domingo, 25 de janeiro de 2015

Uma vida sem amor.


Hoje é domingo e passei para escrever um pouquinho aqui. Existe um problema na sua relação? Vamos bater uma bolinha. Se servir para alguém espero que ajude de alguma forma. 
Os dias estão passando. A vida está seguindo e as coisas estacionaram. Nada mudou né?
A dosagem de rivotril mudou; nisto aposto. Antes era um comprimido, agora beira quatro ou mais e o sono e a paz não chegam. Também aposto que o médico não faz ideia deste abuso na dosagem desta medicação. Olha lá, isto faz mal para a saúde. Acelera demais o coração. Causa dependência! Virge Maria!
O problema? Você não sabe qual é? Já pensou em acomodação? Acomodação em uma vida que não tem mais como ser suportada. O problema é não entender que a vida estacionou porque você permitiu. Ninguém tem culpa desta insatisfação crescente. Ninguém tem culpa se sua companheira mudou e você não sabe como lidar com isto. Melhor, você tem culpa por saber que o amor acabou e você insiste em manter essa relação morta.
Você é a culpada por alimentar essa vida vazia. Oh perdão, mas é a verdade! Olhe sua vida para você entender melhor o que está fazendo dela.
O verão chegou. Vocês vão para a praia. Todo mundo curtindo o marzão e a sua companheira sentada numa sombra conectada pelo celular.  
Aquela cerveja estupidamente gelada rolando. As porções de camarões deliciosos chegando. Os peixes fresquinhos fritos na hora e ela lá enfiada no celular.
As horas passam e você apenas corre os olhos nela de vez em quando. Você se irrita sentindo um mal estar crescente. Como foi que isto foi acontecer? Aliás, quando isto começou a se agravar?
Cada uma foge para o mundo que lhe dá mais. Não sabia?
Enquanto a parceira vive conectada você vive tentando entender quem foi que errou. Procura entender porque foi você que esqueceu que nessa relação existem duas. Você e ela. Tanto que vive tentando encontrar a solução sozinha. A parceira não quer nem saber. Está bom demais para ela ficar conectada fugindo de todos os problemas que ela sabe que existem, mas finge não perceber.
A noite ela deita e dorme como uma pedra. Você passa a madrugada remoendo-se intimamente. Também antes você não precisava de todos estes remédios para dormir e olhe agora o que te aconteceu. Durante o dia todo você sorri para todos. Sorri para os quatro cantos do mundo. Ninguém percebe sua angústia interior. O trabalho te distrai. É fácil viver o dia, porém à noite você desaba. Suas noites são infernais. Enquanto ela dorme profundamente você lê. Escreve. Sonha. Se sente forte para mudar tudo. Promete-se decisões para o dia seguinte. Você chora escondida de todos. A madrugada é sua amiga e ao mesmo tempo sua pior inimiga. A madrugada te assalta. Ela te faz pensar. Obriga-te a libertar todas as suas dores. Faz-te olhar para dentro de você. Faz-te olhar para sua parceira que dorme o sonho dos justos ignorando sua tortura infernal.
Você sabe que é corajosa. Sabe que pode mudar tudo. Então onde foi parar a sua coragem? Viu? Até a coragem escondeu diante da sua passividade.
Encontra na leitura um mundo de sonhos. Seu corpo desperta e queima. Mas não tem com quem viver todo o desejo que te consome. No íntimo sabe que tem direito a uma vida diferente. Fantasia outra vida com outra mulher. Uma mulher que tenha as mesmas necessidades que você. Uma mulher que te abrace e faça amor com você. Que faça parte de todos os seus momentos. Que divida a felicidade dela apenas com você. Uma mulher de verdade como a sua já foi um dia.
Quantos anos você vai viver procurando entender onde foi que errou?
Quantos anos vai insistir em ser mãe, irmã e a amiga da sua esposa? De sua namorada?
Quantos anos vai insistir nas conversas que tem com ela e que não levam a lugar algum?
Quantos anos você precisa para começar a se amar?
Quer saber? Milhões de mulheres passam por isto no mundo inteiro. O que acha de trocar os comprimidos por uma taça de vinho? Acredito que o efeito será melhor e o sono voltará a te visitar.
Tenho um domingo inteiro para curtir agora. Boas mudanças caso vocês consigam fazê-las em suas vidas. Não troquem o amor pelo rivotril. Não é a mesma coisa! 
Bom domingo para vocês leitoras!
Astridy Gurgel 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sentimentos Inesperados. - Capítulo 26.


Patrícia tomou um banho, comeu alguma coisa e foi para a sessão de fotos.
Na parte da tarde, experimentou os modelos com a provadora que era um amor de pessoa.
Depois trocou de roupas e literalmente correu para a casa de Carmem.
Carmem sorriu quando o empregado entrou com ela na sala. Estava lendo uma revista de modas. Patrícia observou que estava lendo uma reportagem sobre sua vida. Aproximou sentando ao lado dela no sofá.
- Oi Carmem! Vim o mais rápido que pude.
- Oi meu amor! Estou feliz demais por estar aqui. – Carmem respondeu beijando-a longamente nos lábios. Patrícia a envolveu prendendo mais o corpo dela ao seu. O beijo delicioso as deixou ansiosas. Ela sorriu interrompendo o beijo com um sorriso tímido.
- Sinto-me uma menina muito má agindo como estou agindo.
Ao confessar aquilo Patrícia estava sendo verdadeira. De fato sentia-se mal por estar traindo. A ponto de se achar uma pessoa má. Porém, isto não a impediu de ir a procura de Carmem.
