, era assim…
Daniela continuava perdida em seus pensamentos, sem perceber que sua família estava quieta, observando-a atentamente. Nem ouviu a voz suave da mãe chamando-a baixinho:
- Filha?
Daniela permaneceu pensativa, sem ouvir a mãe.
- Daniela? Minha filha, você está me ouvindo? – Chamou Mónica, novamente, mas desta vez tocou seu braço com carinho.
- Sim, mamãe – Falou, voltando-se para ela com um sorriso.
- Você está bem?
- Claro, estou muito bem – Sorriu, voltando a comer a comida já que estava gelada em seu prato.
Isto seguia assim, a cada novo dia. Durante o dia, Daniela sentia os olhos de Cássia em seu corpo. A noite, jantava com sua família, perdida em mil pensamentos. Não percebia os olhos sempre voltados em sua direção e nem escutava os comentários que faziam sobre ela na sua frente. Pensava nos casos que defendia com Cássia e simplesmente, em Cássia. Achava a advogada desconcertante. Não conseguia ser tão natural com ela como era com os outros.
Assim Daniela completou três meses de trabalho com Cássia. Era um trabalho bom, que lhe ia dando muita experiência. Não perdia um julgamento e absorvia tudo que podia aprender de sua grande professora.


Cássia jogou o casaco sobre o sofá, indo até o bar servir um drinque. Neste momento, os dois irmãos entraram juntos na sala. Depois de beijarem a irmã, Mara falou, enquanto servia dois drinques:
- Solange ligou novamente para você hoje.
- Esta mulher não sai do meu pé – Reclamou se jogando no sofá.
- Você parecia muito interessada, há alguns meses atrás – Criticou Valdo sentando ao lado dela – Vivo lhe dizendo para pegar uma destas moças que vivem pulando em sua cama. Você tem que ter alguém fixo. Um amor, entende? Tem que parar com estes casos passageiros, que não levam a nada. Este telefone, toca o dia todo para você. Estas mulheres, parecem que enlouquecem depois de uma noite em sua companhia.
- Valdo tem razão, Cássia. Você precisa encontrar uma moça que você goste. Leve-a para morar com você e deixe esta vida vazia.
            - Vida vazia? – Perguntou admirada – Vocês são meus irmãos e não meus pais. Não entendem nada do que estão falando.
            - Entendo que ninguém é feliz assim – Criticou Valdo nervoso – Malditas mulheres assanhadas. Se pelo menos não fossem tão fáceis…
            - Ora pelo amor de Deus. O mundo evoluiu e isto é normal!
            - Existe uma cara nova, não existe?
            - Valdo? Não se meta em minha vida – Reclamou tensa.
            - Sei que é isto. Você anda tensa de uns tempos para cá. Vê o que lhe digo? Já se cansou de todas as outras, porque conheceu uma nova, não é? Isto não é vida…
            - Vou sair – Falou, se erguendo e deixando os dois sozinhos na sala.
            Valdo voltou-se para Mara, inconformado:
            - Viu isto?
            - Temos que ir com calma.
            - Não consigo entender Cássia, não consigo mesmo.
            - Falarei com ela outro dia.

           
Daniela pegou sua pasta com os processos pendentes e seguiu para a sala de Cássia. Tinha sido um duro dia e não via a hora de chegar em casa e tomar um banho. Também naquele dia, notou que Cássia estava mais nervosa do que de costume. Entrou, e se aproximou, colocando a pasta na mesa dela. Cássia ergueu os olhos, encarando-a muito séria:
            - O que acha de jantar comigo esta noite?
            - Não posso mesmo, temos visita em casa – Justificou sorrindo – Num outro dia. Bem, boa noite!
            - Talvez mais tarde? – Insistiu se erguendo de um salto.
            - Sinto muito, mas …
            - Será que nunca tem um tempinho em sua vida?
            - Sinceramente é muito difícil.
            - E amanhã?
            - Os trabalhos da faculdade são muitos, nem estou dando conta …
            - Posso ajudá-la com alguns trabalhos, se quiser, mas …
            - Se deixar você cuidar de meus trabalhos, não irei aprender minha matéria – Rebateu baixo – Agora preciso ir …
            Cássia passou por ela, para barrar a porta, mas Daniela já estava abrindo-a. Ficaram próximas e seus corpos se roçaram.
            - Escute – Pediu Cássia, segurando o braço dela sufocada. Daniela se deteu, respirando com dificuldade.
            Cássia fechou a porta, fazendo-a voltar-se para si.
            - É só um jantar – Falou, buscando os olhos dela profundamente – Me daria muito prazer tê-la ao meu lado.
            - Não posso, sinto muito.
            - Quem sabe no sábado? Afinal, não pode viver sem um minuto de descanso.
            - Talvez. Pensarei com carinho. Agora tenho que ir …
            - Daniela? – Chamou segurando a mão dela. Daniela ficou mais confusa. Olhou para a mão que retinha a sua sem saber o que fazer. Bem diante de seus olhos, Cássia levou sua mão aos lábios, depositando ali um beijo molhado, que a fez estremecer dos pés à cabeça – Pense mesmo com carinho – E soltou sua mão, voltando à mesa rapidamente.
Novamente Daniela comia distraída. Sentia ainda, o calor dos lábios de Cássia em sua mão. Estava agitada e tensa. Aquilo era real. Cássia tinha beijado sua mão olhando-a no fundo dos olhos. Aquele gesto falou mais do que qualquer explicação. Desde o início, sentia que não estava louca. Cássia de fato a cobiçava. Aquele pensamento causou um estremecimento em seu corpo. Ela empurrou o prato e se ergueu dizendo que iria estudar em seu quarto.


