quarta-feira, 20 de maio de 2015

正確的時間! - Por Astridy Gurgel.

sábado, 2 de maio de 2015

Conto para a venda - Um Amor Secreto.


Bom dia, leitoras!
        Estou lançando hoje o primeiro conto para venda de 2015, Meu Amor Secreto.
Conheçam essa história de um amor emocionante e sensual.
Quem desejar adquirir, bastar fazer o depósito e enviar o comprovante para o e-mail: agurgel24@gmail.com
        Valor: 40,00.
        Número de páginas: 109
Desde já agradeço.

        Sinopse do conto. – Meu Amor Secreto.

A advogada Leona Marques amava silenciosamente uma mulher que acreditava jamais poder conquistar.
O amor e seus mistérios acabaram por levá-la a revelar sua imensa paixão pela veterinária, Diana Vidigal.
Após a revelação um mundo de inseguranças, medos e confusões a levaram a se afastar. Não fazia a menor ideia do que Diana estaria pensando quanto àquela revelação. Só sabia que viajando para aquela casa de campo por alguns dias, talvez Diana fosse encontrá-la.
Aquele amor secreto. Aquela mulher que desejava com todas as suas forças talvez não passasse de um sonho.
Suas dúvidas começaram a se dissipar quando em uma noite chuvosa de tenebrosos relâmpagos no céu do campo, Diana surgiu a sua frente.
Astridy Gurgel

Sentimentos Inesperados. - Capítulo 32.


Patrícia estava tomando o café da manhã às oito horas quando Samanta entrou a cumprimentando.
- Bom dia!
- Bom dia, Samanta! Dormiu bem?
- Muito bem, obrigada! Correu tudo bem ontem no lançamento da coleção de Betina?
- Oh sim! Foi um sucesso! Tirando a cantada desnecessária dela. Aquela mulher não se enxerga?
- Ela é insuportável! Sempre foi assim! Acha que pode transar com quem bem quiser. Imagino que você a tenha ignorado. É isto que ela merece.
- Com toda certeza! Ela é destas mulheres que tenho desgosto até de conversar. Não pretendo mais desfilar para ela. Este assunto está encerrado.
- Faz muito bem. – Samanta comentou servindo café na xícara. – Está um lindo dia. Vou dar uma volta à tarde.
- É mesmo? Fico feliz em saber! Vai a algum lugar especial?
- Não! Só sair mesmo. Esticar as pernas. Respirar o ar da cidade.
- Vai com Vivian? Espero que sim. Mesmo que o médico tenha te liberado não é bom sair sozinha ainda.
- Sim, sim! Irei com ela. Foi uma sorte tê-la contratado para ser enfermeira de mamãe. É extremamente dedicada. Profissionais assim são difíceis de encontrar.
- Não é apenas por ela ser uma excelente profissional que você está satisfeita. – Patrícia comentou bebendo um gole de café.
Samanta sorriu a encarando neste instante. 
- Acha que não? Por que é então?
- Ela é bonita e está profundamente apaixonada por você. Salta aos olhos. Ainda não percebeu?
- Ah, isto? – Samanta perguntou sorrindo mais ainda. – Claro que percebi.
- Então?
- Então o que Patrícia?
- Isto não te diz nada?
- Você virou cupido?
- Não se faça de desentendida! A sua mãe fazia muito gosto. Levou Vivian para o hospital cheia de esperança que você a notasse. Falou na sua presença que você nunca tinha olhado para ela.
- Fiquei satisfeita quando mamãe comentou isto na sua frente. Assim você comprovou o quanto fui fiel a você. Você não foi fiel, infelizmente! Isto é algo que vai carregar na sua consciência para sempre. Sua traição! Eu? Pode estar certa, nunca traí ninguém! Sempre fui fiel! Inteiramente fiel! – Samanta respondeu cheia de orgulho.
- Ah Samanta! Não faça isto! Você me disse coisas muito pesadas que não quero lembrar. Só não permaneça nesta postura superior comigo. A verdade é que você foi fiel a mim, mas você traiu Bruna tanto quanto eu!
- Que disparate está dizendo? Nós não fomos para a cama quando ela estava no fim! – Samanta respondeu indignada.
- Não afirmei que fomos para a cama! Não perdi a memória. Talvez você tenha apagado aqueles dias das suas lembranças. Você dizia que amava Bruna quando estava louca para ir para a cama comigo. Em pensamento, vontades e desejos você a traiu. Como eu, pois sentia a mesma coisa. Quis muito me entregar a você. Quis demais matar aquele desejo, mas consegui resistir. Não foi com a sua ajuda porque você me tentou demais. Se tivesse olhado a sua vontade, nós teríamos nos esquecido de Bruna e transado muito. Então não continue afirmando que você nunca traiu ninguém, porque traiu sim! Desça deste pedestal de perfeição! Ninguém é Samanta, ninguém é perfeito! Eu sei que não sou perfeita. Por isto, não julgo ninguém! Não sou melhor nem pior.