Carmem sorriu puxando-a para os seus braços carinhosa. Abraçou-a sussurrando baixo em seu ouvido.
- Não amor, você não é uma menina má. Você é a mulher que eu amo.
- Eu sei. – Patrícia respondeu baixinho envolvida pelos braços dela.
- Pensei em você o dia todo. Quis ligar, mas temi te incomodar. – Carmem confessou enquanto dava suaves beijos no ouvido dela. Enquanto o fazia, sorriu continuando. – Imaginei você voltando para os meus braços. Para ser amada como quero te amar. Dorme comigo essa noite de novo?
- Durmo... – Patrícia respondeu tremendo de desejo.
        - Quero amar você até perder as forças...
Patrícia a olhou nos olhos perguntando baixo.
- Você sabia que muitas mulheres estranham isto de fazer amor por muitas horas?
- Se estranham é porque elas não têm pique ou vontade. Não acha?
- Talvez. – Patrícia falou sorrindo docemente.
- Explique este seu talvez. - Carmem pediu admirando-a com um olhar carinhoso.
- Acho que acabam ficando condicionadas a isto. Para fazer sexo é preciso gastar energia. No final de semana programam de fazer com mais tempo. Sabe isto?
- Não dá para programar fazer amor, dá?
- Ah! Até dá! – Respondeu sorrindo. – Não dá para programar é o tesão e o desejo. Eu acho que é meio assim que acontece com muita gente. Eu por exemplo: Não importo com o tempo na hora de fazer amor, mas se forem muitas noites neste ritmo me prejudica nas seções de fotos. A maquiagem esconde bastante. Só que tem muita diferença de um rosto descansado para um cansado.
- Isto é verdade! No seu caso sempre te acho lindíssima nos desfiles que assisti seus. Também nas fotos que vejo nas revistas.
- Sim, é verdade! A custo de algumas discussões com Samanta porque ela não gosta de dormir cedo. Preciso impor minha necessidade de dormir mesmo sabendo que ela não gosta. Ela reclama e emburra, mas não cedo. Não tenho culpa se sempre marcam as seções de fotos mais cedo para aproveitar a luz do sol.
- Eu não sou de emburrar e tenho muito pique para te amar. Se precisar dormir agora basta falar que dormimos. – Carmem confessou roçando a boca no ouvido dela sensualmente. – Guardei toda a minha energia para você, mas posso esperar.
- Ai, vamos lá para dentro. – Patrícia pediu desvencilhando dela sem aguentar mais a vontade de tocá-la intimamente.
Carmem ergueu-se indo com ela para o quarto rapidamente.
Lá, envolveu-a buscando seus lábios cheia de paixão. Enquanto se beijavam, Patrícia a livrou do sutiã confessando desorientada.
- Não pensei em outra coisa hoje. Estou louca de desejo por você. Eu ando e sinto você. Fecho os olhos e vejo você. Estou perdida, completamente perdida te desejando tanto assim...
- Então deixe explodir o seu desejo. – Carmem pediu afastando para despi-la rapidamente.
- Estou deixando. Estou deixando tudo Carmem. Ai, na cama! Quero você, preciso ai...
Elas caíram na cama, enlouquecidas. As roupas estavam pelo chão. Patrícia puxou Carmem para cima de seu corpo oferecendo os lábios entreabertos em fogo. Ela estava queimando. Todo seu corpo ardia e tremia tamanho o desejo que sentia por Carmem.
- Quero seus beijos, venha. Seja minha porque preciso ser sua.
- Amo você Patrícia...
- Então me faça sua. Quero você dentro de mim. Possua meu corpo, meu coração, minha alma, tudo, por favor, preciso de você, Carmem...
Carmem beijou todo o corpo dela num ritual de adoração que quase levou Patrícia à loucura. Ela gemia completamente entregue. Seus corpos roçavam-se numa união de almas. Elas sentiam-se flutuando uma nos braços da outra. Carmem a puxou para seus braços, sentando de pernas abertas diante dela. Olharam-se nos olhos sorrindo uma para a outra. O que elas sentiam era uma felicidade inexplicável. As mãos foram cegas em busca dos sexos alucinados de desejo. Os gemidos perderam-se pelo quarto imenso.
- Você está me matando de prazer. – Patrícia gemeu confessando enquanto a possuía incansável.
- Enlouqueço quanto te possuo assim. Você não faz ideia como te amo...
- Mostre-me o seu amor Carmem. – Patrícia pediu mergulhando a boca na dela.
Com o beijo seus corpos uniram-se mais. Elas aumentaram o ritmo das mãos sentindo momentos depois o orgasmo invadia-as ao mesmo tempo.
- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
- Ooooooooooooooooooooooooooooo...
Patrícia segurou o rosto de Carmem, enchendo-o de beijos carinhosos. Então tombou o corpo dela lentamente para a cama enquanto deitava-se sobre ela. Carmem passou a beijar o rosto dela também, mas Patrícia gemeu confessando rouca.
- Espere, preciso sentir você. Preciso beber você, aiiiiii... Não resisto. – Gemeu escorregando para o meio das pernas dela.
Carmem jogou a cabeça pra trás quando a língua mergulhou em sua bucetinha faminta.
- Aiiii... Adoro essa sua intensidade... Aiiiiiiiii...
Patrícia não raciocinava mais, assim perdeu-se nela adorando chupá-la sem o menor pudor. Manteve a língua dentro da bucetinha até senti-la jorrando intensamente dentro de sua boca. Ainda ficou por ali beijando suavemente as coxas dela, mas Carmem sentou a puxando para a cama. Foi a vez dela mergulhar na bucetinha deliciosa de Patrícia.  Ergueu os quadris rebolando de forma provocante o sexo na boca de Carmem. Rebolava, provocava, dava e tomava, levando Carmem a loucura total do desejo. Ficaram assim até Patrícia explodir num orgasmo intenso.