            A semana transcorreu tranquila. Daniela fazia de conta, que nem se lembrava da promessa. E Cássia, tirando os olhares, não tinha voltado a tocar no assunto. Mas na sexta-feira, estavam discutindo um caso de um cliente que acabara de sair, quando Cássia se aproximou erguendo seu queixo com delicadeza.
            - Então, vai jantar comigo amanhã?
            - Acho que …
            - Acho que você tem medo de mim.
            - Não, não mesmo.
            - Você vai?
            - Eu … Não sei ainda … Eu …
            - Porque está tão assustada? – Perguntou ficando mais perto dela. Seus dedos acariciavam o queixo de Daniel delicadamente.
            - Não … Não estou assustada …
            - Um jantar apenas – Falou, subindo os dedos para a boca carnuda – Depois prometo que voltamos para casa, como duas boas moças.
            - Eu … Não posso mesmo – Respondeu criando coragem – Outro dia – Falou, afastando-se muito abalada. Nem percebeu que Cássia estava parada no mesmo lugar. Só precisou estender a mão para tocar seu ombro. Daniela pensou que iria gritar, mas ficou quieta e Cássia colou seu corpo ao dela. Foi apenas isto. Ficou encostada nela por alguns minutos, e se afastou comentando:
            - O caso de divórcio do Senhor Santos pode ser aceito. Entre em contato com ele, na segunda, por favor! Você mesmo poderá cuidar de tudo até a audiência. Pena que ainda não possa enfrentar o grande Júri. Mas seu dia vai chegar.
            - É, nem acredito que vai chegar! – Sorriu relaxando – Vou ao tribunal assistir à audiência das quatro. Vejo você na segunda.
            - Sim, até segunda – Respondeu sem se voltar.


            Depois de um fim de semana cansativo, Daniela voltou ao escritório na segunda. Ocupavam um andar inteiro. Tinha uma sala de espera confortável. Sua sala, a sala de Cássia, dois banheiros, uma cozinha pequena e mais uma sala ao lado da de Cássia que foi transformada em quarto. Cássia explicou, logo que Daniela foi trabalhar ali, que às vezes ficava até mais tarde estudando algum processo. Então, se sentia sono, preferia dormir ali mesmo.
Nesta tarde, Daniela entrou há uma da tarde, seu horário de pegar serviço. Estudava pela manhã. Aquele emprego de meio horário só servia mesmo como experiência, já que sua família possuia uma situação financeira confortável. Entrou em sua sala deixando a bolsa. Saiu novamente passando pela mesa da secretária. Ali pegou algumas correspondências e levou para a sala de Cássia como sempre fazia. Separou algumas, levando para sua mesa.
Então foi até a cozinha, passando pela porta do quarto onde Cássia costumava dormir. Foi neste instante, que a porta abriu e Cássia surgiu usando um robe curto aberto na altura dos seios. Daniela olhou confusa para os seios expostos forçando um sorriso tranquilidade que estava longe de sentir.
            - Olá! Não sabia que estava aí.
            - É! Tive um fim de semana terrível! – Suspirou enquanto seus olhos desciam pelo bonito conjunto esporte que Daniela usava. O conjunto de saia e blusa, acentuava suas formas, tornando-a mais sensual do que de costume – Tem um excelente gosto para se vestir, sabia? Acho-a muito elegante.
            - Obrigada – Sorriu sem se mover do lugar.
            - Poderia escolher algo para mim? Tenho poucas roupas aqui, mas não estou disposta a escolher nada em especial hoje.
            - Claro – Concordou, entrando no quarto. Abriu o armário sentindo que Cássia estava ali, observando de perto. E tinha razão. Sentiu sua mão tocar sua cintura e ficou quieta. Estava muda e assustada.
            - Você é linda!
            A voz dela estava rouca, trémula e sensual. Daniela respirava com dificuldade sem saber o que fazer.
            - Seu corpo é lindo.
            - …
            - Fico excitada sempre que a vejo.
            Daniela suspirou, sentindo o corpo reagindo violentamente àquelas palavras comprometedoras, íntimas e pecadoras.
            - Você foge e só me excita mais agindo assim.
            Suas mãos apertaram a cintura delgada, puxando-a mais para si. Então, Daniela sentiu a boca deslizando por sua nuca, até que a língua penetrou seu ouvido delicadamente. Suava frio. Sentia as pernas bambas e sentia que estava a ponto de desmaiar. Foi aí que Cássia virou seu corpo, mergulhando a língua morna em sua boca. Foi só um beijo que durou uma eternidade. Depois, Daniela a viu deixar o quarto rapidamente. Daniela caiu sentada na cama. Seu corpo tremia tanto, que segurou os joelhos apavorada. Neste momento, Vanda surgiu na porta com um sorriso.
            - Precisa de ajuda para escolher a roupa de Cássia?
            - Oh …
            - Ela é muito exigente – Sorriu, entrando e indo até o armário tranquilamente – Na verdade, só deixa aqui as roupas que mais gosta de usar.
            - ….
            - É muito precavida, neste aspecto …

Continua …

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Errei e admito!





Bom dia Leitoras.


Vim aqui me desculpar pelos erros que cometi sobre assuntos relacionados à Medicina no conto Louca Por Você.

Meus erros neste conto estão todos apontados em um comentário no acbles. Como não vou corrigir nada no conto, sugiro que vocês leiam o comentário para verem os meus erros e me desculparem.

Não tenho a menor vergonha de errar, se erro admito! Errei! Pronto, está feito!

“O nosso maior erro consiste em tentarmos colher de cada pessoa em particular as virtudes que elas não têm, e de nos esquecermos de cultivar as que de fato são suas.”

Marguerite Yourcenar

Eu não sou médica, sou leiga mesmo em medicina. Poderia ter pesquisado melhor, mas de fato estes foram detalhes para mim dentro do conto. O que me interessava era o amor entre Fabiana e Sara. Este conto é uma história de amor, não um manual de medicina.

Portanto me perdoem as médicas, as enfermeiras e todas da área de saúde pelas bobagens que escrevi.

No próximo conto uma das personagens será uma advogada. Como não sou advogada, alerto as estudantes de direito e advogadas para ficarem atentas para as gafes e erros que eu possa cometer dentro dele.

Tenham um ótimo domingo.

Astridy Gurgel

“Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência.”

Roberto Shinyashiki

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Conversinha antes do carnaval!




Não entendo porque que a gente dá tanto valor para os sentimentos. Apaixonamos por uma mulher, sonhamos com tantas coisas com ela e no fim ela está em outra.

Nossa! Quanto drama! Quem é que está ligando para paixão?

Nem me digam que cada cabeça é uma cabeça, vá lá que mulher romântica só se ilude mesmo, isto é uma verdade incontestável.

Desilusão no amor! Desilusão que vai e volta! É isto e nem assim as pessoas aprendem.

Ou eu é que não aprendo? Perguntas, perguntas...

Ah? Solução? Uai a solução é essa que a maioria das pessoas usa, elas não se entregam mais. Elas apenas vivem, curtem, ficam e vão levando os relacionamentos sem entregar o coração.