Samanta engoliu em seco afastando a xícara incomodada. Patrícia ficou olhando-a em silêncio por alguns instantes. Então continuou compreensiva.
- Está vendo como dói? Dói muito encarar a verdade. Sentir que errou... Que poderia ter agido diferente, que poderia simplesmente não ser infiel. Poderia não ter desejado outra mulher. Você foi. Eu fui. Aconteceu! Errei demais quando te traí. Sinto-me ainda muito mal. Só que quero e preciso superar isto. Porque me faz muito mal pensar no quanto fui fraca. Ceder ao desejo da carne é uma fraqueza. Quando somos fracas temos que nos esforçar para mudar essas fraquezas que por vezes podem retornar. Temos que ter uma força de vontade sobre humana para vencer as tentações. Podemos aprender com nossos erros. Eu estive neste abismo por duas vezes e não quero mais vivenciar isto. Também não quero olhar para você vendo este ar de juiz em tua face. Não me julgue. Por favor, não mais me julgue. Estivemos em uma época da nossa vida unidas por um desejo louco que quase nos fez trair terrivelmente a nossa amada Bruna. Nunca julguei você. Eu te amo de uma forma linda. Quero a sua felicidade. Quero te ver sorrindo e amando novamente. Quero você em paz. Estarei sempre do seu lado. Agora preciso sair. Tenho um compromisso. – Despediu inclinando e beijando o rosto dela. Estendeu a mão pegando a de Samanta. Apertou com imenso carinho dando um sorriso. – Você é humana. Não se feche para a vida. Se quer mesmo ser minha amiga deixe o passado no lugar dele. É o que estou tentando fazer. Tchau querida!
- Tchau Patrícia! – Samanta respondeu ainda pensando nas palavras dela.

Meia hora depois Patrícia apertava a mão do advogado passando para ele uma pasta.
- Sente-se, por favor! – Convidou oferecendo uma cadeira.
- Obrigada! – Respondeu Patrícia sentando.
Ficou aguardando enquanto ele conferia a documentação.
Ele ergueu a cabeça comentando.
- Está tudo aqui. Na segunda-feira começo a despachar. Será rápido, não se preocupe! É uma questão simples como quando todos os bens foram passados para o seu nome. Samanta está ciente que está lhe devolvendo os bens? Não recebi nenhuma ligação dela informando sobre este assunto.
- Não. Ainda não comentei com ela. O senhor mesmo pode comunicar quando for levar a papelada para ela assinar.
- Não gostaria de fazer isto pessoalmente? Algo tão sério! Quero dizer, está sendo extremamente correta tomando essa iniciativa por conta própria.
- Estou fazendo o certo. O médico deu-me ótimas notícias. O transplante foi um sucesso. Samanta poderá gozar de uma vida plena. Sem extravagâncias, é claro! Em breve ela estará reassumindo o ateliê e desejo que tudo esteja novamente em seu poder legalmente. Não quero que ela tenha nenhum tipo de stress, preocupações. Desgastes desnecessários em função desta situação incômoda para mim.  
- Está correta! Pois muito bem, assim que estiver tudo engatilhado telefono para que vá ao meu encontro no cartório para resolvermos os pormenores. Passe bem!
- Obrigada! O senhor também passe muito bem! Bom dia!
- Bom dia, Patrícia! – Respondeu levando-a até a porta.
Patrícia seguiu para a igreja para resolver com o padre as questões do baile que se aproximava.
Quando entrou o padre abraçou-a cumprimentando animado.
- Olá Patrícia! Tudo bem? Samanta continua com a ótima recuperação?
- Olá padre! Sim, ela está indo muito bem. Estou muito feliz. O Senhor não faz ideia!
- Depois do susto que você levou temendo que ela morresse isto é excelente! Sente-se!
- Obrigada!
Ela respondeu sentando diante dele.
- Carmem está vindo para cá. Ligou agorinha perguntando se você já tinha chegado.
- Que bom! Comentei com ela que viria aqui hoje. Estou voltando do escritório do advogado de Samanta. Vou devolver os bens dela. Não acho certo deixar a casa sem ter essa situação definida.
- Faz muito bem! Cada um com o seu quinhão.
- Pois é, e este quinhão não me pertence. É todo dela! Mas vamos falar sobre o baile.
- Sim, sim, vamos! Estou bastante animado. A última banda que tocou realmente não vai mais fazer os bailes, mas fui contactado por outra que quer participar. Não é maravilhoso?
- Sim padre! Um problema a menos!
- Sem dúvida! Deus não faz nada sem mover seus pauzinhos.
- Ah padre! O senhor é muito engraçado. Deus mexendo pauzinhos?