- Ahah... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Dali, sem afastar-se, Carmem passou a língua pela bucetinha erguendo a cabeça e confessando em êxtase.
- Eu fico louca tendo você assim. Eu...
Uma batida na porta neste momento surpreendeu Carmem. Ela se ergueu pegando o robe.
Vestiu aproximando da porta com o ar sério.
        - O que foi? – Perguntou em voz alta.
O que ela ouviu foi um murro na porta e a voz de Samanta soou furiosa do outro lado.
- Abra essa porta agora ou vou arrombar sua cretina! Eu te mato! Sei que minha mulher está aí dentro! Abre a droga desta portaaaaaaaaaaa!
Carmem voltou-se lançando um olhar para Patrícia. Aproximou dela falando baixo.
- É melhor que ela não te encontrar aqui. Se vista, por favor. Vou abrir a janela para você sair por ela.
Enquanto isto ela foi até a janela abrindo-a sem fazer barulho.
Patrícia nunca se vestiu tão rápido na sua vida como naquele momento. Correu até a janela onde Carmem esperava muito controlada. Patrícia saiu rápido, sussurrando baixo para ela.
- Desculpe por este inconveniente. Que situação! Ai...
- Vá amor! Eu resolvo! Depois nos falamos.
Carmem fechou a janela decidida. Foi até o banheiro onde lavou o rosto rapidamente. Voltou ao quarto indo até a cama esticando o lençol ao som das batidas descontroladas. Só então foi até a porta abrindo-a de uma vez.
Samanta passou por ela feito um furacão. Andou pelo quarto procurando. Foi ao banheiro e voltou parecendo enlouquecida. Viu a porta do armário indo até lá. Abriu revirando todo o espaço ali a procura de Patrícia.
Voltou-se furiosa indo até a cama. Abaixou olhando de baixo da cama. Então se ergueu indo para cima de Carmem. Quando ela agarrou o pescoço de Carmem furiosa, Carmem girou o corpo, soltando-se ao mesmo tempo em que a empurrava contra a parede. Samanta a olhou assustada falando entre dentes.
- Onde está a minha mulher? Sei que ela entrou na sua casa...
- Ela veio aqui tomar chá, mas já foi embora. Procure se acalmar...
- Tomar chá? Pensa que sou idiota? Conta outra porque eu não caio nessa! Percebi suas intensões naquele baile. Você comeu minha mulher com os olhos. Não tem vergonha na cara não?
- Desculpe, mas não posso te ajudar. Já viu que ela não está aqui! Faça a gentileza de sair! Não sou obrigada a aguentar isto.
- Se eu pegar você perto de Patrícia eu quebro você inteira.
- Meu Deus! Não estou acostumada com isto. Por isto, por favor, poupe-me e vá agora.
- Vou descobrir o que está acontecendo e vou acabar com isto! – Samanta ameaçou saindo em seguida dali.


Samanta entrou no apartamento de Patrícia quarenta minutos depois. Não a encontrou na sala e nem na cozinha. Foi direto ao quarto. Estava tão furiosa que mal se continha.
Patrícia estava deitada na cama de calcinha e sutiã. Tinha tomado um banho e estava assistindo televisão naquele instante. Ao ver Samanta entrando ali, ela sentou na cama mostrando-se completamente surpresa.
- Samanta? Não sabia que chegaria hoje. Fez boa viagem?
- Fiz sim! Liguei, mas o telefone daqui não atendia nunca. Onde você estava agora há pouco?
- Ah! Cheguei faz algum tempo. Passei na casa de Carmem para lanchar e resolver alguns assuntos da igreja. Por quê? Algum problema?
Samanta suspirou olhando-a detidamente, porém acalmou-se como por encanto.
- Então esteve na casa de Carmem mesmo?
- Estive sim. Encontramo-nos ontem na boate onde fui dançar com Karla e Fátima. Então marcamos o lanche.
- Eu fui a casa dela... Eu imaginei que vocês estavam... Você sabe, transando e...
- O quê? Você está ficando louca? - Patrícia odiou-se por agir daquela forma. Aquele era o momento em que devia contar a verdade. Devia dizer: Transei com ela sim. Estou transando com ela. Lamento, mas estou sim. Não queria que acontecesse assim, mas foi mais forte do que eu. Porém, não falou. Ficou muda escutando a resposta de Samanta diante dela.
- O que eu deveria pensar Patrícia? Um dos meus seguranças começou a te seguir hoje porque eu estava muito preocupada por não te encontrar em casa. Liguei para Sandrine ontem à noite e mandei o segurança ver o que estava acontecendo...
Enquanto Samanta falava Patrícia a ouvia estarrecida sobre a cama.
-... Mas pensei que poderia ter acontecido alguma coisa ruim com você sim. Quando cheguei à cidade ele me informou que você tinha ido para a casa de Carmem. Eu perdi a cabeça. Não fique com raiva de mim...
- Não estou com raiva. Estou chocada! – Patrícia falou saltando da cama. – Colocou um segurança atrás de mim? Com que direito fez isto?
- Tudo que eu faço é por amor, entenda, eu só me preocupo demais com você...
- Isto não é preocupação! É controle e possessão! Você pensou que eu estava na casa de Carmem transando com ela?
- Eu pensei sim, eu...
- E se eu estivesse transando com ela? Você ia bater nela? Ia bater em mim?
- Claro que iria bater nela! Eu não aceito que mulher nenhuma toque em você!