Também entregar o coração para quê?

Para ele ser bombardeado?

Para ser destrosado?

Pisado?

Maltratado?

Arrebentado?

Chutado?

Fuzilado?

Está certo, sei que sou uma eterna defensora do amor e agora estou aqui dizendo que as pessoas que não se entregam é que estão certas. Mas sou defensora do amor porque sou boba, porque sou uma tola apaixonada, porque sou romântica de nascença, porque posso apanhar no amor e ainda consigo refazer meu coração e amar de novo.

Sou uma tola apaixonada que vê toda a realidade diante dos olhos sabendo que têm amor que vinga e têm amor que não vinga.

Uma pessoa ama sozinha, e mais que isto, uma pessoa também sonha sozinha. Ah e como sonha! Mas duas pessoas não ficam juntas de bobeira, pois não ficam mesmo!

Para que duas pessoas fiquem juntas elas precisam estar transbordando de tanto amor. Precisam sentir um amor imenso uma pela outra, só paixão não, a paixão não é nada. Paixão é uma cosquinha, uma sensação passageira. É só uma ilusão de que se vai gostar muito algum dia.

Oh, que blasfêmia reduzir a paixão a uma cosquinha! Que pecado, não é verdade, a paixão não é uma cosquinha! Como “RED BULL nos dá asas”, a paixão nos dá muito mais. Quando estamos apaixonadas fazemos tudo com imensa alegria, com mais animo. Andamos com um sorriso nos lábios, vivemos e vibramos loucas para ver nossa amada e estar com ela. A vida fica linda quando estamos apaixonadas. O coração fica iluminado. Os olhos brilham feito dois diamantes.

Vibramos, vibramos, vibramos... Vibramos, vivemos e acordamos!

“É preciso buscar o amor onde estiver, mesmo que isto signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza. Porque ao momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro.”

Paulo Coelho

As pessoas não se entregam para não passar por essa dor. Para quê colocar sua felicidade, seu coração e seus sentimentos na mão de alguém que não vai dar nenhum valor?

Para quê se entregar a ilusões que as pessoas dão quando elas mesmas nada sentem por vocês?

Para quê sofrer e idealizar uma vida com uma mulher que só está passando por sua vida?

Para quê deixar uma mulher pisotear seu coração?

Não meninas! Não vale a pena deixar o coração ser pisoteado.

Amor?

Desilusão?

Carnaval!

É isto ai! O amor é um carnaval de ilusões. É uma fantasia que alimentamos a cada ano para que nossa vida tenha festa, confete, lança perfume e serpentina até o coração se machucar de novo. Porque quem dança bonitinho é o coração bobo que se entregou ao carnaval do amor.

Carnaval do amor, meu Deus, que coisa mais ridícula! De onde vêm essas ideias? Ah que se danem as ilusões, essa festa que a paixão traz e a verdade que se fala em nome do amor.

Oh! Choquei agora! “Em nome do amor” não era um quadro naquele programa da TV? Com certeza a mente da gente armazena tudo que tem haver com amor.

Não vou dizer que estou arrependida por ser romântica, por acreditar nas coisas do amor e por valorizar quem mora dentro do meu coração. Não quero me arrepender por ter sentimentos, só lamento ver que as outras pessoas são incapazes de sentir tais sentimentos.

A minha vida é um espelho? Não creio que seja, acho que só reflete muitas coisas que algumas de vocês também devem viver ou já viveram.

O que importa tudo isto em plena sexta-feira de carnaval?

Quem não tem sentimentos vai continuar sem ter.

Quem não se apaixonou vai continuar sem se apaixonar.

Por que as mulheres adoram dizer que foram magoadas quando elas também magoam sem se dar conta disto?

De novo, perguntas e perguntas que as mulheres nunca respondem.

Tive uma ideia, vamos esquecer os sentimentos, o amor e a paixão e tomar uma Skol geladinha?

Quem me acompanha? Um brinde e saúde para vocês!
Tenham um ótimo carnaval!

Astridy Gurgel

“Pesquisei por “namorada” no Google e o resultado foi:

Você quis dizer “milagre”?


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Conto - Louca por você! - Final




Estava apaixonada por Fabiana! É lógico que estava apaixonada por ela! Soube desde a primeira vez que a viu que as coisas que sentia não eram sensações passageiras. Aquele sentimento foi aumentado e crescendo a tal ponto que perdeu o controle.
Fabiana abriu a pequenina caixa olhando com interesse para o seu conteúdo. Ela ficou por algum tempo contemplado o que havia ali dentro sem se mover. Percebendo o momento especial que ela parecia estar vivendo, todos os presentes desviaram os olhos para deixá-la mais à-vontade.  Seus olhos se desprenderam do objeto para mirar Sara neste instante. Um sorriso lindo e iluminado brilhou em seus lábios. Ela não falou e as duas ficaram se olhando encantadas.
Carina que observava atenta a troca de olhares das duas, cutucou a mãe perguntando curiosa.
- O que tem na caixinha? Será o que estou pensando? Um anel?
- Eu daria tudo para saber também, mas temos que ser discretas.
- Seja o que for Sara colocou um sorriso iluminado no rosto de Fabiana. Acho que agora elas se acertam.
- Sua irmã é muito teimosa. Foi fugir do amor e olha no que deu. Esta irremediavelmente apaixonada. A velha história se repete: “O Amor sempre vence.” Não sei por que escrevem livros ou fazem filmes com final triste, afinal nada é mais forte do que o amor.
- Nossa mãe, a senhora ficou tão moderna! Duas filhas lésbicas e encara assim...
- O Amor nos transforma Carina e seu pai me fez entender que nada é mais importante que a felicidade sua e de Sara. Se vocês amam mulheres é um problema de vocês.
- Adoro você assim mamãe! Aiiiii! Está me dando comichão de curiosidade. Vou perguntar o que tem naquela caixinha!
- Não vai não!
- Vou sim!
- Não vai não!
- Tô louca de curiosidade!
- Deixa elas Carina!
Neste momento Fabiana fechou a pequena caixa guardando sem deixar de sorrir dentro de sua bolsa.
Aquele foi um jantar perfeito! O clima estava delicioso e Sara se divertiu como há muito não fazia. Relaxada, sentia a todo instante o olhar amoroso de Fabiana. Surpresa deu-se conta que estava feliz. Na verdade estava explodindo de felicidade. Estava com a família e diante da mulher que já não podia afastar de sua vida. Não sabia como iria ser conviver com aqueles novos sentimentos. Teria que aprender sobre aquela nova expectativa de vida.
Logo que a sobremesa foi servida, viu Carina despedindo-se da mãe. Depois ela se despediu de todos e desapareceu com Julia. Sara voltou os olhos para o pai e recebeu dele um aperto de mão afetuoso e um beijo no rosto.
- Isto é amor e me faz lembrar os meus tempos! – Ele comentou sorrindo saudoso.
- Para o senhor o amor que eu e Carina sentimos não um amor diferente? – Ela perguntou olhando-o profundamente. Realmente sentia um grande orgulho de ter um pai igual a ele.
- O amor é sempre amor, é o que penso. Não existe amor diferente, só existe amor e independente de você e sua irmã amarem mulheres, não quer dizer que vocês amem diferente. A vida fica insuportável quando nos perdemos em perguntas. Eu me considero um homem feliz, porque amo minhas filhas e sei aceitá-las como são. “Um filho é sempre um filho”, independente dos caminhos que escolhe percorrer. Com nossa ajuda e apoio, Carina ficará bem, estou certo disto.
- Pai? Você é o máximo, sabia? Mas tenho tanto orgulho do Senhor.
- Minha filha eu tenho o mesmo orgulho de você. Por ser essa filha maravilhosa que você é. Por ser essa pessoa integra, correta e justa. Por ser a médica dedicada e atenciosa. E por ter toda a paciência do mundo com sua mãe. Nós, os pais sempre achamos que sabemos o que é melhor para nossos filhos. No meu caso, não concordo com isto. Só você pode saber o que é melhor para sua vida. É por isto que eu não me meto e nem dou palpites. Basta para mim que você se permita ser feliz.
Sara abriu um largo sorriso ao ouvir novamente aquelas palavras enternecedoras que o pai sempre dizia para ela.
  