- Se move montanhas, pauzinhos é quase um nada. A fé é que faz as coisas acontecerem.
- Sim, mas o senhor sabe que os bailes da igreja ficaram muito famosos. É lógico que algumas bandas queiram participar até mesmo para se promover. É bom para elas e para a igreja.
- Ficaram famosos por causa das lindas modelos que você traz. Mulheres bonitas e jovens sempre encantam a todos. Sem contar a sua presença! Não seja modesta Patrícia!
- Isto foi o de menos. “Quem tem amigos não morre pagão.”
- Uma infinita verdade que nunca esqueço... Oh! Olha Carmem chegando!
O padre comentou erguendo-se na hora para abraçar Carmem.
- Seja bem vinda!
- Obrigada padre!
Carmem abraçou Patrícia carinhosamente. Segurou o rosto dela examinando-o com atenção.
- Tudo bem querida? Hoje está com uma expressão mais descansada.
- Está tudo ótimo Carmem! Dormi muito bem. Que bom te ver. – Sorriu piscando para ela. - Estamos conversando sobre o baile. O problema da banda foi solucionado.
- É mesmo? – Perguntou sentando ao lado dela. – Que notícia sensacional!
- Realmente Carmem! Os paroquianos estão cada vez mais envolvidos nos eventos da igreja. O boca a boca tem funcionado muito bem. Na reunião desta manhã para resolver quanto aos almoços dos domingos compareceram sessenta deles. Vocês acreditam nisto? 
- É padre, o senhor é muito cativante.
- Nada disto Carmem! As pessoas gostam de novidades, inovações. Uma igreja em movimento que não tenha só a palavra de Deus o tempo todo em todos os assuntos. Afinal o que fazemos é em prol da caridade. Poder ajudar divertindo para as pessoas é muito bom. As pessoas precisam descontrair sorrir, brincar, conversar, precisam conviver. Nestes almoços as famílias se reúnem. Os pais e seus filhos convivem por mais tempo. Deus une, não separa.
- É verdade! Já vim em alguns deles e gostei muito. – Carmem comentou.
- Só você que não apareceu nos almoços de domingo. – O padre comentou fitando Patrícia.
- Adoraria! Um domingo destes eu apareço com Carmem. Logo que organizarmos a nossa vida. 
- A nossa união! – Carmem comentou dando uma piscadinha para Patrícia.
- Isto. A nossa união. – Patrícia respondeu sorrindo. Então se voltou para o padre perguntando. – O senhor já pensou em substituir o ponche por vinho nos bailes?
- Por quê? Nunca recebi reclamações quanto a isto! – Comentou surpreso.
- Sei que não, mas eu acho que ponche está fora de uso. O vinho é uma bebida saudável e apreciada por muitos. Em vez de vender copos de ponche pode vender copos de vinho.
- Está aí uma coisa que nunca pensei. Você acha que as pessoas vão gostar?
- Só experimentando. Podemos servir ponche e vinho. O que for mais consumido será o escolhido. – Patrícia explicou pegando a agenda. – O que vocês acham?
- Podemos experimentar sim. Anote este item, por favor! Agora vamos resolver sobre o espaço. O salão da igreja não está comportando tantas pessoas. Vocês conhecem algum espaço maior que possamos alugar ou conseguir de graça uma vez por mês?
- De graça nem injeção na veia padre. – Comentou Carmem começando a rir.
- Oh sim, compreendo! Mas é um evento para a caridade!
- A caridade é relativa na cabeça das pessoas. – Carmem rebateu abrindo as mãos numa atitude de impotência.
- Isto é verdade. – Ele concordou coçando o queixo.
- Podemos conversar com o diretor do clube aqui do bairro padre. Não acho recomendável que seja em outra parte da cidade. Nem todos possuem carros e seria complicada a locomoção.
- Tem razão! O diretor do clube frequenta a missa. Gostei da ideia de falar com ele.
- Ótimo! Faremos isto assim que terminarmos aqui. – Patrícia comentou anotando na agenda.
- Se resolvermos tudo hoje, nós não teremos mais que nos reunir para este fim. Não vejo a hora de fechar essa etapa. – O padre comentou animado.
- Vamos fechar hoje. Garanto padre! Eu e Carmem vamos ao almoçar e depois iremos ao cinema. – Patrícia comentou sorrindo.
- Então vamos para o próximo item. Falta apenas uma semana para o baile. São tantos detalhes! – Respondeu padre Antônio decidido.
- As toalhas das mesas novas serão entregues dentro de dois dias. Vi uns guardanapos ótimos para combinar. Vocês acham...
Patrícia continuou dando ideias para o padre.

Samanta e Vivian chegaram à casa de chá às quatro da tarde. Pararam na entrada. Samanta observou o lugar com grande atenção.
Uma moça aproximou cumprimentando.
- Boa tarde! Prazer em revê-la! – Falou sorrindo para Vivian. – A senhora não veio hoje?