- Você não aceita? – Patrícia perguntou começando a rir. – Tenha a santa paciência, isto não existe! Eu sou uma mulher livre! Você não vai mandar em minha vida. Não vai me controlar! Não assim como está fazendo. Você não precisa disto, tá bom? Simplesmente não precisa.
- Aquela Carmem te comeu com os olhos aquele dia do baile! Não confio nela perto de você...
- Olha Samanta, vou te falar uma coisa muito séria agora. Você jamais vai me impedir de transar com outra mulher caso eu queria fazer isto. Entendeu?
- Você quer transar com alguma mulher por acaso?
- Se você continuar agindo deste jeito nem sei o que farei! Agora faça o favor de ir embora. Amanhã nos encontraremos no ateliê a tarde. Estou cansada e sem paciência para discutir.
- Acabei de chegar de viagem, estou louca de saudade e você me manda embora? Patrícia não faça isto comigo. Não quis te magoar, só estava preocupada. Eu fui à casa de Carmem, mas não fiz nada de mais. Apenas perguntei se você estava lá. Eu...
- O que você fez foi bafão, escândalo, loucura! Você vai à casa de uma pessoa que você não tem intimidade desconfiada que eu esteja lá transando e diz que não fez nada?
- Sei que foi loucura. Assim que você me contou que esteve lá percebi que cometi um erro. Por favor, perdoe-me, mas sinto ciúmes demais, eu...
- Você precisa de limites Samanta. Não aceito sua atitude. Até de longe você quer me controlar. Ah não, nem pensar! Vá ou vou brigar feio com você. Leve o segurança com você porque não admito ser vigiada! Não admito e pronto! Boa noite!
Samanta ainda a olhou dando um suspiro de tristeza, mas saiu sem a menor vontade de ir. Assim que a porta da sala fechou, Patrícia foi até lá passando o trinco por dentro. Correu para o telefone ligando preocupada para Carmem.
Ela atendeu dando um sorriso aliviado ao ouvir a voz de Patrícia.
- Que bom que ligou. Estava preocupada com você. Está tudo bem?
- Está sim, nós conversamos e ela já foi. Quero que você venha me ver. Disse que iria dormir com você e vou dormir.
- Ela estava tão desesperada. Fiquei penalizada. Não acha perigoso?
- A vida é perigosa Carmem e eu te quero e não consigo mais controlar minha necessidade de ter você. Então, por favor, apenas venha. Eu sei que a minha traição agora é consciente. 
- Tudo bem. Estou indo agora mesmo.
Meia hora mais tarde ela ouviu o interfone tocando. Ouviu a voz de Carmem, deixando-a subir na hora. Quando abriu a porta ela estava toda de preto, tendo um capacete de motoqueira nos braços.
Carmem sorriu passando por ela.
- Oi Patrícia. Vim de moto porque assim o capacete não permite que me reconheçam.
- Ótima ideia! Vamos conversar lá no meu quarto.
Entraram no quarto e Patrícia sentou na cama perguntando agitada.
- O que aconteceu depois que eu saí? Ela te agrediu? Ameaçou você?
- Ela estava completamente fora de controle, mas tudo bem, ciúme é sempre assim. Eu a controlei meu amor! Senti-me péssima por mentir para ela.
- Controlou como?
- Ela agarrou meu pescoço e eu a tirei de cima de mim. Mesmo porque não queria que ela sentisse o cheiro de sexo em meu corpo. Você precisa ter mais cuidado. Como ela soube que você estava lá em casa?
- Colocou um segurança atrás de mim! Fiquei possessa, meu Deus! Samanta está completamente dominada pelo ciúme. Também me sinto péssima por estar traindo.
- Ela temia ser traída, agora está sendo. Parece que os temores ecoam e atraem o que mais se teme. Sinto muito por isto estar acontecendo. Sei que sou a culpada. – Carmem comentou sincera.
- É, acho que atraem sim. A culpada sou eu, porque eu é que estou traindo, não você. Este peso é meu. Só que eu desejo você e ela não é minha dona. Tire essa roupa e venha aqui, estou louca para te sentir.
Notas da autora: Samanta sempre teve ciúmes até da sombra de Patrícia. Desconfiava de tudo. Agora o que ela tanto cismou que acontecia quando não acontecia se tornou realidade. Será que as pessoas atraem para elas o que mais temem? Muitos acreditam que sim. Também acredito.
Carmem deixou o capacete sobre a cadeira. Voltou-se olhando para Patrícia do meio do quarto onde estava parada. Com movimentos lentos e sensuais, ela começou um Streep tease inacreditável. As peças de suas roupas iam escorregando com uma leveza deliciosa.
Patrícia passava a língua pelos lábios sem acreditar no que estava vendo. Ela era linda demais. Os movimentos do corpo hipnotizavam Patrícia. Não havia música tocando e mesmo assim ela dançava sensualmente enquanto livrava-se de cada peça. Quando chegou ao sutiã, ela fez de conta que o tirava voltando-o ao corpo.
Patrícia gemeu confessando excitada.
- Você está me matando de tesão. Ai Carmem...
- Você gosta? Excita-te muito assim?
- Muito, estou adorando...
Carmem virou de costas rebolando levemente os quadris para provocar Patrícia. Ouviu o gemido que ela deu da cama, virando e tirando o sutiã desta vez.
- Ia te dar este presente mais tarde lá em casa, mas fomos interrompidas. – Carmem confessou num tom de voz rouco. – Quero tanto você. – Confessou aproximando da cama. Saltou para cima da cama, aproximando o corpo do rosto de Patrícia que estava sentada. Ela esfregou o sexo contra a boca de Patrícia perguntando sensualmente. – Está com sede de mim? Quer me dar essa língua maravilhosa agora?