O jantar terminou quando todos se despediram diante do restaurante.
Sara tomou seu carro, seguindo rápido para casa. Uma emoção nova, desconhecida e deliciosa enchia seu peito.
Meia hora depois, entrou em casa sentando no sofá com as pernas bambas.
Ela iria chegar. O que faria? O que diria? Começou a andar pela sala. Os olhos buscavam o relógio várias vezes. Até que ouviu o som do carro e correu para a janela ansiosa.
Ficou olhando-a saltar do carro. Fabiana caminhou para sua casa com o mesmo sorriso iluminado no rosto.
Sara ficou olhando a porta sendo destrancada e ela apareceu retirando a chave de ouro que ganhará de presente dela. Trancou a porta por dentro se voltando e falando radiante.
- Me senti realizada por usar essa chave Sara. Foi o presente mais maravilhoso que já ganhei na minha vida.
- Achei que seria ridículo você ficar tocando a campainha sempre que chegar aqui. – Sara comentou aproximando dela.
- Nisto você tem toda a razão. Tive que levar Marcela em casa. Demorei muito?
- Não. – Mentiu caminhando para o barzinho agitada – Na verdade demorou demais, mas tudo bem! Aceita um drinque?
- Sim, obrigada!
Enquanto servia o drinque percebeu o olhar dela devorando eu corpo. Sara se aproximou olhando-a ansiosa.
- Você contou para minha mãe sobre nós?
- Sua mãe me perguntou se eu estava interessada em você.
- E você disse a verdade. – Concluiu séria.
- Não sei mentir.
- Entendo. – Falou olhando em volta – Devia ter me contado do seu aniversário. Precisei comprar seus presentes as pressas.
- Pensei que não queria me ver mais.
- Imagine! - Respondeu rindo bobamente – Imagine se eu não iria querer ver você novamente. Estou completamente desnorteada por sua causa. Como isto seria possível?
- Você sabe que nunca sei como você vai reagir comigo.
- Tem razão, sou um tanto difícil. Quero dizer era, deixei de ser!
- Hoje, por exemplo: Pensei que nem me deixaria entrar em sua casa. Aí você me dá a chave da sua casa de presente. Quase desmaiei quando vi o que era dentro daquela caixinha minúscula.
- Bem, é um dia especial, seu aniversário. Achei que te dar a chave justamente hoje simbolizaria algo especial.
- Como um pedido de casamento? – Fabiana pediu com os olhos brilhando intensamente.
- Você quer que eu verbalize este pedido? – Sara perguntou olhando-a encantada.
Seus olhos se encontraram e Fabiana sorriu estendendo a mão até tocar os cabelos dela suavemente.
- Quer saber por que toquei seu coração naquele dia na casa de seus pais?
Os olhos de Sara brilharam de curiosidade.
- Tem uma razão especial?
- Para mim sim. Meu pai costumava dizer que se você tocar o coração de uma mulher terá o amor dela para sempre. Foi assim que ele conquistou minha mãe.
- Ah!
- Você ficou tão furiosa que temi ter estragado tudo.
- Achei muita audácia de sua parte, não nos conhecíamos, foi só por isto que fiquei chocada.
Ouviram som de uma porta se abrindo e Carina apareceu só de camiseta.
- Oi gente! Vou pegar água na cozinha. Não me vejam, sou invisível. Ah, me desculpem, o que tinha naquela caixinha? “A curiosidade matou o gato”, mas sou só uma gatinha curiosa. Conta? Conta Fabiana?
As duas riram sem dizer nada. Sara ficou balançando a perna cruzada com um ar distante, mas não estava distante. Tinha total consciência da presença de Fabiana ao seu lado. Sentia o perfume que se desprendia dela. Também ouvia Carina mexendo na cozinha. Suas emoções estavam à flor da pele. Logo a irmã passou silenciosa desaparecendo de uma vez.
Fabiana sorriu comentando baixo:
- Elas parecem muito apaixonadas.
- Estão sim. – Concordou voltando os olhos pra ela – Como nós, eu acho.
- Sara...
- “Ninguém foge da paixão”, não é Fabiana? Mais dia menos dia, acaba acontecendo.
- Tem certeza Sara?
- É melhor irmos lá pra dentro. – Falou se erguendo – Essas duas transam a noite toda pela casa!
- Claro!
No quarto Sara acendeu a luz, indo para o banheiro. Fabiana andou pelo quarto dela observando cada detalhe. Um sorriso surgiu em seus lábios ao lembrar que pensou que nunca chegaria até ali. Sara havia deixado claro que não queria que viesse à sua casa. De repente olhou em volta confusa. O que devia fazer agora? Será que devia tirar a roupa? Pegou um cigarro tragando agitada. O que Sara estaria esperando dela? E se fizesse tudo errado? Ela tinha acabado de admitir que estava apaixonada. Por que será que era assim tão contida? Devia dar tempo a ela, claro. Mas dar tempo para Sara era só o que vinha fazendo desde que começaram aquele caso. Vivia se armando de paciência para não perder a cabeça com ela. Se dependesse de querer, ela obviamente nunca teria se apaixonado.
Ouviu barulho da torneira fechando. A porta abriu e Sara surgiu usando uma linda camisola preta. Fabiana percorreu o corpo dela com os olhos sem esconder seu desejo.
- O banheiro. – Sara falou apontando a porta – Não quer usar?
- Sim, eu... Desculpe, mas não trouxe minha escova de dente. Talvez possa pedir uma nestas farmácias vinte e quatro que entregam em casa. – Falou e olhou para o telefone.
Sara pegou a escova de cabelo parando diante do espelho.
- Pegue uma no armário do banheiro. Tenho montes delas. Tenho mania de estocar certas coisas. Agora que vai dormir aqui é bom já ir sabendo das minhas manias. Certamente dormirá muitas noites comigo. Talvez você decida por ficar morando comigo, assim espero! – Completou olhando profundamente nos olhos dela.