- Boa tarde! – Vivian respondeu sorrindo. – Não! Lamentavelmente ela fez a passagem.
- Lamento muito!
- Obrigada! – Samanta respondeu simpatizando com a mulher.
- Desejam uma mesa aqui dentro ou lá no jardim?
- No jardim! Na mesa que elas ocupavam se possível. – Samanta respondeu seguindo a mulher com Vivian a seu lado.
Ela sorriu quando chegaram ao jardim comentando admirada.
- Você tinha razão. É um lugar belíssimo! Só não mencionou a fonte natural.
- Essa fonte é encantadora.
- Vão querer algum chá especial?
A mulher perguntou pegando o cardápio que estava sobre a mesa.
- O que você acha Vivian? Chá de hortelã? – Samanta perguntou sentando.
- Você pode provar um chá muito saboroso que aprecio muito. Pode trazer o chá de abacaxi, casca de laranja, limão, maçã e erva de hibisco.
- Perfeitamente! Para comer?
- Bolo e aquelas torradas especiais com o mel, a parte, por favor!
- Com licença!
- Chá feito com frutas? Deve ser bom.
- É muito bom. Tenho certeza que irá gostar. – Vivian respondeu fitando a fonte. – Está se sentindo confortável?
- Sim. Estou bastante confortável aqui. Este lugar é incrível. Minha mãe nunca falou daqui.
- Ela comentou uma vez que eu devia te trazer aqui.
- É mesmo? Como ela podia saber que isto aconteceria um dia? Coisas de mãe! Só pode ser! – Samanta comentou sorrindo.
- Sua mãe tinha certeza que você e Patrícia não ficariam juntas.
- Como assim? Ela comentou isto com você?
- Comentou que você e Patrícia eram o oposto em vários sentidos.
- Isto é verdade. Não vamos falar sobre isto! Vamos falar sobre você.
- Não existe nada de especial para falar da minha pessoa. Tenho uma vida muito simples. Não faço nada de extraordinário.
- Antes de trabalhar para minha mãe onde você trabalhava?
- Em um hospital.
- Você gostava?
- Não muito. O salário deixava a desejar. O ambiente com os outros profissionais da área não era muito do meu agrado. Acho que porque sou muito quieta não gosto de brincadeiras no horário de trabalho. Por isto decidi trabalhar como enfermeira particular.
- Você namorava?
- Oh! Não! – Vivian respondeu corando na hora.
Samanta ficou surpresa por vê-la corar. Sorriu comentando surpresa.
- Não acredito! Você nunca namorou?
- Na verdade não. Não acho que seja mal não ter uma namorada. Devem existir muitas mulheres que nunca o fizeram. Acho que elas existem realmente.
- Não duvido, mas que é raro, temos que concordar.
- Talvez seja. Cada pessoa tem seu mundo. Já pensei se todas as pessoas que namoram são felizes de fato. Não sei. Vejo tantas separando e começando de novo. Tantas desiludidas...
- Tantas apaixonadas. A vida é assim. – Samanta comentou séria. – A vida tem fases. Tempos bons e tempos ruins. Diga-me uma coisa. Se nunca namorou como sabe que é lésbica?
- Nunca tive dúvidas quanto a isto.
- Se não teve uma vivência. Não esteve na intimidade com uma mulher como pode ter tanta certeza?
A mulher chegou com o pedido delas. Colocou sobre a mesa afastando-se.
Vivian serviu chá para elas comentando tranquila.
- Sempre senti atração por mulheres. Nunca penso em homens quando estou sozinha na minha cama. Minhas fantasias... – Ela se calou fitando a fonte.
- Suas fantasias?
- Como disse, sempre foram com mulheres. Desde que era novinha.
Samanta provou o chá sentindo o paladar lentamente.
Aceitou uma torrada com o mel que Vivian espalhou entregando a ela.
Bebeu e comeu por algum tempo silenciosa.
- Você chegou a se apaixonar por alguma mulher antes? – Samanta perguntou de repente.
Vivian sorriu neste instante.
- Imaginei que perguntaria. Não. Senti interesse e curiosidade por uma ou outra, mas paixão eu só vim a sentir por você.
- Você já se tocou pensando em alguma mulher?
- Ah. Minha nossa!
Novamente o rosto de Vivian ficou completamente corado.
- Estou falando de algo normal. Acaso não se masturba? Acho impossível que uma pessoa não tenha prazer nem com ela mesma.
- Só acho que é algo muito íntimo. Desculpe.
- Sim. Concordo que é íntimo. Desculpe você se estou invadindo a sua privacidade. Não vai me dar um tapa na cara. Ou vai?
- Céus! Não! Jamais faria isto Samanta! – Vivian respondeu corando mais ainda.