- Quero... Ai deixa... – Patrícia pediu tentando puxar a calcinha para baixo.
- Deixo. – Carmem riu detendo as mãos dela. – Já estou tirando, calma. Já vou dar para você. – Contou continuando a dança sexy diante do rosto dela. Levou alguns minutos até a calcinha chegar aos seus pés. Então ela estacou diante de Carmem, abrindo as pernas se oferecendo. – Tome, é tudo seu, pode se fartar agora.
Patrícia não esperou pelo segundo oferecimento. Afastou mais as pernas dela, mergulhando a língua no sexo maravilhoso com um gemido de prazer. Perdeu-se no sexo de Carmem desnorteada. Lambeu com imenso prazer cada canto da bucetinha deliciosa. Ficou ali até fazê-la gozar intensamente
- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Foi a vez de Carmem deitar sobre ela enlouquecida de desejo.
Elas se amaram por um longo tempo. Então se abraçaram ficando quietas. Cada uma ficou perdida em seus pensamentos.
                                  Continua...

domingo, 18 de janeiro de 2015

Leveza!


A vida mudou muito de 31 de Dezembro até hoje? Não falem não, já sei a resposta. Palavras? Onde elas nos levam? Muitas vezes a lugar nenhum. De outras palavras não representam nada para as surdas e as que fingem não entender.
O que o ano novo tem dado até este momento? Uma enxurrada de situações tristes? Ai meu Deus! O que são situações tristes? Exatamente o que mais se valoriza. As pessoas valorizam mais momentos tristes do que momentos felizes.
Não existe nada melhor do que pensamentos positivos. A coisa mais importante que podemos fazer quando acordamos é pensar: “Vou ter um dia feliz.”
Porque quem comanda nossa vida somos nós mesmas. Por isto não importa se do dia primeiro até hoje nada foi totalmente bom. Se não foi bom à culpa não é dos dias. Nós temos uma maneira estranha de procurar satisfação e felicidade. Procuramos o que já não percebemos em nossas vidas.
Por que uma mulher insiste em ficar com outra que não lhe faz feliz? Será que é para ter do que reclamar? Ela faz isto, faz aquilo, não gosto disto e não acho legal e tal... Uai! Trem estranho. Uma relação que já não dava certo no ano passado não vai começar a dar certo agora. O negativo permanece negativo.
Já aquela mulher que decidiu fazer um ano diferente está indo muito bem. Está muito tranquila curtindo seus dias sem as reclamações do passado. Deixou de dar importância para o que a machucava. Deixou de dar importância para suas próprias e bobas insatisfações. Parou de culpar as pessoas assumindo que ela precisava se renovar. O que parecia perdido e ruim desapareceu. Não é mais a mesma. Todo o negativismo foi lavado de seu ser.
Por que as pessoas travam em pensamentos pessimistas? Elas acham difícil serem felizes. É difícil para elas entenderem que podem ser felizes sozinhas ou acompanhadas. Pensam que felicidade só acontece quando estão acompanhadas. Porém, quando estão acompanhadas não ficam felizes. Essa felicidade não tem nada a ver com a parceira. A felicidade tem que estar presente de qualquer forma. Pessoas que não conseguem encontrar felicidades sozinhas jamais serão felizes acompanhadas.
Como será que estão por dentro? As pessoas não olham para dentro. Olham com os olhos sempre para fora. Olham para o mundo, para as coisas e as pessoas. Só não olham para si mesmas. É doloroso se verem. Não querem ver o que guardam e escondem. Escondem... Que triste deve ser isto!
Receitinha boa mesmo para cada dia é ser feliz deixando de lado o que maltrata. Cada pessoa tem o seu peso, mas o ideal é viver leve. Aposto nisto e é isto que busco. Leveza!   
Astridy Gurgel

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sentimentos Inesperados. - Capítulo 25.


Patrícia não quis saber para onde ela a estava levando. Sentou ao seu lado sentindo-se ansiosa. Tinha estado o dia inteiro ansiosa para correr ao encontro dela.
Carmem deu partida no carro estendendo a mão até a coxa de Patrícia. O vestido ergueu-se quando ela sentou expondo as pernas. Carmem deslizou as mãos nelas suspirando tamanho seu excitamento. Patrícia trocou um olhar profundo com ela sussurrando emocionada.
- Vou fazer uma loucura, mas não tenho mais paz. Preciso ter você Carmem.
- Você vai me ter. Vamos fazer o que tanto queremos. Vamos fazer amor.
Patrícia apenas sorriu voltando os olhos para as ruas por onde ela passava velozmente.
Quando chegaram, Carmem saltou do carro pegando a mão dela. Entraram subindo rapidamente a escada até o terceiro andar. Lá Carmem a puxou trancando a porta.
Patrícia observou o quarto luxuoso atentamente. O que chamou sua atenção foi o balde de gelo com a garrafa de champanhe e duas taças no criado ao lado da cama. Havia também muitas rosas vermelhas em duas jarras. Como muitas velas iluminando todo o quarto.
- Como tinha tanta certeza que eu procuraria você? Champanhe, rosas e as velas. Está tudo tão lindo e romântico. Como teve tanta certeza? Eu estava tão transparente assim?
        - Você sabe a resposta. – Carmem respondeu pegando a garrafa de champanhe abrindo diante dos olhos atentos de Patrícia.
Serviu duas taças entregando uma para ela.
- Ao nosso encontro. Saúde Patrícia!
- Saúde Carmem! – Respondeu bebendo com os olhos fixos nos dela. – Eu estou aqui. Mal posso acreditar que vim correndo para você.