- Tudo bem, também espero ficar morando com você Sara. Só que...
- Sim? Só que o quê?
- Não posso trazer minha irmã com um bebê para cá. Temos que resolver sobre isto.
- A sua casa é maior e se você achar melhor, eu me mudo para lá. Mas vou manter essa casa. Aqui será o nosso cantinho especial e secreto. Gosta mais assim?
- Gosto com certeza. Eu não demoro, já volto!
Fabiana desapareceu no banheiro, fechando a porta. Sara escovou os cabelos, lembrando de uma amiga de Vilma que tinha dito que quando a escova de dente dela cruzou com a da namorada a vida delas passou a ser um inferno. A verdade é que todos diziam aquilo. Que a intimidade era o fim do amor.
Deixou a escova de cabelo sentando na cama. Ficou pensando no quanto sua vida tinha mudado. Tudo que acreditava tinha caído por terra. Nada fazia sentido sem Fabiana. Estava amando pela primeira vez em sua vida.
Um sorriso surgiu em seus lábios. Quando iria pensar que um dia estaria numa situação como aquela? Sorrindo assim, ela abriu a gaveta do criado ao lado da cama pegando uma minúscula caixinha forrada com veludo preto. Tirou o objeto de lá, deitando na cama de uma vez.
A porta do banheiro se abriu e Fabiana apareceu. Sara apagou a luz central acendendo a do abajur.
Ficou olhando enquanto ela se despia, ajeitando as roupas com cuidado numa cadeira. Quando ela veio para a cama, deixou seus olhos vagarem pelo corpo maravilhoso dela. Estendeu a mão, puxando-a para seus braços de uma vez.
- Você é linda, sabia Fabiana? A primeira vez que a vi, pensei que ia ser minha perdição.
- A primeira vez que te vi, jurei que você seria minha um dia Sara.
Sara sorriu docemente roçando os lábios dela. Suas bocas se encontraram num beijo cheio de amor. As mãos de ambas vagavam enlouquecidas em carícias que as faziam tremer de desejo.
- Eu quero casar com você Sara – Fabiana confessou entre os lábios dela.
- Eu também quero amor...
- Vou colocar uma aliança no seu dedo Sara.
- Seu aniversário ainda não acabou e o seu presente está no meu jardim.
- Como? Mas você já me deu a chave. Tem outro presente seu para mim no jardim lá fora?
- Não! Lá fora não, no jardim do meu corpo – Sara explicou roçando o corpo contra o dela. Buscou os lábios de Fabiana beijando-a enlouquecida e mordiscando-os confessou excitada – Quero dar para você. Vem que eu sou sua mulher.
Fabiana gemeu descendo a boca pelo pescoço dela. Beijando suavemente a pele macia e cheirosa. Sua boca chegou aos seios, onde sugou um a um encantada. Depois foi descendo a língua excitada e quente pela pele deliciosa de Sara. Ela entreabriu as pernas de Sara enfiando-se entre elas. Excitada mergulhou a língua na bucetinha completamente faminta. Assim que passou a língua colheu com ela um objeto de metal. Fabiana parou se afastando e tirando o anel da boca. Olhou-o sem acreditar e ouviu o sorriso sedutor de Sara neste instante e a pergunta dela.
- Quer casar comigo Fabiana?
- Sara! Meu Deus! É uma aliança? Meu Deus! Quase que a engulo. Que loucura Sara...
- É sim Fabiana, minha loucura de amor por você! Achei que gostaria de encontrá-la no seu jardim – Sara explicou sorrindo feliz.
- Ora, então o jardim é essa grutinha linda – Fabiana comentou surpresa começando a rir com ela.
- É sim, agora continua, vem, preciso da sua língua. Dá ela para mim...
Fabiana não disse mais nada. Enfiou a aliança no dedo voltando a mergulhar a língua na grutinha encharcada de Sara. Lambeu e sugou o clitóris quase em transe. Sara gemia se contorcendo de prazer.
Para que palavras? Para que, se podiam dizer tudo que sentiam se amando? Por isto, se amaram por mais de uma hora, deixando o passado para trás. Assim que explodiram juntas, Fabiana buscou os olhos dela, confessando:
- Não entendo, porque não consigo parar de te desejar. Quanto mais fazemos amor, mais quero te amar!
- Hum... Isto é bom! – Sara respondeu sorrindo relaxada nos braços dela.
- Você me quer tanto quanto eu te quero?
Sara ergueu os olhos mergulhando-nos dela afetuosa:
- Tenho que despir minha alma para você Fabiana?
- Só preciso ouvir o quanto você me quer.
- Não disse há pouco?
- Repita. – Pediu encantada.
- Eu estou completamente apaixonada por você Fabiana. Eu te amo! Quero me casar com você.
O toque do telefone fez com que Sara deixasse seus braços. Ela atendeu logo.
- Alô?
- Sara? Temos uma emergência. Pode vir o mais rápido que puder para o hospital?
- Sim.
Desligou saltando da cama.
- Uma emergência no hospital. – Falou abrindo o armário e pegando uma roupa – Vou passar uma água no corpo e preciso ir.
- Mas...
- Desculpe, mas acho que não pensou no que pode ser a vida ao lado uma médica! – Falou já correndo para o banheiro.
- Não pensei e nem vou pensar Sara, eu te amo!
- Que maravilha! - Respondeu já de baixo do chuveiro – Eu também te amo Fabiana!
Sara voltou ao quarto sete minutos depois. Vestiu-se rapidamente, pegou sua bolsa e sorriu indo até a cama e beijando Fabiana longamente.
– Sinto sair assim. – Seus olhos caíram-nos dela e as mãos subiram pelos seios com desejo – Daria tudo para não ter que sair daqui agora. Quero de novo e agora já não estou sabendo esperar! Vou tentar voltar antes de o dia clarear, tá?
- Ta bom.
  