- Melhor assim. – Samanta respondeu pegando outra torrada. – Aprovei essas torradas. E este chá, ele é... Delicioso! Muito, muito saboroso! Obrigada por falar deste lugar. Principalmente por vir aqui comigo.
- A sua mãe onde estiver deve estar feliz.
- Espero que esteja. Agora que o choque passou, vamos falar sobre o assunto com calma. Não tenho a intenção de desrespeitar você. O que estamos conversando ficará só entre nós. Está bem assim?
- Sim.
- As pessoas se tocam, masturbam por uma necessidade física. O nosso corpo sente carências. O corpo pede. Falar sobre isto te assusta, mas não precisa ficar assustada.
- Sei que não preciso. Você tem razão. Sou muito crua para essas coisas.
- Crua? Não! Você não é crua. Tem conhecimento das coisas. Você é outra coisa. É pura.
- Desculpe! Deve estar pensando que sou uma tola. Não imaginei que teríamos uma conversa assim. Só estou muito sem jeito. Nunca conversei sobre este tipo de intimidade com ninguém. Nem com a minha mãe.
- Nem com amigas?
- Não! Não sou de falar destas coisas. Nem com minha ginecologista.
- Você já foi traída por confiar demais em alguma pessoa?
- Não que eu saiba. Parece que nem sempre sabemos o que as pessoas fazem pelas costas.
- Tens razão. Você gostaria de me conhecer melhor?
Samanta estava calma. Fez a pergunta num tom suave que deixou Vivian um pouco mais relaxada.
- Seria magnífico! Reconheço que preciso mudar meu jeito. É ridículo não conseguir falar certas coisas. Ainda mais sentindo o que sinto por você.
- Seria um ótimo passo. O que acha de jantar comigo hoje? Você trouxe-me aqui. Agora é a minha vez de levá-la para conhecer um restaurante.
- Jantar fora? Se o lugar for muito chiquê não devo ter uma roupa apropriada na sua casa. Podemos passar no meu apartamento quando sairmos daqui. Se não for problema para você.
- No seu apartamento? Tudo bem! Assim vou conhecer o lugar onde mora.
- Não tenho certeza se está arrumado.
Samanta olhou-a nos olhos comentando certeira.
- Não acho que seja por isto, Vivian! Você é muito organizada. Duvido que tenha alguma bagunça por lá.
- Desculpe, é um lugar pequeno. Não está a sua altura! – Vivian respondeu depressa.
Samanta serviu mais chá na xícara voltando a olhá-la nos olhos.
- Vivian? Vamos fazer uma coisa. Tente relaxar enquanto saboreio mais uma xícara de chá. Não erga barreiras para os seus sonhos. Cresci em uma casa pequena e simples. Nunca senti vergonha. Meus pais me deram o melhor que puderam.
Samanta bebeu a segunda xícara sentindo o olhar atento de Vivian sobre ela.
- Não fazia ideia que tinha crescido em uma casa simples. – Vivian comentou por fim.
- Pode acreditar. É assim, vou te contar como acabei virando uma estilista. Minha mãe era costureira. Uma simples costureira no bairro onde morávamos. Mas era ótima e por isto muito procurada. Tinha muitas clientes. Naquela época nós falávamos freguesas. – Explicou sorrindo com gosto.  
- Costureira?
- Exato! Imagine como eu ficava quando ela estava naquela máquina fazendo as roupas que aquelas mulheres encomendavam? Elas levavam revistas para minha mãe fazer a roupa idêntica. Além de ficar alvoroçada com o entra e sai de todas aquelas mulheres, eu passei a desenhar os modelos que via nas revistas que elas levavam. Quando não estava na escola, ficava sentada próxima a minha mãe desenhando cada vez mais. Então, quando estava com doze anos apareceu uma moça lá que ficou admirada com os meus desenhos. Ela disse para minha mãe que meus desenhos eram excelentes. Deu a ela um cartão para que me levasse para conhecer uma senhora da alta costura. Lembro que achei tão chique aquela expressão: Alta costura!
Vivian observava atenta o brilho nos olhos dela enquanto contava aqueles fatos.
- A sua mãe te levou para conhecer a tal senhora da alta costura?
- Levou! Esperei a semana toda porque ela tinha costuras demais para entregar. Como também fez questão de fazer um vestido para que eu usasse quando fosse conhecê-la. No sábado ela levou-me. Era um ateliê enorme. Quando entrei achei que estava sonhando. Que lugar maravilhoso! Todas aquelas mulheres confeccionando lindas roupas. Achei o máximo!
- Imagino! A senhora recebeu vocês?
- Quando minha mãe entregou o cartão informando que a mulher que o deu a ela pediu que fosse procurar Madalena Avelam, a moça ergueu-se na hora dando um sorriso. Ela perguntou direta: “Essa é a menina dos desenhos?” Bastou minha mãe confirmar para ela nos levar na presença daquela senhora.