- Você veio. É isto que me importa. É isto que está fazendo o meu coração quase explodir dentro do meu peito. – Carmem respondeu acercando-se dela. Soltou a taça estendeu as mãos tocando o rosto de Patrícia. – Sou louca por você e quero você demais. Você roubou meu coração.
- Se fiz isto não tive culpa. Não sei por que gosta tanto assim de mim, mas você abalou meus alicerces. Não consigo parar de pensar em você Carmem. Acho que não tenho mais juízo e nem consigo ter. Também quero você. Quero tanto que dói só de pensar.
Carmem buscou os lábios de Patrícia sem resistir mais. Suas bocas encontraram-se num beijo alucinado. Toda a paixão e o desejo reprimido delas explodiu nos beijos que trocavam agora.
Patrícia gemeu quando Carmem afastou sua boca começando a tirar seu vestido com suavidade. Enquanto a despia, ela confessava encantada.
- Eu sonhava em despir você assim Patrícia. Sonhava em conhecer seu corpo. Imaginar você nua deixava-me louca.
Patrícia também começou a livrá-la do vestido. Despiam-se ansiosas. Quando ficaram nuas Carmem a puxou para a cama deitando sobre ela excitada.
- Preciso amar você. Sentir cada parte do seu corpo. – Confessou passando a beijar o corpo inteiro.
Havia naqueles beijos, no roçar das mãos, no toque do corpo dela contra o de Patrícia uma procura desesperada pelo prazer. Patrícia percebeu como ela era inexperiente. Mesmo assim ela estava lhe dando um prazer imenso com os carinhos deliciosos que fazia em seu corpo. Sentia também como o corpo dela tremia junto ao seu. Patrícia percebeu o quanto ela estava no limite. Num movimento rápido puxou-a contra seu corpo, beijando-a longamente nos lábios. Depois beijou a nuca, o pescoço, até deter a boca no ouvido. Ali brincou com a língua quase a levando a loucura.
- Aiiii... Você está me matando de tanto prazer. – Carmem confessou quase desfalecendo.
- Vou te matar agora. Vai ser minha agora não vai?
- Vouuuu... Vou ser sua e te dar tudo que você pedir. Ai Patrícia...
- Então abra as pernas para mim. Gosto bem abertas. Gosto de me deliciar enquanto chupo. – Patrícia explicou enlouquecida.
Estava deitada nas costas dela. Carmem estava rebolando o corpo sem o menor controle. Patrícia afastou-se olhando as nádegas lambendo os lábios. Virou-a de frente deitando sobre ela rapidamente. Seu sexo colou ao dela roçando safadamente contra ele.
- Ohhh... Aaaaaaaa...
Patrícia mergulhou a boca nos seios dela pedindo meiga.
- Não goze. Posso te dar só quando não aguentar mais...
- Eu não aguento mais. Quero agora, me dá. – Ela pediu desnorteada.
- Estou indo. – Patrícia falou rindo e voltando a sugar os seios dela. Minutos depois deslizou para o meio das pernas de Carmem, passando a língua delicadamente no sexo.
- Ah... Ooooo... Aí Patrícia, meu amor, oooo...
Patrícia enlouqueceu com aquele gemido alucinadamente sensual. Ela estava próxima de ter um orgasmo e não podia mais adiar o momento. Foi direta no clitóris dela. Chupou-a com um prazer que não sentia há tempos.
Patrícia sentia o coração explodindo numa emoção que não conhecia. O jeito sensível de Carmem naquela entrega, enquanto a sugava com aquela intimidade deliciosa, os gemidos contidos dela, os movimentos do corpo deslizando em sua língua, tudo eram maravilhoso e novo. Era isto que estava faltando em sua vida. Uma Carmem intensa em um momento e contida em outro.
Patrícia enlouqueceu a fazendo gozar neste instante. Agarrou firmes as pernas dela, enquanto devorava a clitóris desvairada de desejo.
- Oh... Ai que delícia... Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Ohooo... Oooooooooooooooooooooooo...
Carmem gozou intensamente fechando as pernas delicadamente contra seu rosto.
Patrícia subiu deitando ao seu lado, puxando-a para seus braços. Por alguns instantes Carmem ficou quieta. Então falou, fazendo Patrícia estremecer ao ouvi-la confessando.
        - Aí Patrícia, eu te amo tanto! Não canso de falar isto porque esperei demais para ter você nos meus braços.
Patrícia emocionou-se a beijando profundamente, misturando o gosto do gozo dela em suas salivas. Por alguns instantes Carmem correspondeu ao beijo apaixonadamente.
Então falou, fazendo Patrícia estremecer ao ouvi-la confessando.
        - Este gosto do meu gozo na sua boca está delicioso. Você gostou de me sentir? Gostou como gozei para você? Você me dá? Deixa-me te sentir também? Estou com tanto medo de você achar que estou sendo apressada demais.
- Não vou pensar nada disto. Adorei te sentir. Deixo sim. – Patrícia falou pegando a mão dela colocando em seu sexo. – Sinta como você me deixou louca. Veja como necessito de você.
Carmem deixou os dedos deslizaram dentro da bucetinha encharcada. Ao senti-la tão excitada, sorriu entre os lábios dela.
- Quero sentir na minha boca. Não aguento mais sonhar apenas, quero muito te sentir lambendo essa bucetinha deliciosa agora.
- Você me deixou louca quando falou que queria me chupar. Suas palavras ficaram o dia todo ecoando na minha cabeça.
- Vou te mostrar como quero te chupar.
Patrícia a viu descendo até o meio das suas pernas e mergulhando em seu sexo.