Mas só conseguiu voltar há uma da tarde do sábado. Quando chegou encontrou Carina, Julia e Fabiana preparando o almoço na cozinha. Elas estavam tomando cerveja comendo azeitonas, aspargos e peixe frito.
- Oi meninas! A festa parece estar boa! – Cumprimentou se aproximando de Fabiana – Desculpe, não consegui sair antes.
Assim caiu nos braços dela, beijando-a longamente. Então se afastou, fitando Carina e Julia.
- Vão nos desculpar, mas vamos matar as saudades um pouquinho.
- Fiquem à vontade. – Carina riu, piscando feliz para elas.

 No quarto, Fabiana e Sara arrancaram as roupas, caindo sedentas na cama. Ali, Fabiana confessou encantada.
- Essa nova mulher que estou conhecendo está me enlouquecendo!
- É? Pois se cuide, que ainda não viu nada!
- Sara? Você gosta do jeito que faço amor com você?
- Eu adoro Fabiana. Por que essa pergunta agora?
- É que preciso saber, é nossa intimidade amor.
- Sim, eu sei – Sorriu beijando a boca dela cheia de saudade. - Então me deixa te contar uma coisa. Estava no hospital e estava operando. Fiz três cirurgias e a única coisa em que conseguia pensar era em voltar para os seus braços.
- Que bom saber disto.
- Sabe o que mais gosto?
- Do que?
- Dos seus beijos. Quando começa a me beijar eu fico louca para te jogar na cama e te amar muito.
- Foi bom saber...
- Depois adoro quando você começa a beijar meu corpo todo. Quando sua boca chega aos meus seios, beija e chupa meus biquinhos.
- Ta esquentando – Fabiana sorriu acariciando a cintura dela e prendendo-a mais ao seu corpo.
- Mas adoro mais quando desce sua boca, escorregando seus lábios pela minha pele, entreabre minhas pernas e passa a língua na minha bucetinha com aquela vontade. Aliás, a sua língua é maravilhosa, quase enlouqueço quando você me chupa. Você chupa gostoso demais. Já te falaram isto?
- Esqueci meu passado depois que me apaixonei por você.
- Esqueceu não é? Sei!
- Ora amor! Quer que eu fale de outras mulheres?
- Nem pensar! Só perguntei se alguém elogiou a sua língua, só isto.
- É amor, já ganhei nota dez por ela.
- Ah nota dez? Está certo, eu dou nota mil – Respondeu beijando-a longamente.
- Você é a mulher mais quente que já conheci Sara.
- Não foi por isto que você se apaixonou por mim, não é mesmo? Não só porque eu sou quente, afinal Adriana é muito quente também e você não se apaixonou por ela.
- Eu me apaixonei porque você iluminou minha vida Sara. É a única certeza que tenho.
- Você também iluminou a minha vida. Aliás, depois que coloquei os olhos em você minha vida ganhou outro sentido.
- Não sabe como fico feliz por ouvir isto Sara.
- Já vou logo avisando que não quero saber de você indo conhecer jardim de mulher nenhuma.
- Jardim? Mas se só conheço o seu Sara – Fabiana comentou começando a rir dela.
- É, mas Vilma te convidou para conhecer o dela, ela me contou.
- Mas eu recusei! E Adriana me contou que você não esteve na casa dela.
Sara sorriu acariciando os cabelos dela neste instante.
- Ela te contou? Pois é, imaginei que ela pudesse te contar. Bem, foi uma mentirinha boba, desculpe amor! Foi a minha última tentativa de fugir de você. Depois que você saiu naquela noite eu quase enlouqueci querendo correr atrás de você.
- Nossa Sara, vou te falar uma coisa, você me deu uma canseira. Meu Deus! Se não estivesse tão apaixonada por você eu teria desistido.
- Se tivesse desistido é porque não me amava de verdade.
- É, mas esse amor foi uma prova de fogo. Olha, vou te falar uma coisa, o seu pai foi muito importante neste processo. Ele me deu uma força que eu vou te contar, que sogro maravilhoso!
- Meu pai? Mas não foi minha mãe quem te ajudou?
- A sua mãe também, mas sua mãe achava que eu estava fazendo tudo errado com você. Ela achava que você acabaria fugindo de mim. Mas seu pai não. Ele dizia sempre: “Tenha paciência, ela está aprendendo a te amar, não é fácil para ela.”
- Meu pai te dizia isto? – Sara perguntou encantada e surpresa.
- Dizia sim. Ele é tão sensato, tão calmo e positivo. Todas as sextas-feiras após o trabalho íamos tomar um drinque. Ele me falava de você, do seu jeito, do quanto você era especial, mas muito difícil emocionalmente. Ele te conhece tanto Sara! Você não faz nem idéia do pai que tem.
- Ah eu faço sim! Sei o quanto ele é maravilhoso. Ele sempre foi meu maior amigo. Foi ele que mudou a cabeça de minha mãe. Sorte de Carina, do contrário mamãe estaria crucificando a vida dela agora.
- Isto é verdade! Você sabe, a relação com os pais é muito importante. Quando eles aceitam as coisas ficam muito mais fáceis. Meu pai não me aceitava. Porém Marcela sempre aceitou e me apoiou. Cada um tem uma cabeça.
- É verdade amor.
- Sara?
- Oi amor?
- Você não tem mais medo não é?
- De te amar?
- É, de me amar.
- Não! Não tenho mais medo não. Estou imensamente feliz e segura dos meus sentimentos. Estava certíssima do que queria quando mandei fazer aquela chave da porta e comprei essa aliança – Comentou pegando a mão dela – Eu sabia a medida do seu dedo certinha. Não me pergunte como, apenas sabia. São coisas que só o amor explica – Contou beijando a mão dela – Eu te amo Fabiana!
- Ah Sara, não estou acreditando em tanta felicidade. Como a gente sofre até conquistar o coração da mulher que amamos! Ô sina essa! Agora vem cá, estou louca de saudade de você – Contou beijando-a profundamente na boca.
Sara rolou com ela na cama, deitando sobre Fabiana. Sua boca desceu pelo corpo dela arrancando gemidos deliciosos de prazer dos lábios dela. A língua bailava pela pele quando Fabiana a virou na cama passando a beijar as costas dela. Neste instante Sara sentiu o que ela queria, arrebitando os quadris e provocando-a excitada.
- Você não sabe pedir, mas eu te dou Fabiana.
- Preciso pedir amor? Preciso pedir o que é meu? – Fabiana perguntou excitada roçando a vagina nos quadris dela.
- Esse seu convencimento me mata de tesão sabia?
- O que te mata de tesão é isto aqui – Respondeu deslizando para dentro dela. Sara gemeu rebolando entregue. Fabiana levou a outra mão até o clitóris dela passando a enlouquecê-lo com os dedos ágeis.
- Ahhh... Ai Fabiana... Safada!
- Sou sua mulher safada! Que adora te comer! Te lamber bem gostoso. Te comer a toda hora, assim, está sentindo? – Perguntou enquanto a possuía desvairada.
- Ohohhhhhhhhhhh...
- Assim! Geme que seus gemidos me enlouquecem. Rebola para mim, me mostra o quanto me quer Sara. Vai gozar para mim agora? Vai me lambuzar? Me lambuza que quero te chupar toda.
- Eu vou, eu vou, eu vou, aiiii...
- Isto! Agora explode para mim! Goza! Dá...
- Ai eu dou, toma aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Fabiana continuou a possuindo e enlouquecendo até o corpo dela parar de tremer contra seu corpo. Neste instante a soltou deitando e puxando para seus braços. Sara tinha uma careta de prazer no rosto neste instante. Os olhos dela desceram pelo corpo nu carregados de desejo. Sua boca roçou a de Fabiana murmurando roucamente.
- Conseguiu me comer de quatro, era sua tara comigo, eu sei sua gostosa.
- Você nunca me deu assim Sara, eu tinha vergonha de te pedir.
- É porque na cama não tem que ficar pedindo, isto você mostra que quer, como você me mostrou que queria. Tem que tomar com jeitinho, sabe? Você sabe que cama é sedução, é instinto. Essa coisa de pegar por trás, tem um monte de mulher que fala que não se tem prazer assim, porque mulher não tem pênis, só que isto é uma fantasia deliciosa que vira uma adrenalina louca na mente da mulher quando ela sabe se soltar e deixa rolar. Quando as mulheres dizem que não gozamos assim, é inveja delas, só isto. O prazer vem sempre do toque e a mulher que pega a parceira de quatro e não a faz gozar, é porque é muito ruim de cama. Nós não sentimos o prazer por trás, sentimos justamente onde sempre sentimos, no clitóris.
- A primeira vez que virei para você senti logo sua mão me buscando por trás e pela frente. Fiquei tão louca, tão excitada, acho que vi estrelas. Seu quadril roçando minha bunda, seus movimentos sensuais, seus gemidos no meu ouvido, que loucura...
- Você nunca tinha feito assim com Adriana?
- Claro que não Sara! E você, deu assim para ela?
- Olha querida, eu acho que a gente só faz isto com quem a gente ama.
- Mas as pessoas geralmente transam por transar e a maioria vira.
- Bom, elas podem virar porque a bunda é delas, eu só fiz isto com você Fabiana, porque você é primeira pessoa que eu amo e tenho total confiança em você.
- Sim, concordo plenamente com você.
- Agora tem uma coisa que eu quero, você me dá?
- O que Sara? Eu dou tudo que você quiser meu amor...
- Me dá um beijo. Um beijo bem gostoso por que o que mais adoro nesta vida são seus beijos. Depois vou fazer você me lambuzar e vou te beber toda. Vem, me beija que eu te quero meu amor...
  