- Nossa! Que bacana! Nunca imaginei que tinha acontecido assim.  
- Pois, foi assim! Resumindo, Madalena quis examinar todos os meus desenhos. Quando terminou ela voltou-se para a minha mãe falando: “A sua filha tem potencial! Tem muito potencial! Se permitir gostaria que ela frequentasse o meu ateliê. Ela pode desenhar aqui se não se importar. Posso ensinar muito a ela. Um talento como o dela não pode ser desperdiçado.” Minha mãe aceitou e foi contratada como costureira do ateliê. Quando saía da escola eu ia direto para lá. Madalena me ensinou de fato muita coisa. Também pagou um curso de desenho que frequentei por dois anos aos sábados. Quatro anos depois fui contratada como desenhista assistente dela.
- Agora entendo o orgulho que a sua mãe sentia de você e do seu trabalho.
- Eu também sentia muito orgulho dela. O vestido que ela fez para que fosse conhecer Madalena Avelam ainda está guardadinho lá em casa. Aquela tarde de sábado mudou completamente as nossas vidas. Meu pai era motorista de ônibus e acabou sendo contratado também para ser motorista da família de Madalena.
- Obrigada por contar como começou a sua carreira.
- As coisas não caíram do céu, mas dei muita sorte daquela moça ter visto meus desenhos. Quando tirei o segundo grau, fui para a faculdade e comecei a sonhar com o meu próprio ateliê e aqui estou eu. O resto você já sabe.
- Sim, com certeza sei de todo o resto!
Vivian comentou entusiasmada.
- Agora que já sabe que não nasci em berço de ouro, vou pagar a conta e vamos até o seu apartamento. É o seu lar e é disto que deve se orgulhar.
- A minha mãe está lá. Moramos juntas!
- Tudo bem! Se quiser me apresentar a ela terei prazer em conhecer. Aposto que minha mãe a conheceu!
- Conheceu sim. Mamãe foi algumas vezes falar comigo na sua casa.
- O que sua mãe faz?
- Também é enfermeira.
- Entendi. Então, vamos?
- Sim, vamos!
Vivian respondeu pegando a bolsa e entrando na casa de chá com ela.
Samanta pagou a conta. Depois saiu elogiando o lugar enquanto caminhavam para o carro.
                                      Continua...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

“Spare Some Love.” - Por Astridy Gurgel.

Sentimentos Inesperados. - Capítulo 31.


Chegaram ao restaurante após dez minutos. Depois que fizeram os pedidos passaram a conversar sobre vários assuntos. Carmem fitou Patrícia perguntando agitada depois de algum tempo.
- Ouvi comentários que Samanta passou todos os bens dela para você. O que vai fazer quanto a isto agora?
- Vou devolver tudo assim que ela voltar a trabalhar.
- Entendo. Acho que será melhor.
- É o certo afinal ela pensou que iria morrer. Não gostei nada disto, mas aceitei para tranquilizá-la. Não pretendo ficar com nada.
- Como ela está encarando ser apenas sua amiga?
- Ela não fala sobre isto. Acho que está aceitando do jeito dela.
- Desculpem, mas poderíamos pedir o jantar? Estou morto de fome. – O padre sugeriu sorrindo animado.
- É claro padre. – Patrícia concordou fazendo sinal para o garçom que aproximou na hora da mesa.
O jantar foi servido meia hora depois. Patrícia e Carmem jantaram olhando-se completamente apaixonadas.
Quando pediram a conta, as duas ficaram resolvendo quem iria pagar. O padre disse que iria ao banheiro. Patrícia estendeu a mão segurando a de Carmem que retirava o cartão de crédito da carteira naquele instante.
- Não me importa a conta. Só quero ficar a sós com você Carmem!
Carmem tirou delicadamente a mão da dela, respondendo baixo.
- Vou levar o padre em casa. Eu te encontro na minha casa.
Quando Patrícia chegou, abraçou Carmem bem apertado junto de si. Aquele abraço durou um longo tempo. Então ela afastou buscando os olhos dela.
- Não posso ficar muito tempo. Não ainda Carmem.
- Eu entendo meu amor. Não falemos disto. Só preciso sentir seu coração batendo junto ao meu.
- As saudades que sinto de você não pode ser explicada em palavras.
Patrícia fitou a boca carnuda, linda, trêmula a sua frente. Inclinou-se a procura dela. O beijo foi suave a princípio, depois intenso devido à saudade que sentiam uma da outra. Percebeu que Carmem estava quieta apenas sentindo seus lábios mordiscando e roçando os lábios dela. Ela correspondia ao beijo, mas não se mexia. Desceu os olhos para os seios dela vendo os biquinhos enrijecidos. Estendeu a mão trazendo-a mais para perto de si, buscando a boca num beijo faminto desta vez. Sentiu os lábios abrindo para receber os seus. Sentiu também as mãos dela tocando seus cabelos com carícias excitantes. Trocavam agora beijos apaixonados. Patrícia levou a mão aos seios dela acariciando-os por cima da blusa de tecido fino. Ela gemeu e Patrícia retirou a blusa com um movimento rápido e ansioso. Caíram juntas bem ali no tapete da sala. Suas mãos já buscavam seus sexos, pois aquele desejo e aquela saudade consumia-as de tal maneira que seus corpos tremiam só com o fato de se beijarem.