- Ah... Aaaa... Uuuu...
Carmem não perdeu tempo. Deliciou-se brincando com a língua assanhada pela bucetinha incansável. Por um instante ela ergueu a cabeça perguntando roucamente.
- Posso te possuir? Não vou te machucar?
- Pode... Faça como quiser...
Notas da autora: Este jeito da Carmem. A insegurança sexual dela. Seu medo de não agradar Patrícia é muito peculiar de quem faz amor pela primeira vez. Isto é tão especial, tão terno e repleto de uma sensibilidade que senti nela desde a primeira vez que a imaginei entrando na história. Ela tem o mesmo nome de outra Carmem que criei num outro conto. Porém, a personalidade delas é completamente diferente. Duas Carmem Santiago. Duas personagens que me encantaram.
Carmem ergueu então a mão a penetrando com um dos dedos delicadamente. Quando começou a entrar e sair de dentro da bucetinha, gemeu quase em delírio.
- Que sonho ter você assim. Mexa mais para mim, sente como estou te amando... Aí... Que delícia...
- Assim, mais rápido, dá...
Carmem mergulhou a língua na bucetinha novamente enlouquecendo de vez tamanho o prazer que estava sentindo. Mal acreditou quando Patrícia explodiu dentro de sua boca.
- Ohoooooooooooooooooooooooooooooo...
Carmem subiu rapidamente deitando sobre ela. Sorriu passando a língua nos lábios sem esconder sua satisfação.
        - O seu gosto é um sonho. Aí que tesão que você é. Nunca imaginei que fosse tão intenso gozar como gozei com você. Eu sabia que você era assim. Olha como estou. – Mostrou roçando o sexo contra o dela. – Você ainda me quer?
Em resposta Patrícia ergueu a mão deslizando para dentro dela. Carmem fechou os olhos jogando os cabelos para trás dando um gemido intenso.
- Ooooooooooooooooooooooooooooo...
- Assim que eu gosto. Sinta assim, deixa vir, quero tudo em cima de mim, ensopa minha barriga. Aí Carmem! Dá tudo agora...
Aquelas palavras deixaram Carmem louca. Ela rebolou contra a mão de Patrícia em busca do orgasmo. Todo seu corpo estremecia loucamente neste instante.
- Ohoooooooo que tesão incrível você está me dando...
- Deixa vir. Dê-me, vem...
- Aiiii... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Patrícia ergueu a mão acariciando um dos biquinhos do seio endurecidos de prazer.
Neste momento Carmem tombou o corpo deitando-o em cima do de Patrícia.
Patrícia sorriu acariciando os cabelos dela. Sentia uma paz, uma sensação de bem estar maravilhosa. Ficou quieta para não quebrar o clima e estragar o momento. Ficou ouvindo a respiração de Carmem voltando ao normal.
Carmem sorriu sem se mover confessando baixo.
- Eu te amo demais Patrícia. Sou sua. Serei sua para sempre.
Patrícia fechou os olhos sentindo uma pontada no peito. Aquelas palavras lhe proporcionaram uma alegria imensa.
- Você é adorável Carmem. – Patrícia confessou baixinho.
- O amor me tornou adorável para você. – Ela confessou erguendo a cabeça beijando-a longamente na boca. Afastou-se depois mergulhando nos olhos de Patrícia. – Não fique preocupada, pois não vou te cobrar nada. Estarei aqui todos os dias te esperando nessa cama. Vou te amar o quanto você deixar.
- Que bom saber disto.
- Você vai querer voltar para mim?
Patrícia sorriu erguendo a mão e acariciando os lábios dela com a ponta dos dedos.
- Você sabe que voltarei.
- Foi gostoso para você?
- Mais do que você imagina. Você não faz ideia como estou te desejando.
- Acho que consigo sentir. – Ela falou descendo a mão até o meio das pernas de Patrícia. Acariciou a bucetinha deslizando os dedos para dentro dela.
- Aiiiiiii... Ooooooo...
- Você é gostosa demais. Seus gemidos... Adoro... Sentia tanta vontade de te tocar. Não sabe como me segurei para não parecer antes na sua vida.
- Eu sei agora. – Patrícia respondeu rebolando para ela.
- Você é muito sensual. Gosta de dar assim? – Carmem perguntou atrevida.
- Adoro... Ooooo... Uuuuuuuuuuuuuu...
Carmem enlouqueceu ao ouvir os gemidos. Mergulhou a boca na dela, beijando-a com uma paixão que deixou Patrícia em êxtase. Quando Patrícia explodiu num orgasmo intenso, Carmem beijou todo o seu rosto deitando ao seu lado comentando carinhosa.
- Sei que não chego aos pés da sua namorada, mas eu te quero demais.
Patrícia suspirou relaxando o corpo gostosamente na cama. Jamais iria comparar Samanta com Carmem.
- Você a ama muito, não é Patrícia?
- Ah, não sei mais o que sinto por ela. Não é mais o mesmo que sentia no início. Se eu a amasse não estaria aqui com você. – Respondeu fitando-a atenta.
- Ela vai enlouquecer se souber de nós...
- Não sou casada com ela, apenas namoro. Não quis morar junto porque ela sente ciúmes demais. Sentia ciúmes quando eu queria estar apenas com ela. Acho que nada que eu fizer vai ser o bastante. Sempre falei que não era capaz de trair. Equivoquei-me acreditando que nunca o faria. Existem coisas que é melhor nem falar, porque o tempo passa e a vida mostra que mudamos. Você ficou atrás de mim até conseguir, não é? Eu comecei a te querer e não vou negar que estou querendo cada vez mais. Isto agora se tornou um problema que não posso negar. Por isto evitei o mais que pude. Não quero pensar sobre isto. Não agora.