Aquele fim de semana foi inesquecível. Na segunda, se amaram ainda, antes de ir cada uma para o seu trabalho.
Sara deixou a clínica às quatro da tarde, avisando a secretária que só voltaria no dia seguinte. Uma vontade louca de buscar Fabiana no trabalho tomou conta dela.
Assim que entrou na Companhia, percebeu o olhar dos funcionários. Podia não ir muito ali, mas sabia que todos a conheciam.
Já sabia que Fabiana trabalhava na parte da manhã em seus escritórios e depois das duas na empresa dos seus pais. Era um gênio na área financeira! Entendia bem a razão dos pais terem se associado a ela.
Quando parou diante da secretária, ela se ergueu surpresa.
- Boa Tarde, senhorita Medeiros! Desculpe, mas a sala dos seus pais fica no andar de cima.
- Eu sei Solange. Você tem passado bem?
- Sim, obrigada.
Sara passou por ela dizendo apenas:
- Não vim ver meus pais. Vim ver meu amor.
A moça ficou olhando-a sem dizer mais nada. Sara girou a maçaneta e entrou sem que Fabiana a notasse. Ela se aproximou até parar diante dela. Foi quando Fabiana ergueu a cabeça e arregalou os olhos sem esconder a surpresa.
- Sara? Que surpresa amor! O que faz aqui? Você...
- Vim lhe ver! – Contou passando as pernas por cima das dela e sentando em seu colo – Saudades, essas coisas. Não se importa, não é?
- Não me importo não! – Falou olhando-a desabotoar sua blusa como se não fizesse nada – Sara...
- Hum?
- Não acredito que está aqui!
- Eu te disse que estou com este problema de não conseguir ficar longe de você. Não sou como essas mulheres que ficam bonitinhas, esperando em casa. Só de pensar que pode me trocar por estes jantares de negócios, fico desorientada.
- Já falei sobre isto com seus pais hoje cedo. Que jantares só se for imprescindível a minha presença.
- Exato! E eu cancelei Adriana com um belo cheque para compensar sua perda. Ela foi muito paciente ouvindo meus lamentos quando tentava fugir de você.
- É a melhor notícia que podia me dar! – Riu beijando o pescoço dela.
Sara roçou seu rosto no dela. Afastou a blusa e abriu o fecho do sutiã. Desceu a boca em busca dos seios de Fabiana gemendo sem controle.
- Vê o que me obriga a fazer?
Fabiana estava tentando abrir a blusa branca que ela usava. Sara se afastou tirando-a para facilitar. Abriu também o fecho de sua calça com rapidez. Fabiana se livrava do sutiã dela. Estava rindo feliz.
- Isto é uma loucura, estamos loucas...
- Estou louca por você, isto sim. Eu te amo tanto Fabiana! Costumava ser racional, mas não me reconheço mais. Também estou aprendendo a me conhecer!
- Ah Sara, que bom ouvir isto! Se não me amasse, não sei o que faria de minha vida! Porque acredite ou não, lhe amei no primeiro minuto que te vi. Você é tudo que me importa nesta vida. Eu te amo!
Sara riu descendo a boca em busca dos seios dela. Esqueceram da vida se amando. Era noite quando voltaram para casa. Fazia frio, um frio que fez com que se enfiassem debaixo das cobertas para se esquentarem. Ali, o desejo voltou, deliciando as duas. O desejo que sentiam uma pela outra parecia inesgotável. Nada mais importava! O que importava era que estavam uma nos braços da outra, tremendo de prazer e felicidade.