Carmem gemeu quando Patrícia a possuiu alucinada.
- Aiiiiii...
- Não pensava em outra coisa além de ter você. Estar dentro de você, ai que saudade...
- Eu sou sua Patrícia, vem...
- Você é minha loucura sim. – Patrícia gemeu entrando mais fundo na bucetinha dela. – Que tesão que eu sinto com você Carmem. Que delícia que é essa?
- Aí quero te chupar junto, vira, quero sentir você latejando na minha boca.
Patrícia virou o corpo rapidamente, mergulhando a boca no sexo dela, enquanto sentia também a língua de Carmem em seu sexo. As duas mergulharam naquela busca íntima explodindo de prazer algum tempo depois. Patrícia afastou do meio das pernas dela, envolvendo-a em seus braços carinhosamente.
- Estava louca para ter você. – Ela confessou beijando o rosto dela emocionada. – Eu amo você Carmem. Agora tenho certeza absoluta disto.
- Meu Deus! Como sonhei em ouvir isto. – Carmem sussurrou beijando os lábios dela apaixonada.
- Você ficou triste comigo porque estou ajudando Samanta a se recuperar do transplante?
- Céus, não! – Respondeu surpresa. – Não pense bobagens, eu não estou triste com isto. Entendo que você tem que fazer isto porque é mais integro agir assim. Não podemos abandonar as pessoas sem mais nem menos. Estou esperando você meu amor.
- Que bom que você entende, obrigada por isto!
- Ora, por favor! – Carmem sorriu a beijando nos lábios com paixão novamente e se ergueu pegando as roupas dela. – Você disse que não podia demorar.
- É verdade. – Patrícia concordou pegando as roupas das mãos dela.
Carmem ficou olhando-a encantada até ela terminar de se vestir.
- Você vai ao baile, não é Patrícia?
- Claro que vou. Agora todos os bailes serão deliciosos, pois estarei com você. – Comentou feliz puxando-a para seus braços. Acariciou o rosto dela com suavidade. Os cabelos ainda estavam presos e Patrícia sentiu um desejo louco de soltá-los. Mas apenas sorriu inclinando até o pescoço dela. Passou a boca ali, deixando-a escorregar até encontrar os lábios de Carmem se abrindo para outro beijo. Beijaram-se com paixão. Patrícia afastou-se respirando com dificuldade.
- Pense em mim e nos beijos que estou guardando só para você.
- Eu pensarei e logo que puder cobrarei todos estes beijos.
- Sim meu amor! Cuide-se e durma bem! – Patrícia pediu baixo saindo de uma vez da casa dela.

Vivian entrou no quarto na ponta do pé parando ao lado da cama de Samanta. Puxou a coberta que estava caída para o lado cobrindo o corpo dela cuidadosamente. Neste momento Samanta despertou abrindo os olhos. Apenas a luz que vinha do corredor iluminava o quarto. Seus olhos se encontraram na penumbra. Todas as vezes que despertava tendo Vivian ao lado da cama ficava mais impressionava com a dedicação dela. Samanta perguntou admirada.
- Você não dorme Vivian?
- Durmo sim Samanta. Vim apenas ver se você estava coberta. Está frio. A força do vento até faz ruído nas janelas.
Samanta continuou olhando-a atentamente. Os olhos de Vivian brilhavam tanto que pareciam até dois vagalumes.
- Você é muito dedicada.
- Você gosta da minha dedicação? – Vivian perguntou sem deixar de fitá-la.
- Sim, gosto. Sinto-me segura com você por perto.
- Que ótimo! Estou aqui para te dar tudo. Segurança, apoio, cuidados, amizade...
Vivian se calou, mas seus olhos passaram a cintilar. Ela tocou as cobertas na mesma hora para esconder seu nervosismo.
- O médico disse que já pode sair de casa para pequenas caminhadas. Lembrei-me de uma casa de chá aonde sua mãe gostava de ir. Se desejar nós poderemos ir até lá amanhã. Tem uma varanda deliciosa de onde se pode ver o jardim de toda a propriedade.
- Uma casa de chá com jardim?
- Sim. Eu acho espetacular. A Senhora sua mãe adorava. Tomava o chá e ficava lendo. É tão silencioso e agradável. Só indo até lá para você perceber a paz daquele lugar.
- E você fazia o que enquanto minha mãe lia?
- Também lia para ocupar o tempo. De outras vezes andava pelo jardim. – Respondeu olhando-a com um sorriso meigo.