- Vou confessar algumas coisas que você precisa saber. A sua boca é deliciosa. Você toda é deliciosa. Você fez amor com delicadeza e ao mesmo tempo com loucura. Não sei precisar o dia exato que comecei a sonhar com você. Quantas noites, ah, você jamais fará ideia do quanto te desejei em silêncio. Entre noites mal dormidas. Dias tediosos, onde encontrava alegria vendo sua imagem nas revistas. Saia para fazer compras para distrair. Jantava fora. Caminhava pelo bairro. Ia ao parque, sim, ia sempre ao parque sentir aquela paz. Não perdi nenhum dos seus desfiles. Ver você na minha frente na passarela deixava-me louca. Tinha que me contentar apenas em te olhar. Olhar tanto que ainda posso te ver com cada roupa que usou até hoje em cada um daqueles desfiles. Sempre fui de ir ao cinema sozinha. Algumas noites íamos ao teatro. Para minha sorte padre Antônio gosta de tudo relacionado à cultura. A minha prima também. Onde quer que eu tenha ido você estava em mim. Não dava para te esquecer ou parar de pensar em você.
- Fico feliz demais por saber que você realmente me ama. Que não é apenas sexo que deseja de mim. Eu sinto que tenha sofrido tanto sonhando comigo. Eu realmente não fazia ideia.
- Eu sei Patrícia. Não precisa se preocupar. Aprendi a esperar por você.
- Quero dormir com você hoje, posso? Bem agarradinha? – Perguntou abraçando-a carinhosa.
- Claro que pode e quero muito dormir com você Patrícia. Já estava ficando triste imaginando você indo embora.
- Não vou não. Vou ficar com você. É tarde, feche os olhos e aproveite. Amanhã preciso sair cedo. Uma tempestade estará esperando por mim. – Confessou pensativa.
- Como ela vai saber que não dormiu na sua casa?
- Ela vai ligar a noite toda. Ela é assim. Precisamos descansar. Durma bem.
- Você também meu amor.
Patrícia fechou os olhos sorrindo e adormecendo em seguida.

Acordou estranhando o quarto até ver Carmem completamente adormecida ao seu lado. Por um segundo enquanto esfregava os olhos Patrícia teve consciência do que tinha feito. Tinha traído Samanta. Logo ela que tanto tinha condenado a traição das pessoas intimamente. Achava feio trair. Acha o fim trair. Traição era a maior falta de respeito e consideração. Acreditou que nunca, jamais faria isto e tinha feito. Se era fato que o mundo estava mesmo perdido, talvez ela também estivesse se perdendo naquele mundo.
Saiu da cama sem fazer barulho indo ao banheiro. Quando voltou Carmem continuava profundamente adormecida. Parou ao lado da cama olhando-a com admiração. Ela estava nua e Patrícia admirou seu corpo sentindo o desejo renascer. Por um instante ficou tentada em deitar ao lado dela e acordá-la com um beijo, mas lembrou de Samanta caindo em si. Pegou uma rosa na jarra colocando-a no travesseiro que tinha dormido. Então saiu na ponta do pé deixando a casa.
Entrou em seu carro olhando para a casa de Carmem com o coração apertado. A vontade que sentia era de voltar correndo lá para dentro e aninhar-se em seus braços. No entanto, Patrícia controlou-se ligando o carro saindo rapidamente dali.
Sabia por que estava pressentindo. Assim que deteve o carro diante do prédio, viu Sandrine aproximando muito nervosa do seu carro.
        - Meu Deus Patrícia! Onde você estava? Samanta passou a noite toda ligando para o seu apartamento. Não me deixou pregar os olhos. Ela está enlouquecida de preocupação! Onde se enfiou menina?
Patrícia saltou do carro respondendo incomodada.
- Que chata e insistente que ela é, hein Sandrine? Bom dia para você também! Diga para Samanta que dormi na casa da minha tia. Que situação, meu Deus!
Sandrine aproximou dela tocando seu ombro.
- Patrícia? Por favor, não se irrite assim...
- Como é Sandrine? Acha que eu aguento ser controlada assim?
- Calma! Olhe, ela está com problemas. Por isto age assim...
- Ela age assim porque acha que é minha dona! Só isto! Sou só namorada dela, nada mais que isto.
- Samanta te ama demais. Preocupa com você. Ela só...
- Pare Sandrine! Não precisa me dizer, eu já sei! Preciso entrar. Tenho uma seção de fotos às onze.
- Então posso dizer que você dormiu mesmo na casa da sua tia mesmo sabendo que você não dormiu lá?
Patrícia a encarou por um segundo. É claro que ela sabia que estava mentindo. Como Samanta também saberia.
- Estou mentindo sim Sandrine! Este inferno é meu. Portanto não me julgue! Diga que dormi lá mesmo sabendo que não dormi! Infelizmente existem consequências para os meus atos falhos. Sei bem disto! Apenas eu irei pagar por eles! – Respondeu decidida.
- Eu entendo que você esteja saturada do controle dela, mas traí-la? Precisa ser assim? Não seria mais correto terminar?
- Sandrine eu não traí Samanta por divertimento, por farra ou para escapar do controle dela. Aconteceu! Eu fugi muito e quer saber? Não consigo fugir mais. É minha vida e vou vivê-la. Vou resolver minha situação com Sandrine. Isto não é uma coisa que se faça assim com essa facilidade que você está imaginando. Eu te vejo à tarde no ateliê. Beijos! – Encerrou abrindo o portão e entrando no prédio.
                                  Continua...