 No dia seguinte Sara acordou com um cheiro de café delicioso no ar. Abriu os olhos e viu a bandeja repleta de coisas gostosas do seu lado na cama. Ela sentou esfregando os olhos e procurando Fabiana pelo quarto, mas ela não esta ali. Neste momento ela entrou com uma travessa cheia de pães de queijo dando um lindo sorriso.
- Bom dia amor! Quase queimei nossos pães de queijo. Você dormiu bem? – Perguntou inclinando e beijando os lábios de Sara longamente.
- Bom dia amor! Dormi sim, mas que surpresa deliciosa este café na cama.
- Eu disse que era boa de café da manhã.
- Você falou sim, mas achei que tinha esquecido.
- Bem, em um casamento é preciso evitar a rotina. As surpresas são mais agradáveis – Fabiana comentou sentando de pernas cruzadas diante da bandeja – O que você vai querer? Café puro ou com leite?
- Quero café com você – Sara respondeu olhando de relance a calcinha dela que podia ver pela forma como ela estava sentada de pernas abertas – Mas só depois do café, acho mais acertado. Estou morta de fome. – Contou pegando um pedaço de bolo e mordendo – Nossa! Que delícia! Você fez compras agora?
- Sim! Fui à padaria e comprei tudo que achei que você iria gostar. Olha essa geléia de damascos.
Fabiana colocou um pouco de geléia numa colherinha colocando na boca de Sara. Ela comeu dando um gemido de prazer, mas pegou a mão de Fabiana chupando os dedos dela olhando-a nos olhos excitada.
- Delícia essa geléia. Tão deliciosa quanto você.
- Amor, não me provoca – Fabiana pediu olhando-a lamber seus dedos encantada.
- Não posso lamber a geléia nos seus dedos?
- Sara vamos acabar fazendo bagunça na cama e você não gosta.
Sara sorriu soltando a mão dela e respondendo divertida.
- Está bem, mas com você eu aprendi a gostar de tudo querida. Esse pão de queijo é de Minas?
- Sim! É um sonho! Adoro comer com requeijão. Vou preparar uns para você.
- Fez até ovos quentes, poxa, você é boa mesmo de café da manhã. Teve um trabalhão para preparar tudo e eu aqui dormindo na preguiça.
- Essas são as pequenas coisas deliciosas do casamento.
Sara a olhou nos olhos sorrindo encantada.
- Você é uma mulher tão especial. Sabe que fico te olhando e não acredito que te fiz correr tanto atrás de mim. Isto quando eu também queria correr atrás de você. Você teve uma paciência, reconheço que fui um estorvo muitas vezes.
- Tudo bem querida, o amor assusta mesmo. Eu sempre te entendi muito bem.
Sara recebeu um pão de queijo da mão dela comendo silenciosa. Elas comeram por algum tempo distraídas as guloseimas que haviam na bandeja.
Fabiana sentia os olhos de Sara vagando por suas pernas sentindo-se a mais desejada das mulheres. Estava passando geléia num pedaço de bolo quando a mão de Sara subiu pela sua coxa. O pote de geléia caiu derramando pelas suas pernas. Ela lembrou na hora a cena do motel e o quanto Sara tinha ficado irritada naquele dia.
- Oh! Desculpe Sara, vou limpar tudo num instante – Falou já se erguendo, mas Sara agarrou sua perna sussurrando rouca.
- Fique onde está Fabiana. Eu limpo tudo agora.
Fabiana sentou novamente olhando-a embevecida. Sara passou os dedos pelas coxas dela cheias da geléia levando aos lábios e lambendo com um sorriso sedutor.
- Adoro geléia, mas nas suas coxas fico louca para lamber sem parar.
- Sara...
- Oi? – Perguntou passando a língua pela coxa dela.
- Ah...
- Gosta assim amor?
- Adoro...
- Aquela sua língua lambuzada daquele sanduíche no motel nunca saiu da minha cabeça – Sara contou puxando-a mais contra suas pernas.
- É mesmo?
- É sim meu amor. Vamos voltar naquele motel qualquer dia e será a minha vez de limpar a bagunça.
- Ah...
- Gostosa... Você me deixa ardendo de vontade de te comer...
- Sou toda sua Sara...
- Sou louca por você Fabiana, completamente louca.
A língua continuou lambendo as coxas até encontrar abrigo na grutinha de Fabiana. Ali Sara matou sua fome por um longo tempo.
Aquele café da manhã foi o primeiro de muitos que acabavam sempre numa entrega que elas ansiavam e esperavam incansáveis.
Sara aprendeu de uma vez por todas que era impossível fugir do amor.

   
FIM


Início: 24/06/1998                                Finalizado: 25/07/1998

  
Atenção:
Todos os contos estão registrados. Se copiar, cite a origem e a autora.


Aviso para as leitoras:

Na próxima quarta-feira, devido ao grande número de pedidos das leitoras, daremos início a mais um conto gratuito aqui no blog.
Obrigada a todas que acompanharam, vibraram e comentaram o conto Louca Por Você.

Astridy Gurgel