- Minha mãe gostava muito de você.
- Sim, ela gostava de fato. Eu também gostava dela.
- Eu sei. – Samanta respondeu sem deixar de observá-la. – Quando você se apaixonou?
- Ah? Não percebi.
- Não é verdade que você se apaixonou por mim?
- Não fazia ideia que já sabia. – Vivian respondeu sustentando o olhar dela.
- Minha mãe deixou no ar, mas depois que fiz o transplante fui percebendo um pouco a cada dia. Pelos seus olhares e atitudes.
- Sinto muito se tenho sido tão transparente...
- Não se desculpe. – Samanta pediu sentando na cama.
- É tarde, você devia tentar dormir. – Vivian aconselhou na mesma hora.
- Estamos conversando não estamos?
- Sim, estamos. – Vivian respondeu completamente sem jeito.
- Então me diga desde quando está apaixonada?
- Está bem. – Vivian respondeu relaxando. – Foi acontecendo aos poucos. A primeira vez que te vi mal acreditei. Porque já te conhecia das revistas. Sempre via suas fotos com aquelas belas modelos. A sua mãe passou a me mostrar todas as reportagens que saiam sobre o seu trabalho. Todos os dias ela me pedia para ir à banca de revistas comprar novas edições que tinham reportagens sobre você. Isto virou uma rotina. Eu adorava tudo que lia sobre sua vida. Então descobri sobre seu relacionamento com Patrícia. A sua mãe comentou que ela era uma pessoa do bem. Ainda assim contou-me que você não estava completamente feliz porque convidou Patrícia para morar com você e ela não aceitou. 
- Realmente comentei isto com minha mãe, mas isto já passou. Patrícia se tornou minha amiga como você bem sabe. Ela tem estado nesta casa apenas para me ajudar. Por sinal considero uma atitude louvável já que está apaixonada por outra mulher e se eu fosse essa mulher, não aceitaria uma coisa assim. Em breve ela voltará para a casa dela. Já colocamos um ponto final no que vivemos. Nossos assuntos passaram a ser sobre trabalho e a minha saúde.
- Você ainda está apaixonada por ela?
- Poderia até perguntar ao meu coração sobre isto, mas não preciso. Sei que o coração não funciona como a cabeça. O coração esquece lentamente. A cabeça ignora e segue em frente. Digamos que eu passei a enxergá-la apenas como uma ótima amiga. Não poderia ser diferente.
- Sim, acho que não poderia mesmo.
- Volte ao que estava falando. – Samanta sugeriu sorrindo para ela.
- Foi como contei. Todos os dias as revistas. A sua mãe mostrava muitas fotos de quando você era mais nova. Contava inúmeros casos. Vivia dizendo que queria que você fosse feliz. Ela sempre pedia a cozinheira para fazer os pratos que você gostava de comer. Enquanto trabalhei para ela, o mundo dela girava em torno de você. Ela te amava muito.
- Sim, eu sei disto. Minha mãe aceitou completamente quando contei que era lésbica. Sempre foi muito compreensiva quando eu estava triste ou não queria conversar.
- Então foi assim. A sua mãe fez com que o sentimento fosse ficando cada vez mais forte. Um sentimento que fiz de tudo para esconder porque você estava comprometida. Quando me dei conta, estava completamente apaixonada. Confesso que não tinha nenhuma esperança porque você não olhava para mim quando estava em casa.
- De fato não sou de olhar para as mulheres, mas não sou cega.
- Por que não é de olhar?
- Passei tanto tempo tentando esconder que era lésbica que nem me dava conta que agia assim. Não olhava para as mulheres para que ninguém percebesse que eu as preferia aos homens.
- Entendi. Não deixa de ser uma estratégia.
- Era sim. Já é muito tarde. Acho melhor você ir deitar Vivian. Também vou dormir.
- Sim! É claro! Ouvi Patrícia chegando há pouco. Já é tarde mesmo.
- Patrícia está voltando aos poucos à vida dela.
- Isto te deixa triste?
- Não. De forma alguma. Agora vá e durma bem.
- Obrigada, mas primeiro deite-se que vou te cobrir antes de ir.
- Está bem. – Samanta respondeu deitando de uma vez.
Ficou observando enquanto Vivian a cobria de forma carinhosa.
- Obrigada Vivian.
- Disponha! Tenha uma boa noite! Até amanhã.
- Você também. Boa noite!
Samanta fechou os olhos pensando na dedicação de Vivian. No quanto ela era carinhosa, atenciosa e... Apaixonada! De fato aquela paixão praticamente saltava dos olhos dela quando seus olhos se encontravam. Aquele olhar era tão intenso que praticamente a hipnotizava. Samanta deu um meio sorriso enquanto adormecia pensando na conversa que tinha acabado de ter com Vivian.
                                    Continua...